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Ensaio sobre a cegueira Saramago

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Uma duas Eliane Brum

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ao farol virgínia woolf

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mulheres de cinzas mia couto

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Extraordinário Luandino Vieira

resenha 6

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Luuanda Luandino Vieira
26.7.17

Ensaio sobre a cegueira, escrito por José Saramago

Editora: Companhia das Letras
Páginas: 144
Lançamento: 25/10/1995
ISBN: 9788571644953
Capa: Hélio de Almeida
Onde comprar: Amazon
Sinopse: Um motorista parado no sinal se descobre subitamente cego. É o primeiro caso de uma "treva branca" que logo se espalha incontrolavelmente. Resguardados em quarentena, os cegos se perceberão reduzidos à essência humana, numa verdadeira viagem às trevas.O Ensaio sobre a cegueira é a fantasia de um autor que nos faz lembrar "a responsabilidade de ter olhos quando os outros os perderam". José Saramago nos dá, aqui, uma imagem aterradora e comovente de tempos sombrios, à beira de um novo milênio, impondo-se à companhia dos maiores visionários modernos, como Franz Kafka e Elias Canetti.Cada leitor viverá uma experiência imaginativa única. Num ponto onde se cruzam literatura e sabedoria, José Saramago nos obriga a parar, fechar os olhos e ver. Recuperar a lucidez, resgatar o afeto: essas são as tarefas do escritor e de cada leitor, diante da pressão dos tempos e do que se perdeu: "uma coisa que não tem nome, essa coisa é o que somos". (Fonte)
O dadaísmo se caracterizou, entre outras facetas, pela busca da harmonização entre arte e mundo, pela interferência profícua da estética no mundo da vida, provocando uma alteração significativa. A capacidade modificadora da arte sempre esteve no horizonte não só do dadaísmo, mas também de todas vanguardas artísticas do século XX. Tal intervenção deveria ser alcançada a partir de um pequeno gesto, denominado clinâmen, capaz de provocar grandes modificações e povoar o cotidiano de uma força revolucionária. O papel ativo da arte dadaísta sonhou uma atribuição fundamental ao artista, que, pelo singelo e inaudito, seria capaz de engendrar novas realidades.

Em Ensaio sobre a cegueira, do autor português José Saramago, parece haver a conservação de um apelo dadaísta, com a presença do evento seminal, do pequeno gesto portador de grandes consequências que se repercutem ao longo da história. No entanto, longe de um clinâmen da esperança, Saramago introduz um clinâmen do terror, que cria um mundo no qual a alma humana é desnudada e seu mais primitivo caráter vem à tona.  A história do livro é simples e inicia-se de maneira corriqueira com a descrição de um motorista parado no semáforo, que, de maneira repentina e casual, fica cego. A cegueira que o acomete não é conhecida, não tem causa racional, não diz a que veio. Simplesmente o homem está cego. O fenômeno da cegueira se alastra velozmente e, progressivamente, atinge a todos, plenamente democrática. A explicação causal acerca da epidemia absurda pouco importa; cabe, porém, de maneira kafkiana, explorar suas consequências gigantescas e as reações do mundo à nova realidade.

Seguindo a mesma linha que Ensaio sobre a lucidez, o que surge da cegueira progressiva é o autoritarismo e o distanciamento entre as pessoas. A primeira medida é internar, isolar, trancafiar os cegos para que a epidemia não se propague. A partir de então, inicia-se uma descrição das condições mais abjetas e espúrias do convívio humano. Internados e abandonados às próprias custas, os cegos devem se organizar, mas, novamente, a natureza humana fala mais alto e uns tentam se sobrepor aos outros para obter vantagens. Como um estado de natureza hobbesiano, as ações visam a conservação de si, sem se atentar para os outros. Assassinatos, estupros, roubos e chantagens são a tônica dessa micro sociedade cega de visão e de regras de convívio. Entre aqueles trancafiados na casamata, uma mulher, também ao acaso, mantém a visão; seu fardo é o mais pesado, já que vê a verdadeira face humana, o grau mais baixo a que a humanidade pode chegar.

Aos poucos, toda humanidade, exceto a mulher, tornam-se cegos. Nada mais sobrevive, nenhuma instituição, nenhuma regra, não há mais produção possível, não há dignidade. A humanidade retorna a seu estado mais bárbaro e animalesco. Tudo é descuidado, relegado a segundo plano, quando a única questão fundamental é sobreviver, é conservar a si mesmo, num momento em que sentimentos perdem espaço para o puro instinto. A história acompanha um grupo liderado pela mulher que ainda vê e, pela sua visão, somos convidados a mergulhar numa atmosfera distópica e de barbárie. Assim como cegaram-se, todos recuperam a visão ao final do livro, sem maiores explicações ou justificativas. Assim como nos tornamos humanos, podemos perder, num piscar de olhos, nossa humanidade.

O clinâmen de Saramago adquire, portanto, uma face sombria, inaugura uma realidade de sofrimentos e egoísmo, na qual não há espaço para esperança. Ensaio sobre a cegueira desvela o que há de pior no homem, sua mais baixa condição, e deixa no ar uma questão pungente: será que não somos os cegos que podem ver? Por trás da metáfora da cegueira está uma das mais belas, e trágicas, caracterizações da condição humana, levada aos extremos da existência.
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24.7.17

Seis meses já se passaram desde que a lista dos lançamentos literários de Daniel Dago, tradutor do holandês que organiza e publica informações literárias no Brasil, foi ao ar. Porém, antes tarde do que nunca! Confira a lista com os 427 livros que saiu na Gazeta do Povo e que possui muitos títulos que conheceremos ainda neste segundo semestre:

Edição de O leopardo publicada pela TAG Experiências Literárias em parceria com a Companhia das Letras, que lançou a mesma obra em junho, em sua própria edição.

ALEPH

Cat’s cradle, de Kurt Vonnegut (trad. Livia Marina Koeppl)
Solaris, de Stanisław Lem (trad. Eneida Favre)
Nós, de Ievguêni Zamiátin (trad. Gabriela Soares da Silva)

ALFAGUARA

Uma virgem boba, de Ida Simons
O simpatizante, de Viet Thanh Nguyen
O comprometido, de Viet Thanh Nguyen
Romancista como vocação, de Harumi Murakami
A canção do pássaro de corda, de Harumi Murakami
Cobertor de estrelas e Duas praças, de Ricardo Lísias (reedição)
Menina escrevendo com o pai, de João Anzanello Carrascoza
A pela da terra, de João Anzanello Carrascoza
Caderno de um ausente, de João Anzanello Carrascoza
O rei de Havana, Pedro Juan Gutiérrez

AMARYLIS

Stálin, de Oleg Khlevniuk
Beethoven, de Jan Swafford
Wilde, de Matthew Sturgis
Tempos difíceis, de Charles Dickens
Oliver Twist, de Charles Dickens
Nicholas Nickelby, de Charles Dickens
Por Dois Mil Anos, de Mihail Sebastian

ARQUEIRO

Ninfeias negras, de Michel Busse
Diário de uma paixão, de Nicholas Sparks
A Chave de Rebecca, de Ken Follett

ATELIÊ EDITORAL

A trágica história do Doutor Fausto, de Christopher Marlowe (trad. C. Galindo, L. Bueno, M. Frungillo)
Epigramas, de Marcial (trad. Rodrigo Garcia Lopes)
Dicionário de pseudônimos literários, de Luís Pio Pedro
História das livrarias cariocas, de Ubiratan Machado

ARTE E LETRA

A Peça intocada, de Luci Collin
Livro de Virgínia Woolf ainda sem título
Azul, de Rubén Darío
O ladrão de corpos seguido de O diabrete da garrafa, de Robert Louis Stevenson
Livro de Elena Garro ainda sem título
As lembras do porvir, de Elena Garro
Dialogue, de Robert Mackee

