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Ensaio sobre a cegueira Saramago

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Uma duas Eliane Brum

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ao farol virgínia woolf

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mulheres de cinzas mia couto

resenha 5

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Extraordinário Luandino Vieira

resenha 6

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Luuanda Luandino Vieira
20.7.17

Presenteie seu amigo leitor neste dia do amigo!

Se tem uma coisa que todo leitor ama é ganhar livro de presente, ainda mais de amigos que escolhem com cuidado e carinho a obra para ser presenteada!
Hoje é dia do amigo e selecionei alguns títulos de acordo com alguns perfis de leitor. É claro que você pode arriscar e sair da zona de conforto também (o que é sempre muito bom!), mas só não deixe de escrever aquela dedicatória linda para a pessoa que ama, ehn?

Clássicos

Frankenstein
A mais famosa história de horror de todos os tempos em luxuosa edição comentada. “Já era uma da manhã; a chuva batia melancolicamente contra as vidraças quando vi o torpe olho amarelo da criatura se abrir; ela respirou fundo, e um movimento convulsivo agitou seus membros.” Frankenstein é sem dúvida o maior clássico de terror de todos os tempos. É também um ensaio sobre a prepotência humana e a solidão em sociedade. Cego em seu propósito de dar vida à matéria inanimada, o cientista Victor Frankenstein constrói um ser monstruoso a partir de restos humanos – mas, quando enfim alcança o resultado pretendido, foge de sua própria criação! Abandonada e fadada ao desterro e à rejeição, a criatura passa a perseguir o cientista e, depois, a buscar vingança. Escrito por uma jovem Mary Shelley, o romance atravessou dois séculos sem perder a capacidade de arrepiar o leitor. Tendo por base a edição revista pela autora em 1831, consagrada como a definitiva, Frankenstein: edição comentada vem reforçar o time de sucessos da coleção Clássicos Zahar. Com tradução, apresentação e notas do escritor Santiago Nazarian, que flerta com o suspense e o terror psicológico, o livro traz também cronologia de vida e obra de Mary Shelley. E, nos anexos, a introdução da autora para a edição de 1831 e o prefácio do poeta inglês e seu marido Percy Bysshe Shelley para a primeira edição, publicada anonimamente em 1818. A versão impressa apresenta ainda capa dura e acabamento de luxo.
Ai, essas edições de capa dura da Zahar... Para acertar em cheio no presente!
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OrlandoOrlando, um arremedo de biografia, descreve a vida do personagem homônimo, descendente de uma ancestral família aristocrática inglesa, que, no começo da narrativa, vive no século XVI, é homem e tem 16 anos. Acompanhamos sua vida por cerca de quatro séculos, na maior parte dos quais se mantém com a idade de 30 anos. No meio da narrativa, enviado pelo rei Charles II, como embaixador da Inglaterra, a Constantinopla, ele passa por uma transformação radical. Além de homenagear Vita Sackville-West, a aristocrata que serviu de modelo para a figura de Orlando, e de jogar com as convenções da biografia tradicional, Virginia explora aqui alguns dos seus temas preferidos: a incongruência entre, de um lado, o tempo do relógio e do calendário e, de outro, o tempo vivido, subjetivo; o caráter fragmentado, múltiplo e incerto da subjetividade; e, sobretudo, a instabilidade e a artificialidade da identidade sexual. A presente edição, com posfácio de Silviano Santiago, é enriquecida com as ilustrações da edição original e com extensas notas do tradutor.
Amo Virginia Woolf e não poderia deixar de indicá-la aqui, até porque esta edição da Autêntica é linda: capa dura, ilustração minimalista, jacket... E a leitura é incrível, te garanto!
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Dracula
 
Acting on behalf of his firm of solicitors, Jonathan Harker travels to the Carpathian Mountains to finalize the sale of England's Carfax Abbey to Transylvanian noble Count Dracula. Little does he realize that, in doing so, he endangers all that he loves. For Dracula is one of the Un-Dead--a centuries-old vampire who sleeps by day and stalks by night, feasting on the blood of his helpless victims. Once on English soil, the count sets his sights on Jonathan's circle of associates, among them his beloved wife Mina. To thwart Dracula's evil designs, Jonathan and his friends will have to accept as truth the most preposterous superstitions concerning vampires, and in the company of legendary vampire hunter Abraham Van Helsing, embark on an unholy adventure for which even their worst nightmares have not prepared them.
First published in 1897, Bram Stoker's Dracula established the ground rules for virtually all vampire fiction written in its wake.
Se o seu amigo lê em inglês, esta coleção é incrível, pois as edições são todas especiais. Mostro melhor esta de Dracula no vídeo abaixo.
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Vestibulando