AUTÊNTICA

Interrogando o real, Slavoj Žižek (trad. Rogério Bettoni)
Heidi, de Johanna Spyri (trad. Karina Jannini)
Alice no país das maravilhas, de Lewis Carroll (trad. Márcia S. Guimarães)
Alice através do espelho , de Lewis Carroll (trad. Márcia S. Guimarães)
O mágico de Oz, de L. Frank Baum (trad. Luís Reyes Gil)
Peter Pan, de J. M. Barrie (trad. Cristina Antunes),
Tarzan, de Edgar Rice Burroughs (trad. Márcia S. Guimarães)
Viagens de Gulliver, Jonathan Swift (trad. Maria Valéria Rezende)
Numa pensão alemã, de Katherine Mansfield (trad. Rogério Bettoni)
Bliss and other stories, de Katherine Mansfield (trad. Rogério Bettoni)
The garden party and other stories, de Katherine Mansfield (trad. Rogério Bettoni)
The dove’s nest and other stories, de Katherine Mansfield (trad. Rogério Bettoni)
Something childish and other stories, de Katherine Mansfield (trad. Rogério Bettoni)
Livros de Torquato Neto ainda sem título
Livros de Victor Giudice ainda sem título
Vila dos confins, de Mário Palmério
Chapadão do Bugre, de Mário Palmério
Vaca de nariz sutil, de Campos de Carvalho
A chuva imóvel, de Campos de Carvalho
O púcaro búlgaro, de Campos de Carvalho
O espantalho inquieto, de Campos de Carvalho (org. Noel Arantes)
Em busca do real perdido, de Alan Badiou
O diário de Anne Frank (HQ), de Mirella Sipnelli

ÂYINÉ

Blocos, de Ferdinand Bordewijk (trad. Daniel Dago)
Vida interrompida, de Etty Hillesum (trad. Mariângela Guimarães)
Max Havelaar, de Multatuli (trad. Daniel Dago)
Dois livros de Wisława Szymborska
Autores, livros, aventuras (título provisório), de Kurt Wolff (trad Flavio Quintale)
Homo poeticus, de Danilo Kiš (trad. Aleksandar Jovanovic)
Jardim, cinzas, de Danilo Kiš (trad. Aleksandar Jovanovic)
Leitura das Cinzas, de Jerzy Ficowski (trad. Piotr Kilanowski)
Antologia Poética, de Jerzy Ficowski
Ensaios de Pier Paolo Pasolini
Pró ou contra a bomba atômica, de Elsa Morante (trad. Davi Pessoa)
O que é a poesia, de Paul Valéry
Com Borges, de Alberto Manguel
From the other shore, de Herzen
Os pensamentos, de Leopardi
A marca do editor, de Roberto Calasso
Instituições do mundo muçulmano, de Giorgio Vercellin (trad. Pedro Fonseca)

BERTRAND BRASIL

Estranheza mortal, de Nora Roberts
O triturador, de Niall Leonard

BIBLIOTECA AZUL

Obras completas – vol. B e C, de Adolfo Bioy Casares (vários tradutores)
História da menina perdida, de Elena Ferrante (trad. Maurício S. Dias)
Nosso homem em Havana, de Graham Greene
Fim de caso, de Graham Greene
O poder e a glória, de Graham Greene
O fator humano, de Graham Greene
Trem de Istambul, de Graham Greene
O terceiro homem, de Graham Greene
David Bowie – Biografia, de Rob Scheffield
O progresso do amor, de Alice Munro
A Ilha, de Aldous Huxley

BOITATÁ

Pode pegar!, de Janaina Tokitaka

BOITEMPO

Comum, de Pierre Dardot e Christian Laval
Parting ways, de Judith Butler (trad. Rogério Bettoni)
Reconstruindo Lênin: uma biografia intelectual, de Tamás Krausz
HQ sobre a cadela Laika
Duas coletâneas sobre Revolução Russa (autores como Isaac Bábel e Vassili Rozánov), org. Bruno Gomide e Graziela Schneider
Ruy Guerra – A Paixão Escancarada, de Vavy Pacheco Borges
The new Jim Crow: mass incarceration in the age of colorblindness, de Michelle Alexander
Escritos sobre Brecht, de Walter Benjamin
Para além do leviatã: Crítica do Estado, de István Mészáros
Os despossuídos: debates sobre a lei referente ao furto de madeira, de Karl Marx
Dicionário gramsciano, organizado por Guido Liguori e Pasquale Voza
Caminhos divergentes: judaicidade e crítica do sionismo, de Judith Butler
O uso dos corpos: Homo sacer, IV, 2, de Giorgio Agamben
Teoria geral do direito e marxismo, de E. Paschukanis
O capital, Livro III, de Karl Marx
A rebeldia do precariado, de Ruy Braga
Guerra e revolução?, de Domenico Losurdo
O Jovem Hegel, de György Lukács

BRINQUE-BOOKS

O guardião da floresta, de Heloisa Prieto
Outras histórias que você já conhece, de Heloisa Prieto
Uma família é uma família é uma família, de Sara O’Leary

CAMINHOS

Nas sombras do amanhã, de Johan Huizinga (trad. Sérgio Luiz)
Dicção poética, de Owen Barfield (trad. Sérgio Marinho)
Sonetos de meditação, de John Donne (trad. Afonso F. de Sousa)

CARAMBAIA

Jaqueta branca, de Herman Melville (trad. Rogério Bettoni)
A guerra no ar, de H.G. Wells
O dorminhoco, de H.G. Wells
Imodéstia, capricho e Inclinações, de Ronald Firbank
O testamento de um excêntrico, de Júlio Verne
Novelas não eróticas de Marquês de Sade ainda sem título

CASA DA PALAVRA

O coro dos defuntos, de António Tavares

COM ARTE

Manual do aprendiz compositor, de Jules Clay (trad. Lima Barreto)

COMPANHIA DAS LETRAS

Memórias (título provisório), de Ai Weiwei
Minha luta 5, de Karl Ove Knausgård
The morning star, de Karl Ove Knausgård
Estações (título provisório, quatro vols.), de Karl Ove Knausgård
Dublinenses, de James Joyce (trad. Caetano Galindo)
O rei pálido, de David Foster Wallace (trad. Caetano Galindo)
Em busca do tempo perdido, de Marcel Proust (trad. Mario Sergio Conti)
O gattopardo, de Tomasi di Lampedusa
Contos, de Tomasi di Lampedusa
Como se o mundo fosse um bom lugar, de Marçal Aquino
Carlos Lacerda, de Mário Magalhães
Europa Central, de William T. Vollmann (trad. Daniel Pellizzari)
F, de Daniel Kehlmann
O lugar mais sombrio, de Milton Hatoum
A revolução dos bichos, de George Orwell (HQ de Odyr)
Do Éden ao divã, de Moacyr Scliar
Crônicas judaicas (título provisório), de Moacyr Scliar
De poesia, de Hilda Hilst
De prosa, de Hilda Hilst
Noite dentro da noite, de Joca Reiners Terron
Bíblia grega (trad. Frederico Lourenço)
Guerra e paz, de Liev Tolstói (trad. Rubens Figueiredo)
Contos completos, de Liev Tolstói (trad. Rubens Figueiredo)
Infância, adolescência, juventude, de Liev Tolstói (trad. Rubens Figueiredo)
As metamorfoses, de Murilo Mendes
The schooldays of Jesus, de J.M. Coetzee
The lyrics: 1961-2012, de Bob Dylan (trad. Caetano Galindo)
O túmulo de Lênin, de David Remnick
Cabeças trocadas, de Thomas Mann
O eleito, de Thomas Mann (trad. Claúdia Dornbusch)
Confissões de Felix Krull, de Thomas Mann
Contos, de Thomas Mann
Mario e o Mágico, de Thomas Mann
Tetralogia de José e seus irmãos, de Thomas Mann
Sua Alteza Real, de Thomas Mann
Poesia e verdade, de Thomas Mann
Anna Kariênina, de Liev Tolstói (trad. Rubens Figueiredo)
Stálin, de Simon Sebag Montefiore
O jovem Stálin, de Simon Sebag Montefiore
Manifestos, panfletos e palavras de ordem, (org.) Daniel A. Reis
Doutor Jivago, de Boris Pasternak
Dostoiévski, a biografia, de Joseph Frank
O teatro de Sabbath, de Philip Roth (reedição)
Biografia de Lima Barreto, de Lilia Moritz Schwarcz
Biografia de Silvio Santos, de Ricardo Valladares
Uma história do samba, de Lira Neto
Diários da Presidência vol.3, de Fernando Henrique Cardoso
Clarice, de Benjamin Moser (reedição)
Biografia involuntária dos amantes, de João Tordo
É agora como nunca, diversos poetas, org. Adriana Calcanhoto
O que é o fascismo e outros ensaios, de George Orwell
Borges babilônico, de Jorge Schwartz
O espírito da ficção científica, Roberto Bolaño
Um sentimento estranho, de Orhan Pamuk
Compre-me o céu, de Xinran
Evaristo Carriego/Para seis Cordas/O Martin Fierro, de Jorge Luis Borges
Queer, de William S. Burroughs
O Livro de Moriarty, de Arthur Conan Doyle
Otelo, de William Shakespeare
Confissões, de Santo Agostinho
Educação sentimental, de Gustave Flaubert
A Árvore de Gernika, de G. L. Steer
O rei da vela, de Oswald de Andrade
Meus queridos estranhos, de Livia Garcia-Roza
Crepúsculo dos ídolos, de Friedrich Nietzsche (reedição)
Humano, demasiado humano II, de Friedrich Nietzsche (reedição)
Anna e o planeta, de Jostein Gaarder
Obras completas vol. 7, de Sigmund Freud
O fazedor de velhos, de Rodrigo Lacerda (reedição)
A teoria perfeita – uma biografia da relatividade, de Pedro Ferreira
A luta corporal, de Ferreira Gullar
Na vertigem do dia, de Ferreira Gullar

COMPANHIA DAS LETRINHAS

Nas águas do Rio Negro, de Drauzio Varella
Branco, Belo e Cinderelo, de José Roberto Torero

CONFRARIA DO VENTO

Guardem as cinzas, de Andrea Ferraz
Depois do fim, de Sérgio Bivar
À sombra do pai, de Wellington de Melo

DARKSIDE

Hex, de Thomas Olde Heuvelt
Grief is the thing with feathers, de Max Porter

DYBBUK

Hímem, de H.D (trad. Luciane Alves)
Poemas, de Leyzer Volf (trad Luciano Ramos Mendes)
Poemas completos, de Isroel Shtern (trad Luciano Ramos Mendes)
Eu construí as barricadas, de Anna Świrczynska (trad Piotr Kilanowski)
Canções do gueto, de Mordechai Gebirtig (trad. de Hanna Deutscher)
Visagens do lago, de Jana Bodnarova (trad. Waldo Motta)
A árvore que veio de longe, de Jana Bodnarova (trad. Waldo Motta)

EDITORA 34

Contos de Kolimá (vol 6), de Varlam Chalámov (trad. Nivaldo dos Santos)
A escavação, de Andrei Platónov (trad. Mário Ramos e Yulia Mikaelyan)
Os sete enforcados, de Leonid Andrêiev (trad. Nivaldo dos Santos)
Sátántangó, de László Krasznahorkai (trad. Paulo Schiller)
Cartas (título provisório), de Vincent van Gogh (trad. Jorge Coli e Felipe Martinez)
A câmara escura de Dâmocles, de W.F. Hermans (trad. Samuel Titan Jr.)
Contos reunidos, de João Antônio
Calvário e porres do pingente Alfonso Henriques de Lima Barreto, de João Antônio
Abraçado ao meu rancor, de João Antônio
Malagueta, perus e bacanaço, de João Antônio
Leão de chácara, de João Antônio
Diversos livros de Mário Pedrosa
Teatro reunido (título provisório), de Augusto Boal
Livro de Lucio Costa ainda sem título
Seis livros sobre a Revolução Russa, org. de Bruno Gomide
Contos Reunidos, de Fiódor Dostoiévski
Humilhados e Ofendidos, de Fiódor Dostoiévski
Conversas de Refugiados, de Bertolt Brecht

E-GALÁXIA

A week on the concord and merrimack, de H.D. Thoreau (trad. Silvana Silva, Marina Ernst, Marcílio Garcia de Queiroga e Sérgio Leo, cord. Denise Bottmann)
Vários guias de viagens de Zeca Camargo
Meios e fins, de Ricardo Piglia
Poesia e Poética de Carlos Drummond de Andrade, de John Gledson

ENCRENCA

A nova Holanda, de Sérgio Rubens Sossélla

ESTAÇÃO LIBERDADE

A fórmula do professor, de Yoko Ogawa
Ensaio sobre o maníaco dos cogumelos, de Peter Handke (trad. Augusto Rodrigues)
Cada um morre por si, de Hans Fallada (trad. Claudia Abeling)
Medeia vozes, de Christa Wolf (trad. de Carla Bessa)
Malina, de Ingeborg Bachman (trad. Carla Bessa)
Meu nome seja Gantenbein, de Max Frisch (trad. Carla Bessa)
No país do cervo branco, de Chen Zhongshi (trad Ho Yeh Chia)
O garoto do riquixá, de She Lao (trad. Márcia Schmaltz)
Divã ocidental-oriental, de J. W. Goethe (trad. Daniel Martineschen)
O reflexo perdido e outros contos, de E.T.A. Hoffmann (trad. Maria Aparecida Barbosa)
Natan, o sábio, de G. E. Lessing (trad. Saulo Krieger)
Com toda franqueza, de Richard Ford
Cartas trocadas entre Yukio Mishima e Yasunari Kawabata
Rússia – A reconstrução da arquitetura na União Soviética, de El Lissitzky

FARO EDITORIAL

O escravo de capela, de Marcos Debrito
Para amar Clarice Lispector, de Emilia Amaral
Para amar Graciliano Ramos, de Ivan Marques
A era dos mortos, de Rodrigo de Oliveira
A garota do lago, de Charlie Donlea
Morte lenta, de Matthew Flitzsimmons

FTD 

Abecedário de personagens do folclore brasileiro, de Januária Alves e Cezar Berje

GALERA RECORD

Contos da academia dos caçadores de sombras, de Cassandra Clare, Maureen Johnson, Sarah Rees Brennan, Robin Wasserman

GLOBO

O primeiro e o último verão, de Letícia Wierzchowski

GRUA

O Cristo recrucificado, de Nikos Kazantzákis

HARPERCOLLINS

Lab girl, de Hope Jahren
The underground railroad, de Colson Whitehead

INTRÍNSECA

A brief history of seven killings, de Marlon James
As garotas, de Emma Cline
La frantumaglia, de Elena Ferrante
Beautiful things, de Gin Phillips
The chalk man, de C. J. Tudor
L’Amore molesto, de Elena Ferrante
Mitologia nórdica, de Neil Gaiman
Behind her eyes, de Sarah Pinborough
13 minutes, de Sarah Pinborough
The gentle way of Swedish death cleaning, de Margareta Magnusson
O livro dos Baltimore, de Joël Dicker
Biografia de Mário de Andrade, de Jason Tércio
Em nome dos pais, de Matheus Leitão
Quatro estações em Roma, de Anthony Doerr
Las cosas que perdimos en el fuego, de Mariana Enríquez
Everything I never told You, de Celeste Ng

ILUMINURAS

A idolatria poética ou a febre de imagens, de Sérgio Medeiros
As emas do general Stroessner, de Sérgio Medeiros
Contos frios, de Virgilio Piñera