Minha vida de menina
 
Aclamado por escritores como Carlos Drummond de Andrade e João Guimarães Rosa, ''Minha vida de menina'' é o diário de uma garota de província do final do século XIX. Publicado pela primeira vez em 1942, antecipa a voga das histórias do cotidiano e dos relatos confessionais de adolescentes ao traçar um retrato vivo e bem-humorado da vida em Diamantina entre 1893 e 1895. A pequena Helena Morley (pseudônimo de Alice Dayrell Caldeira Brant) compõe um painel multicolorido, desabusado e quase sempre inconformista do Brasil. De lambuja, o leitor é apresentado às inquietações típicas de uma adolescente espevitada e esperta às vésperas de um novo século.
Numa lista repleta de leituras densas e cansativas, este é um dos mais tranquilos de ler. Ótimo para as "férias" (ou as pseudo-férias) do seu amigo vestibulando.
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Antenado

O conto da aia
 
Escrito em 1985, o romance distópico O conto da aia, da canadense Margaret Atwood, tornou-se um dos livros mais comentados em todo o mundo nos últimos meses, voltando a ocupar posição de destaque nas listas do mais vendidos em diversos países. Além de ter inspirado a série homônima (The Handmaid’s Tale, no original) produzida pelo canal de streaming Hulu, o a ficção futurista de Atwood, ambientada num Estado teocrático e totalitário em que as mulheres são vítimas preferenciais de opressão, tornando-se propriedade do governo, e o fundamentalismo se fortalece como força política, ganhou status de oráculo dos EUA da era Trump. Em meio a todo este burburinho, O conto da aia volta às prateleiras com nova capa, assinada pelo artista Laurindo Feliciano.
O livro está super em alta por conta do seriado homônimo lançado pelo Hulu e promete grandes discussões!
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Fantasia ou Sci-fi

Box Harry Potter
 
A vida do menino Harry Potter não tem um pingo de magia. Ele vive com os tios e o primo, que não gostam nem um pouco dele. O quarto de Harry é, na verdade, um armário sob a escada, e ele nunca comemorou um aniversário sequer em onze anos. Até que, um dia, Harry recebe uma carta misteriosa, entregue por uma coruja: um convite para estudar num lugar incrível chamado Escola de Magia e Bruxaria Hogwarts. Lá ele vai encontrar não só amigos, esportes praticados em vassouras voadoras e magia para todo lado, como também seu destino: ser um aprendiz de feiticeiro até o dia em que terá que enfrentar a pior força do mal, o bruxo que assassinou seus pais. Mas, para isso, Harry precisará passar por uma série de desafios e enfrentar inúmeros perigos. Em sete livros que se tornaram o maior fenômeno editorial de todos os tempos, com mais de 450 milhões de exemplares vendidos e traduções em 78 idiomas, Harry Potter não é exposto apenas a batalhas e feitiços. Ele precisa superar traições, surpresas e, sobretudo, aprender a lidar com os próprios sentimentos. O amor, a amizade e claro, uma boa dose de magia e imaginação, são os elementos-chave para da maior saga bruxa de todos os tempos. 'Box Harry Potter – Série Completa': perfeito para todos que cresceram acompanhando a saga do jovem bruxo e para as novas gerações de fãs que anseiam por conhecê-la!
Se vocês são da mesma geração de HP e têm essa paixão em comum, este é um presente e tanto (e ainda acompanha marcador especial)!
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Um estranho numa terra estranha
 
Em uma edição inédita, o livro chega ao leitor com nova tradução e prefácio escrito por Neil Gaiman – autor de Sandman e Deuses Americanos – explicando a importância da publicação e a influência em seu trabalho. Vencedor do prêmio Hugo de 1962, Um Estranho Numa Terra Estranha traz a história de Valentine Michael Smith, um humano criado em Marte. Ao ser trazido à Terra, ele entra em contato pela primeira vez com seus iguais e se esforça para entender os costumes, a moral e as regras sociais que definem os estranhos terráqueos. Em meio a diversas barreiras, o homem de Marte se esforça para grokar (termo em marciano, criado pelo autor, com diversos significados, como: beber, sentir, aprender e fazer parte) esse mundo tão alienígena a ele, enquanto procura explicar à humanidade seus próprios conceitos fundamentais, bem como suas concepções de amor e respeito. No romance, o leitor irá se deparar com os mais diversos tópicos de discussão: desde o amor livre, passando por críticas ao consumismo e até às instituições cristãs. A obra é vista como uma afronta ao moralismo e à cultura da época e, graças à sua mensagem de liberdade, tornou-se um manifesto do movimento hippie da década de 1970. É quase inevitável não fazer uma comparação com Tropas Estelares, também escrito por Heinlein. Enquanto Tropas, lançado em 1959, apresenta um viés mais militarista e conservador, Um Estranho Numa Terra Estranha, lançado dois anos depois, chegou ao público repleto de críticas sociais, hedonismo, e uma clara insatisfação com a cultura de sua época. Essas duas obras totalmente distintas, lançadas em um curto período de tempo, demonstram a versatilidade e a genialidade de Heinlein, que, ao lado de Arthur C. Clarke e Isaac Asimov, é considerado um dos maiores autores da ficção científica.
Não consigo entender por que você precisaria de um motivo para dar de presente este livro depois de ler esta sinopse...
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Diferentão

S.
 