JOSÉ OLYMPIO

Pescar truta na América, de Richard Brautigan (trad. Joca Reiners Terron)
Bartleby, o escrivão, de Herman Melville (trad. A. B. Pinheiro de Lemos)
Queijo, de Willem Elsschot (reedição)
A bagaceira, de José Américo de Almeida

L&PM

Histórias de Porto Alegre, de Moacyr Scliar
Histórias que os jornais não contam, de Moacyr Scliar
Crônicas médicas (título provisório), de Moacyr Scliar
Jane Eyre, de Charlotte Brontë (trad. Rogério Bettoni)
Amor e amizade & outras histórias, de Jane Austen
Lady Susan, os Watson e Sanditon, de Jane Austen
O homem invisível, de H.G. Wells
Macunaíma, de Mário de Andrade
Pic, de Jack Kerouac

MUNDARÉU

Contos holandeses (1839-1939) – 18 contos de 18 autores (trad. Daniel Dago)
Sobre pessoas velhas e coisas que passam…, de Louis Couperus (trad. Daniel Dago)
Uma confissão póstuma, de Marcellus Emants (trad. Daniel Dago)
Tolstói, de Romain Rolland
Andaimes, de Mario Benedetti
El país de la canela, de William Ospina

NÓS

Conto de dois grandes Amores, de Paulo Lins
Projeto para psicomapeamento de Hamlet, de Marcia Tiburi
Descalço nos trópicos sobre pedras portuguesas, de Thiago Camelo
Lições de vertigem, de Micheliny Verunschk
Baleia assassina, de Cintia Moscovich

NOVA AGUILAR

Obra completa de Fiódor Dostoiévski
Obra completa de José de Alencar
Obra completa de Edgar Allan Poe


NOVA FRONTEIRA

O livro das virtudes, de William J Bennett
Romance de Dom Pantero no palco dos pecadores, de Ariano Suassuna

NUMA EDITORA

Os discos do crepúsculo, de Cadão Volpato

OBJETIVA

Biografia de Stálin, de Stephen Kotkin

OLHO DE VIDRO

Rosa, de Odilon Moraes
Se os tubarões fossem homens, de Bertolt Brecht
Coletânea de poesia de Gabriela Mistral (trad. Leo Cunha)

PAZ E TERRA

Os excluídos da história, de Michelle Perrot (reedição)

PENALUX

Diolindas, de Eltânia André e Ronaldo Cagiano
Gravidade Zero, de Alexandre Guarnieri
Desolação, de Edith Wharton

POETISA

A rainha fantasiosa, de Jean-Jacques Rousseau

PLANETA

Tarântula, de Bob Dylan (trad. Rogerio Galindo)
Bonsai, de Alejandro Zambra (trad. Josely Vianna Baptista)
Múltipla escolha, Alejandro Zambra (trad. Miguel del Castillo)
O delírio total, de Noman Ohler
Heather, the totality, de Matthew Weiner
The coincidence makers, de Yoav Blum
O nome da morte, de Klester Cavalcanti
Capão pecado, de Ferréz
Silêncio, de Shusaku Endo
Princesa de Papel, de Erin Watt

PLATAFORMA 21

Todos, nenhum: simplesmente humano, de Jeff Garvin
O beijo do vencedor,  de Marie Rutkoski
Suicides notes from beautiful girls, de Lynn Weingarten

RÁDIO LONDRES

O refugiado, de Arnon Grunberg (trad. Mariângela Guimarães)
Marcas de nascença, de Arnon Grunberg (trad. Mariângela Guimarães)
Tudo está tranquilo lá em cima, de Gerbrand Bakker
O desvio, de Gerbrand Bakker (trad. Mariângela Guimarães)
Corvo, de A.J.A Symons (trad. Fernanda Drummond)
Segunda mão, de Michael Zadoorian (trad. Luis Reyes Gil)
Consertando os vivos, de Maylis de Kerangal (trad. Maria F. O. Couto)
Se isto não é legal, o que é então?, de Kurt Vonnegut (trad. Petê Rissatti)
Instrumental, James Rhoden (trad. Luis Reyes Gil)
Preparação para a próxima vida, de Atticus Lish (trad. Gianluca Giurlando)
Plainsong, de Kent Haruf (trad. Alexandre B. de Souza)
Eventide, de Kent Haruf (trad. Alexandre B. de Souza)
Benediction, Kent Haruf (trad. Alexandre B. de Souza)
Mockingbird, de Walter Travis (trad. Petê Rissatti)
The queen’s gambit, de Walter Travis (trad. Petê Rissatti)
Augustus, de John Williams (trad. Alexandre B. Souza)

RECORD

Diário – versão integral, de Anne Frank (trad. Cristiano Zwisele)
Ferrugem, de Marcelo Moutinho
Obra completa, de Alberto da Cunha Melo
Sobre a sede, de Vitor Hugo Brandalise
Roberto Carlos e outros detalhes, de Paulo César de Araújo
A hipótese humana, de Alberto Mussa
Anita, de Thales Guaracy
Assim na Terra Como Embaixo da Terra, de Ana Paula Maia
Ferrugem, de Marcelo Moutinho
Olhos de carvão, de Afonso Borges
O tremor da terra, de Luiz Vilela
Ladainha, de Bruna Beber
Pelos caminhos do Rock, de Eduardo Araújo
Baladas proibidas, de Gabriel Godoy e Bolívar Torres
O fantasma, de Jo Nesbo
A companhia de Sharpe, de Bernard Cornwell
Música ficta, de Philippe Lacoue-Labarthe
Não me esqueças, de Babi
Senhorita Aurora, de Babi
A Maldição de Stálin, de Robert Gellately
Biografia de Trotski, de Robert Service

RELICÁRIO

Literatura de Esquerda – Damián Tabarovsky (sairia pela Cosac)
A retornada – Laura Erber (poemas)
Como se fosse a casa – Ana Martins Marques e Eduardo Jorge (poemas)
Jamás el fuego nunca – Diamela Eltit (tradução de Julián Fuks)
Eu nunca fui ao Brasil – Ernst Jandl (poemas com tradução de Myriam Ávila)
Palmström – Christian Morgenstern (poemas com tradução de Ricardo Domeneck)
As máquinas celibatárias – Michel Carrouges (tradução de Eduardo Jorge)

REFORMATÓRIO

Oito do sete, de Cristina Judar
Ninguém me ensinou a morrer, de Mike Sullivan
Escalpo, de Ronaldo Bressane

ROCCO

The women in cabin 10, de Ruth Ware
Eis-me Aqui, de Jonathan Safran Foer (trad. D. Pellizzari e Maíra M. Galvão)
The kingdom of speech, de Tom Wolfe
The noise of time, de Julian Barnes
Keeping an eye open, de Julian Barnes
Untangled, de Lisa D’Amour
40 stories, de Donald Barthelme (trad. D. Pellizzari)
Nevermoor: The death and life of Morrigan Crown, de Jessica Townsend
Romance de Bernardo Ajzenberg
Dicas da imensidão, de Margaret Atwood
Diário de um corpo, de Daniel Pennac
10:04, de Ben Lerner
Crave a Marca, de Veronica Roth

SM

Saga de um mundo perdido, de Ricardo Maciel dos Anjos

SESI-SP

As armadilhas da fé, de Octavio Paz (sairia pela Cosac)
Ribolópolis, de Andy Mulligan (sairia pela Cosac)
Contos de fadas, de Alexander Afanássiev (sairia pela Cosac)
O que há de mais próximo da vida, de James Wood (sairia pela Cosac)
Caro Michele, de Natalia Ginzburg (editado pela Cosac)
A autobiografia de Alice B. Toklas, de Gertrude Stein (editado pela Cosac)
O homem sentado no corredor/A doença da morte, de Marguerite Duras (editado pela Cosac)
Autobiografia de todo mundo, de Gertrude Stein (editado pela Cosac)
Contos completos, de Flannery O’Connor (editado pela Cosac)
Anedotas do destino, de Karen Blixen (editado pela Cosac)
A fazenda africana, de Karen Blixen (editado pela Cosac)
Contos completos, de Virginia Woolf (editado pela Cosac)
Sete narrativas góticas, de Karen Blixen (editado pela Cosac)
Lexico famíliar, de Natalia Ginzburg (editado pela Cosac)
Três vidas, de Gertrude Stein (editado pela Cosac)
Mrs. Dalloway, de Virginia Woolf (editado pela Cosac)

SEXTANTE

The neuroscientist who lost her mind, de Barbara Lipska

SUMA DE LETRAS

O bazar dos sonhos ruins, de Stephen King

TRÊS ESTRELAS

O espírito do judaísmo, de Bernard-Henri Lévy
Biografia de Jorge Amado, de Joselia Aguiar
Nietzsche, de Heinrich Mann (trad. Maria A. Barbosa e Werner Heidermann)

UBU

Metafísicas canibais, de Eduardo Viveiros de Castro
A inconstância da alma selvagem, de Eduardo Viveiros de Castro
Dois inéditos de Eduardo Viveiros de Castro

UNESP

Poesia e verdade, de Goethe

VIA DE LEITURA

O homem invisível, de H.G. Wells
A máquina do tempo, de H.G. Wells

WMF MARTINS FONTES

Pulga e espeto, de Pieter Koolwijk
Felicidade, de Mies van Hout
Red Rosa, de Kate Evans
Uma história de muita preguiça, de Ilan Brenman

ZAHAR

O homem invisível, de H.G. Wells
Estranho em nossa porta, de Zygmunt Bauman
Frankenstein, Mary Shelley (trad. Santiago Nazarian)
Volta ao Mundo em 80 Dias, de Júlio Verne
Mary Poppins, de P. L. Travers
Drácula, de Bram Stoker (trad. Alexandre B. de Souza)
Os Maias, de Eça de Queirós
Vinte anos depois: Edição Comentada, de Alexandre Dumas
La vie avec Lacan, de Catherine Millot
Einstein’s greatest mistake, de Dvaid Bodanis
Économie du bien commun, de Jean Tirole
A cura pelo espírito, de Stefan Zweig
Continente delvagem, de Keith Lowe
Drogas: as histórias que não te contaram, de Isabel Clemente e Llona Szabó
Pilar na China, de Flávia Lins e Silva
Histórias de Willy, de Anthony Browne

ZOUK

Urug, de Hella Haasse (trad. Daniel Dago)
Woutertje Pieterse, de Multatuli (trad. Daniel Dago)
Kees, o menino, de Theo Thijssen (trad. Daniel Dago)
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20.7.17

Se tem uma coisa que todo leitor ama é ganhar livro de presente, ainda mais de amigos que escolhem com cuidado e carinho a obra para ser presenteada!
Hoje é dia do amigo e selecionei alguns títulos de acordo com alguns perfis de leitor. É claro que você pode arriscar e sair da zona de conforto também (o que é sempre muito bom!), mas só não deixe de escrever aquela dedicatória linda para a pessoa que ama, ehn?

Clássicos

Frankenstein
A mais famosa história de horror de todos os tempos em luxuosa edição comentada. “Já era uma da manhã; a chuva batia melancolicamente contra as vidraças quando vi o torpe olho amarelo da criatura se abrir; ela respirou fundo, e um movimento convulsivo agitou seus membros.” Frankenstein é sem dúvida o maior clássico de terror de todos os tempos. É também um ensaio sobre a prepotência humana e a solidão em sociedade. Cego em seu propósito de dar vida à matéria inanimada, o cientista Victor Frankenstein constrói um ser monstruoso a partir de restos humanos – mas, quando enfim alcança o resultado pretendido, foge de sua própria criação! Abandonada e fadada ao desterro e à rejeição, a criatura passa a perseguir o cientista e, depois, a buscar vingança. Escrito por uma jovem Mary Shelley, o romance atravessou dois séculos sem perder a capacidade de arrepiar o leitor. Tendo por base a edição revista pela autora em 1831, consagrada como a definitiva, Frankenstein: edição comentada vem reforçar o time de sucessos da coleção Clássicos Zahar. Com tradução, apresentação e notas do escritor Santiago Nazarian, que flerta com o suspense e o terror psicológico, o livro traz também cronologia de vida e obra de Mary Shelley. E, nos anexos, a introdução da autora para a edição de 1831 e o prefácio do poeta inglês e seu marido Percy Bysshe Shelley para a primeira edição, publicada anonimamente em 1818. A versão impressa apresenta ainda capa dura e acabamento de luxo.
Ai, essas edições de capa dura da Zahar... Para acertar em cheio no presente!
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OrlandoOrlando, um arremedo de biografia, descreve a vida do personagem homônimo, descendente de uma ancestral família aristocrática inglesa, que, no começo da narrativa, vive no século XVI, é homem e tem 16 anos. Acompanhamos sua vida por cerca de quatro séculos, na maior parte dos quais se mantém com a idade de 30 anos. No meio da narrativa, enviado pelo rei Charles II, como embaixador da Inglaterra, a Constantinopla, ele passa por uma transformação radical. Além de homenagear Vita Sackville-West, a aristocrata que serviu de modelo para a figura de Orlando, e de jogar com as convenções da biografia tradicional, Virginia explora aqui alguns dos seus temas preferidos: a incongruência entre, de um lado, o tempo do relógio e do calendário e, de outro, o tempo vivido, subjetivo; o caráter fragmentado, múltiplo e incerto da subjetividade; e, sobretudo, a instabilidade e a artificialidade da identidade sexual. A presente edição, com posfácio de Silviano Santiago, é enriquecida com as ilustrações da edição original e com extensas notas do tradutor.
Amo Virginia Woolf e não poderia deixar de indicá-la aqui, até porque esta edição da Autêntica é linda: capa dura, ilustração minimalista, jacket... E a leitura é incrível, te garanto!
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Dracula
 
Acting on behalf of his firm of solicitors, Jonathan Harker travels to the Carpathian Mountains to finalize the sale of England's Carfax Abbey to Transylvanian noble Count Dracula. Little does he realize that, in doing so, he endangers all that he loves. For Dracula is one of the Un-Dead--a centuries-old vampire who sleeps by day and stalks by night, feasting on the blood of his helpless victims. Once on English soil, the count sets his sights on Jonathan's circle of associates, among them his beloved wife Mina. To thwart Dracula's evil designs, Jonathan and his friends will have to accept as truth the most preposterous superstitions concerning vampires, and in the company of legendary vampire hunter Abraham Van Helsing, embark on an unholy adventure for which even their worst nightmares have not prepared them.
First published in 1897, Bram Stoker's Dracula established the ground rules for virtually all vampire fiction written in its wake.
Se o seu amigo lê em inglês, esta coleção é incrível, pois as edições são todas especiais. Mostro melhor esta de Dracula no vídeo abaixo.
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Vestibulando


Minha vida de menina
 
Aclamado por escritores como Carlos Drummond de Andrade e João Guimarães Rosa, ''Minha vida de menina'' é o diário de uma garota de província do final do século XIX. Publicado pela primeira vez em 1942, antecipa a voga das histórias do cotidiano e dos relatos confessionais de adolescentes ao traçar um retrato vivo e bem-humorado da vida em Diamantina entre 1893 e 1895. A pequena Helena Morley (pseudônimo de Alice Dayrell Caldeira Brant) compõe um painel multicolorido, desabusado e quase sempre inconformista do Brasil. De lambuja, o leitor é apresentado às inquietações típicas de uma adolescente espevitada e esperta às vésperas de um novo século.
Numa lista repleta de leituras densas e cansativas, este é um dos mais tranquilos de ler. Ótimo para as "férias" (ou as pseudo-férias) do seu amigo vestibulando.
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Antenado