Uma jovem encontra numa biblioteca um livro com anotações de um estranho. As margens repletas de observações revelam um leitor inebriado pela história e pelo misterioso autor da obra. Ela responde os comentários e devolve o livro, que o estranho volta a pegar. Ele é Eric, ela é Jennifer, e o inesperado diálogo dos dois os faz mergulhar no desconhecido.
É esse velho exemplar típico de biblioteca – consultado, anotado, manuseado – intitulado O Navio de Teseu, de V. M. Straka, que o leitor encontrará dentro da caixa preta e selada de S. A lombada está visivelmente gasta e as páginas, amareladas, rabiscadas com comentários manuscritos em diversas cores. Entre as folhas, surpreendentemente, há cartas, cartões- -postais, recortes de jornal, fotografias e até um mapa desenhado em um guardanapo.
O Navio de Teseu data de 1949 e é o décimo nono e último romance de Straka, autor cuja vida é um mistério. Nem mesmo F. X. Caldeira, responsável pela tradução da obra e pela publicação do derradeiro livro, já após o desaparecimento e a suposta morte de Straka, tem mais informações. Nas notas de rodapé, Caldeira tenta contextualizar e relacionar as obras e a vida do autor. Nas anotações a lápis e a caneta, porém, vê-se que Eric, um estudioso de Straka, parece não concordar com as notas da tradução. E as observações escritas por Jennifer, uma graduanda cheia de segredos que trabalha na biblioteca da universidade, mostram que ela percebeu isso.
Da conversa entre Jennifer e Eric nas margens das páginas da obra emerge uma nova trama, que levará os dois a enfrentar decisões cruciais sobre quem são de verdade, quem talvez venham a se tornar e, ainda mais importante: quanto de suas paixões, mágoas e medos eles estariam dispostos a compartilhar com alguém que não conhecem.
Ler S. requer muito tempo e dedicação, pois é uma experiência totalmente diferente do normal. São detalhes inseridos na narrativa que é composta por várias "linhas narrativas" que se cruzam na leitura de um único livro. Não consigo explicar direito do que se trata esta história, ela é ~diferentona demais para isso!
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Nacional

O sorriso da hiena
 
É possível justificar o mal quando há a intenção de fazer o bem? Uma trama complexa de suspense e jogos psicológicos.
Atormentado por achar que não faz o suficiente para tornar o mundo um lugar melhor, William, um respeitado psicólogo infantil, tem a chance de realizar um estudo que pode ajudar a entender o desenvolvimento da maldade humana.
Porém a proposta, feita pelo misterioso David, coloca o psicólogo diante de um complexo dilema moral. Para saber se é um homem cruel por ter testemunhado o brutal assassinato de seus pais quando tinha apenas oito anos, David planeja repetir com outras famílias o mesmo que aconteceu com a sua, dando a William a chance de acompanhar o crescimento das crianças órfãs e descobrir a influência desse trauma no desenvolvimento delas. Mas até onde William será capaz de ir para atingir seus objetivos?
Em O sorriso da hiena, o leitor ficará fisgado até a última página enquanto acompanha o detetive Artur Veiga nas investigações para desvendar essa série de crimes que está aterrorizando a cidade.
Esta foi uma leitura recente que realizei e eu simplesmente não consegui deixar o livro de lado! Ele realmente cativa o leitor.
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Grande sertão: Veredas
A Nova Fronteira traz ao público esta nova edição em capa dura de Grande sertão: veredas. Livro fundamental na literatura brasileira, o romance João Guimarães Rosa, publicado em 1956, foi escolhido pela Folha de São Paulo, pela Revista Época e por várias associações internacionais como um dos 100 maiores livros da literatura universal do século XX. Nesta obra de Guimarães Rosa, o sertão é visto e vivido de uma maneira subjetiva e profunda, e não apenas como uma paisagem a ser descrita, ou como uma série de costumes que parecem pitorescos. Sua visão resulta de um processo de integração total entre o autor e a temática, e dessa integração a linguagem é o reflexo principal. Para contar o sertão, Guimarães Rosa utiliza-se do idioma do próprio sertão, falado por Riobaldo em sua extensa e perturbadora narrativa.
Encontramos em ´Grande Sertão-Veredas´ dimensões universais da condição humana - o amor, a morte, o sofrimento, o ódio, a alegria - retratadas através das lembranças do jagunço em suas aventuras no sertão mítico, e de seu amor impossível por Diadorim. 

Desculpem, não fujo do clássico, mas não tinha como deixar de indicar este livro. Ou qualquer outro da coleção de Guimarães Rosa que a Nova Fronteira está lançando. Livros belíssimos (ou dentro e por fora, tipo pessoa mesmo).
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