O conto da aia
 
Escrito em 1985, o romance distópico O conto da aia, da canadense Margaret Atwood, tornou-se um dos livros mais comentados em todo o mundo nos últimos meses, voltando a ocupar posição de destaque nas listas do mais vendidos em diversos países. Além de ter inspirado a série homônima (The Handmaid’s Tale, no original) produzida pelo canal de streaming Hulu, o a ficção futurista de Atwood, ambientada num Estado teocrático e totalitário em que as mulheres são vítimas preferenciais de opressão, tornando-se propriedade do governo, e o fundamentalismo se fortalece como força política, ganhou status de oráculo dos EUA da era Trump. Em meio a todo este burburinho, O conto da aia volta às prateleiras com nova capa, assinada pelo artista Laurindo Feliciano.
O livro está super em alta por conta do seriado homônimo lançado pelo Hulu e promete grandes discussões!
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Fantasia ou Sci-fi

Box Harry Potter
 
A vida do menino Harry Potter não tem um pingo de magia. Ele vive com os tios e o primo, que não gostam nem um pouco dele. O quarto de Harry é, na verdade, um armário sob a escada, e ele nunca comemorou um aniversário sequer em onze anos. Até que, um dia, Harry recebe uma carta misteriosa, entregue por uma coruja: um convite para estudar num lugar incrível chamado Escola de Magia e Bruxaria Hogwarts. Lá ele vai encontrar não só amigos, esportes praticados em vassouras voadoras e magia para todo lado, como também seu destino: ser um aprendiz de feiticeiro até o dia em que terá que enfrentar a pior força do mal, o bruxo que assassinou seus pais. Mas, para isso, Harry precisará passar por uma série de desafios e enfrentar inúmeros perigos. Em sete livros que se tornaram o maior fenômeno editorial de todos os tempos, com mais de 450 milhões de exemplares vendidos e traduções em 78 idiomas, Harry Potter não é exposto apenas a batalhas e feitiços. Ele precisa superar traições, surpresas e, sobretudo, aprender a lidar com os próprios sentimentos. O amor, a amizade e claro, uma boa dose de magia e imaginação, são os elementos-chave para da maior saga bruxa de todos os tempos. 'Box Harry Potter – Série Completa': perfeito para todos que cresceram acompanhando a saga do jovem bruxo e para as novas gerações de fãs que anseiam por conhecê-la!
Se vocês são da mesma geração de HP e têm essa paixão em comum, este é um presente e tanto (e ainda acompanha marcador especial)!
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Um estranho numa terra estranha
 
Em uma edição inédita, o livro chega ao leitor com nova tradução e prefácio escrito por Neil Gaiman – autor de Sandman e Deuses Americanos – explicando a importância da publicação e a influência em seu trabalho. Vencedor do prêmio Hugo de 1962, Um Estranho Numa Terra Estranha traz a história de Valentine Michael Smith, um humano criado em Marte. Ao ser trazido à Terra, ele entra em contato pela primeira vez com seus iguais e se esforça para entender os costumes, a moral e as regras sociais que definem os estranhos terráqueos. Em meio a diversas barreiras, o homem de Marte se esforça para grokar (termo em marciano, criado pelo autor, com diversos significados, como: beber, sentir, aprender e fazer parte) esse mundo tão alienígena a ele, enquanto procura explicar à humanidade seus próprios conceitos fundamentais, bem como suas concepções de amor e respeito. No romance, o leitor irá se deparar com os mais diversos tópicos de discussão: desde o amor livre, passando por críticas ao consumismo e até às instituições cristãs. A obra é vista como uma afronta ao moralismo e à cultura da época e, graças à sua mensagem de liberdade, tornou-se um manifesto do movimento hippie da década de 1970. É quase inevitável não fazer uma comparação com Tropas Estelares, também escrito por Heinlein. Enquanto Tropas, lançado em 1959, apresenta um viés mais militarista e conservador, Um Estranho Numa Terra Estranha, lançado dois anos depois, chegou ao público repleto de críticas sociais, hedonismo, e uma clara insatisfação com a cultura de sua época. Essas duas obras totalmente distintas, lançadas em um curto período de tempo, demonstram a versatilidade e a genialidade de Heinlein, que, ao lado de Arthur C. Clarke e Isaac Asimov, é considerado um dos maiores autores da ficção científica.
Não consigo entender por que você precisaria de um motivo para dar de presente este livro depois de ler esta sinopse...
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Diferentão

S.
 
Uma jovem encontra numa biblioteca um livro com anotações de um estranho. As margens repletas de observações revelam um leitor inebriado pela história e pelo misterioso autor da obra. Ela responde os comentários e devolve o livro, que o estranho volta a pegar. Ele é Eric, ela é Jennifer, e o inesperado diálogo dos dois os faz mergulhar no desconhecido.
É esse velho exemplar típico de biblioteca – consultado, anotado, manuseado – intitulado O Navio de Teseu, de V. M. Straka, que o leitor encontrará dentro da caixa preta e selada de S. A lombada está visivelmente gasta e as páginas, amareladas, rabiscadas com comentários manuscritos em diversas cores. Entre as folhas, surpreendentemente, há cartas, cartões- -postais, recortes de jornal, fotografias e até um mapa desenhado em um guardanapo.
O Navio de Teseu data de 1949 e é o décimo nono e último romance de Straka, autor cuja vida é um mistério. Nem mesmo F. X. Caldeira, responsável pela tradução da obra e pela publicação do derradeiro livro, já após o desaparecimento e a suposta morte de Straka, tem mais informações. Nas notas de rodapé, Caldeira tenta contextualizar e relacionar as obras e a vida do autor. Nas anotações a lápis e a caneta, porém, vê-se que Eric, um estudioso de Straka, parece não concordar com as notas da tradução. E as observações escritas por Jennifer, uma graduanda cheia de segredos que trabalha na biblioteca da universidade, mostram que ela percebeu isso.
Da conversa entre Jennifer e Eric nas margens das páginas da obra emerge uma nova trama, que levará os dois a enfrentar decisões cruciais sobre quem são de verdade, quem talvez venham a se tornar e, ainda mais importante: quanto de suas paixões, mágoas e medos eles estariam dispostos a compartilhar com alguém que não conhecem.
Ler S. requer muito tempo e dedicação, pois é uma experiência totalmente diferente do normal. São detalhes inseridos na narrativa que é composta por várias "linhas narrativas" que se cruzam na leitura de um único livro. Não consigo explicar direito do que se trata esta história, ela é ~diferentona demais para isso!
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Nacional

O sorriso da hiena
 
É possível justificar o mal quando há a intenção de fazer o bem? Uma trama complexa de suspense e jogos psicológicos.
Atormentado por achar que não faz o suficiente para tornar o mundo um lugar melhor, William, um respeitado psicólogo infantil, tem a chance de realizar um estudo que pode ajudar a entender o desenvolvimento da maldade humana.
Porém a proposta, feita pelo misterioso David, coloca o psicólogo diante de um complexo dilema moral. Para saber se é um homem cruel por ter testemunhado o brutal assassinato de seus pais quando tinha apenas oito anos, David planeja repetir com outras famílias o mesmo que aconteceu com a sua, dando a William a chance de acompanhar o crescimento das crianças órfãs e descobrir a influência desse trauma no desenvolvimento delas. Mas até onde William será capaz de ir para atingir seus objetivos?
Em O sorriso da hiena, o leitor ficará fisgado até a última página enquanto acompanha o detetive Artur Veiga nas investigações para desvendar essa série de crimes que está aterrorizando a cidade.
Esta foi uma leitura recente que realizei e eu simplesmente não consegui deixar o livro de lado! Ele realmente cativa o leitor.
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Grande sertão: Veredas
A Nova Fronteira traz ao público esta nova edição em capa dura de Grande sertão: veredas. Livro fundamental na literatura brasileira, o romance João Guimarães Rosa, publicado em 1956, foi escolhido pela Folha de São Paulo, pela Revista Época e por várias associações internacionais como um dos 100 maiores livros da literatura universal do século XX. Nesta obra de Guimarães Rosa, o sertão é visto e vivido de uma maneira subjetiva e profunda, e não apenas como uma paisagem a ser descrita, ou como uma série de costumes que parecem pitorescos. Sua visão resulta de um processo de integração total entre o autor e a temática, e dessa integração a linguagem é o reflexo principal. Para contar o sertão, Guimarães Rosa utiliza-se do idioma do próprio sertão, falado por Riobaldo em sua extensa e perturbadora narrativa.
Encontramos em ´Grande Sertão-Veredas´ dimensões universais da condição humana - o amor, a morte, o sofrimento, o ódio, a alegria - retratadas através das lembranças do jagunço em suas aventuras no sertão mítico, e de seu amor impossível por Diadorim. 

Desculpem, não fujo do clássico, mas não tinha como deixar de indicar este livro. Ou qualquer outro da coleção de Guimarães Rosa que a Nova Fronteira está lançando. Livros belíssimos (ou dentro e por fora, tipo pessoa mesmo).
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19.7.17

Luuanda, escrito por Luandino Vieira

Editora: Cia das Letras
Páginas:  144
ISBN: 8535909184

As três narrativas aqui reunidas retratam a dura realidade dos musseques angolanos - os bairros pobres de Luanda, onde o próprio autor viveu. Essas histórias curtas, buscam na oralidade inspiração para recriar a linguagem e nos fazem lembrar da nossa própria trajetória literária.



 Publicado antes da conquista de independência de Angola em 11 de novembro de 1975, Luuanda está na mesma linha que Mayombe de Pepetela (exigido, agora, em alguns vestibulares) porque tem a preocupação de conscientizar e unir as pessoas em torno da luta revolucionária pela independência e pela identidade nacional angolana. Luandino é um pseudônimo de um homem que passou muitos anos preso por se opor ao governo metropolitano português; é na prisão que lê Guimarães Rosa pela primeira vez, o que provoca uma mudança na sua própria escrita, e é na prisão que escreve Luuanda.

Obviamente, nome remete a capital de Angola, Luanda, mas a repetição do "u" tem a ver com a maneira que os habitantes da região pronunciam o nome da cidade em quimbundo, uma das línguas locais. A primeira preocupação do livro é justamente a língua: assim como Guimarães Rosa, Luandino tenta trazer para dentro da língua escrita literária a língua falada pela gente de Luanda, em especial pela gente do musseque. Musseque é a designação para os bairros mais pobres da cidade, onde não há luz, saneamento básico, ruas asfaltadas, casas construídas de maneira adequada e onde morava a maior parte dos negros antes da conquista de independência. Trata-se, então, de uma mistura de língua escrita com língua falada, de português com quimbundo, de uma tradição literária escrita, como o próprio Guimarães, com uma tradição literária angolana de estórias que eram contatas oralmente em torno da fogueira pelos mais velhos para os mais novos. O livro propõe também uma cartografia da capital em que o musseque se opõe à Baixa, ou seja, a cidade dos pobres à cidade dos ricos, a cidade negra à cidade branca, a cidade dos explorados à cidade dos exploradores e usurpadores europeus. Em Luuanda, o importa é realmente o musseque, a gente do musseque e o seu potência para inverter aquela ordem de mundo partido em dois.

Luuanda é composto de três contos: "Vavó Xíxi e seu neto Zeca Santos", “Estória do ladrão e do papagaio” e “Estória da galinha e do ovo”. Suas personagens são marcadas pela fome, pela humilhação, pela discriminação racial e pela injustiça. Zeca Santos, do primeiro conto, procura emprego, é humilhado sem motivos, atormentado pela fome, desacreditado pela avó, rejeitado pela namorada; Lomelino, do segundo conto, é ridicularizado por ser manco e mestiço, desprezado pelos amigos e pela mulher por quem está apaixonado, preso injustamente; já Zefa e Bina, do último conto, ainda que tenham problemas entre elas, ambas são vítimas de autoridades brancas que tentam enganá-las e roubar o que lhes pertence. Diversas tipos, mas antes de tudo, a dor é o grande fio que passa por todas essas personagens e histórias. Contudo, há seus consolos também: o chorar no ombro da avó, uma refeição na prisão com os amigos, o apoio das mulheres do musseque para salvar o que está em risco. A saída para Luandino é sempre coletiva, assim como a Revolução e a construção de uma nova Angola também deveria ser coletiva. 

Não é algo que se possa negar o nosso desconhecimento e ignorância sobre a África como um todo, assim como nossa subserviência e super valorização de tudo o que é produzido na parte norte do globo. Esquecemos até que não fazemos parte do cânone, que para além das fronteiras quase ninguém ouviu falar de Machado de Assis, Drummond ou Portinari. Esquecemos que nossa história é muito mais parecida com a de Angola do que com a da França ou da Inglaterra. Esquecemos a nossa culpa imensurável nessa grande ferida na História chamada escravidão e racismo. A leitura de uma obra como  Luuanda, além de nos expor um mundo que ignoramos, nos rememora essas questões e nos coloca contra a parede com uma literatura de altíssima qualidade que tem os negros e um mundo periférico em primeiro plano.
 
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10.7.17

Hoje é Amazon Day: 30 horas repletas de promoções interessantes e imperdíveis! 

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Um Estranho Numa Terra Estranha, Robert A. Heinlein.
→ Outros Jeitos de Usar a Boca, Rupi Kaur.
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Extraordinário, escrito por R. J. Palacio


Editora: Intrínseca
Páginas: 320
ISBN: 9788580573015
Tradutora: Rachel Agavino
August Pullman, o Auggie, nasceu com uma síndrome genética cuja sequela é uma severa deformidade facial, que lhe impôs diversas cirurgias e complicações médicas. Por isso ele nunca frequentou uma escola de verdade... até agora. Todo mundo sabe que é difícil ser um aluno novo, mais ainda quando se tem um rosto tão diferente. Prestes a começar o quinto ano em um colégio particular de Nova York, Auggie tem uma missão nada fácil pela frente: convencer os colegas de que, apesar da aparência incomum, ele é um menino igual a todos os outros.
Narrado da perspectiva de Auggie e também de seus familiares e amigos, com momentos comoventes e outros descontraídos, Extraordinário consegue captar o impacto que um menino pode causar na vida e no comportamento de todos, família, amigos e comunidade - um impacto forte, comovente e, sem dúvida nenhuma, extraordinariamente positivo, que vai tocar todo tipo de leitor.

Que livro!

Já no primeiro capítulo, temos uma boa ideia do que esperar. Auggie é um garoto com uma aparência que assusta quem o vê pela primeira vez. Ele se sente um garoto de 10 anos normal, que gosta das mesmas coisas que outros da sua idade, mas não é assim que os outros lhe enxergam.
"Essas coisas me fazem ser comum. Por dentro. Mas sei que as crianças comuns não fazem outras crianças comuns saírem correndo e gritando do parquinho. (...) A única razão de eu não ser comum é que ninguém além de mim me enxerga dessa forma."
Sua família é incrível. Apesar de todas as dificuldades, seus pais e Via, sua irmã mais velha, fazem tudo que podem para protegê-lo e encorajá-lo. Nem sempre é fácil. O aprendizado é constante. Mas a vontade e disposição de fazer certo é maior.

Na escola, não é tão fácil assim. Auggie é diferente demais para ser facilmente aceito pelas outras crianças. Uma diferença que assusta, intima e impede que os alunos o vejam além das aparências. A não ser por umas poucas exceções. Como professora, fiquei encantada com o trabalho dos professores e do diretor para ajudar na integração de Auggie. 

O fato de ter diferentes narradores nos ajuda a ver a situação de uma forma mais ampla e não apenas pela perspectiva do próprio Auggie. O jeito que ele narra a história é encantador, às vezes triste, às vezes engraçado, mas muito verdadeiro. Ainda assim é bom termos outras pessoas que nos ajudam a ver melhor como as coisas são. Também foi legal de ver alguns pequenos detalhes que a autora usou para diferenciar os narradores.

Um dos pontos que o livro nos traz para reflexão é a gentileza. Atitudes simples que levam o outro em consideração e que podem realmente fazer a diferença.
"Se cada pessoa nesse auditório tomar por regra que, onde quer que esteja, sempre que puder, será um pouco mais gentil que o necessário, o mundo realmente será um lugar melhor."
Por fim, o livro é uma grande metáfora da diferença. É muito mais fácil entendermos a situação quando a diferença é gritante na aparência da pessoa, ainda mais no rosto de uma criança. Conseguimos enxergar e entender como chega a ser monstruoso a forma como os outros tratam alguém que por dentro é simplesmente igual aos demais. Ao enxergarmos e refletirmos sobre isso, somos capazes de transpor essa situação para outras menos chocantes, diferenças de cor, raça, nacionalidade, religião, gênero, tamanho, diferença no modo de vestir, de pensar, de se comportar... O livro nos mostra que se transpusermos esse 'obstáculo' da diferença e nos permitirmos conhecer o outro em sua essência, podemos encontrar pessoas extraordinárias escondidas por aí. 
"Eu gostaria que todos os dias fossem Halloween. Poderíamos ficar mascarados o tempo todo. Então andaríamos por aí e conheceríamos as pessoas antes de saber como elas são sem máscara."
Uma leitura encantadora, intensa, envolvente e que transforma o leitor em uma pessoa melhor! 
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9.7.17

Cá estamos, realizando a travessia. Finalmente. E penso que muitas pessoas já estavam me dizendo que Grande Sertão: Veredas se trata do livro preferido de suas vidas, ou, no mínimo, do livro nacional preferido. Como ignorar essa afluência, tão constante em minha vida, de pessoas indicando que eu possivelmente iria gostar de algo que as tocou profundamente?


E não tem como negar que Guimarães Rosa é considerado por muitos como o grande romancista brasileiro do século XX, ao lado de Machado de Assis do século XIX.

Ler Grande Sertão: Veredas era, então, uma meta para minha vida, e sempre busco enxergar as leituras como fatos que se impõem em meu cotidiano; simplesmente as deixo surgirem em minha vida como urgência, seja ela relacionada ao trabalho, à faculdade ou aos anseios que muitas vezes nos tomam por completo.

É uma disciplina na faculdade voltada predominantemente a Grande Sertão e a Sagarana que impôs a leitura de Grande Sertão para a minhas férias de julho (férias que ainda estou tentando encontrar, mas ok, sigamos.)

Você pode estar se questionando se essa história de imposição não é uma forma negativa de ver a literatura, porém não se engane: não o é. De maneira alguma. Acredite, é uma visão bem bonita de algo que é a maior paixão em minha vida. É como se a literatura tivesse vida própria, ou sou apenas uma pessoa que acredita no destino, ou em algo parecido com o que o senso comum costuma definir como destino.

Era o destino, portanto, ler esta obra tão grandiosa em 2017.

E não pude deixar de querer a sua companhia nessa travessia!


Hoje já faz sete dias desde que me propus começar a ler Grande Sertão, e eu queria ler 35 páginas por dia, para terminar na véspera do meu aniversário, no dia 14. Mas esta leitura, peculiar que só ela, também se impôs de maneira lenta e gradual, associada a muitos outros trabalhos que não cessaram com o início de julho (que o universitário da graduação tanto associa às férias).

A leitura ela é difícil e desafiadora neste começo, e até o momento só dia 47 páginas. A oralidade e certas características belas da escrita de Guimarães Rosa chocam e quase convidma o leitor "a se retirar". Quase. Porque as reflexões contidas já aí, nessas pouquíssimas páginas, associadas à forma como elas são apresentadas já foram capazes de me cativar.

Por enquanto é tudo o que consigo dizer de concreto sobre a leitura. Espero na próxima postagem da leitura conjunta falar mais sobre a história em si. 

E vocês, o que estão achando deste começo?

Citações

O senhor sabe: sertão é onde manda quem é forte, com as astúcias. Deus mesmo, quando vier, que venha armado! E bala é um pedacinhozinho de metal... (p. 28)
Sertão. Sabe o senhor: sertão é onde o pensamento da gente se forma mais forte do que o poder do lugar. Viver é muito perigoso... (p. 33)
O que mais penso, testo e explico: todo-o-mundo é louco. O senhor, eu, nós, as pessoas todas. Por isso é que se carece principalmente de religião: para se desendoidecer, desdoidar. Reza é que sara da loucura. (p. 25)
O senhor sabe: há coisa de medonhas demais, tem. Dor no corpo e dor na ideia marcam forte, tão forte como o todo amor e raiva de ódio. (p. 30)
Mire veja: o mais importante e bonito, do mundo, é isto: que as pessoas não estão sempre iguais, ainda não foram terminadas - mas que elas vão sempre mudando. Afinam ou desafinam, Verdade maior. É o que a vida me ensinou. Isso que me alegra, montão. (p. 31)
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5.7.17

Na segunda-feira passada (03/07), a Warner Bross divulgou alguns detalhes sobre a produção do segundo filme de Animais fantásticos e onde habitam. Este é, então, o segundo de cinco filmes que se passam no universo criado por J. K. Rowling, e começou a ser filmado esta semana. Com alguns atores famosos escalados, como Eddie Redmayne, Johnny Depp, Ezra Miller e Jude Law, ainda não possui um título definido.


Junto da notícia de que as filmagens já começaram, divulgou-se mais detalhes do enredo, que ainda conta com Redmayne como o protagonista Newt Scamander, um magizoologista peculiar e brilhante, bem como com a auror Tina Goldstein (Katherine Waterston), sua irmã Queenie Goldstein (Alison Sudol) e o único "não-mágico" ("no-Majs" seriam os "trouxas", só que da América) Jacob Kowalski (Dan Fogler), personagens que já apareceram no primeiro filme.

Porém, agora sabemos de várias novidades que virão no dia 16 novembro de 2018 com a estreia deste longa. Agora, Grindelwald (Johnny Depp) surge como o grande vilão e também teremos a presença de Dumbledore (Jude Law) décadas antes dele se tornar o diretor de Hogwarts.

No primeiro filme, a personagem de Ezra Miller, Credence, possui um final incerto, e é justamente por isso que ele voltará de forma misteriosa (mas estará lá, ainda bem!); Leta Lestrange, a moça da foto de Newt Scamander, será interpretada por Zoë Kravitz; Callum Turner é Theseus Scamander, auror e herói de guerra, também conhecido como o irmão mais velho de Newt; e também teremos o ambiente circense, que na época (1927) era "estrelado" por pessoas e criaturas esquisitas e vítimas de opressão.

Apesar de ter sido preso no primeiro filme, Grindelwald foge de forma dramática (será que veremos isso?) e recruta cada vez mais bruxos (já ouvi essa história antes  aliás, li, e uma história que se passa bastante tempo depois dessa). E, é claro, Dumbledore é cotado como o único capaz de impedir a ascensão deste bruxo das trevas, mas deverá ter o apoio do trio parada dura Tina-Queenie-Jacob, além de Newt, obviamente. E, desta vez, além de Nova York, a história também se passará em Londres e Paris (preparados para um figurino maravilhoso?). 

Se por um lado estamos ansiosos para assistir a mais de Johnny Depp no universo de Harry Potter, a curiosidade quanto à versão jovem de Dumbledore vivida por Jude Law não é pequena  sem contar  a animação para encontrar as criaturas fofas e fantásticas (jura?) novamente nas telonas!
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