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4.4.17

Americanah, de Chimamanda Ngozi Adichie

Americanah, escrito por Chimamanda Ngozi Adichie

Editora: Companhia das Letras
Páginas: 516
ISBN: 9788535924732
Tradutora: Julia Romeu

Lagos, anos 1990. Enquanto Ifemelu e Obinze vivem o idílio do primeiro amor, a Nigéria enfrenta tempos sombrios sob um governo militar. Em busca de alternativas às universidades nacionais, paralisadas por sucessivas greves, a jovem Ifemelu muda-se para os Estados Unidos. Ao mesmo tempo que se destaca no meio acadêmico, ela se depara pela primeira vez com a questão racial e com as agruras da vida de imigrante, mulher e negra. Quinze anos mais tarde, Ifemelu é uma blogueira aclamada nos Estados Unidos, mas o tempo e o sucesso não atenuaram o apego à sua terra natal, tampouco anularam sua ligação com Obinze. Quando ela volta para a Nigéria, terá de encontrar seu lugar num país muito diferente do que deixou e na vida de seu companheiro de adolescência. Chimamanda Ngozi Adichie parte de uma história de amor para debater questões prementes e universais como imigração, preconceito racial e desigualdade de gênero.


Americanah foi o quarto livro publicado pela Chimamanda Adichie, uma autora nigeriana que está sempre ligada a questões de racismo e feminismo. A palestra dela do TedTalk 'Somos todos feministas' é incrível e fez muito sucesso.

Em Americanah, Ifemelu é uma nigeriana que mora nos Estados Unidos há mais de 10 anos e que pretende voltar para a Nigéria onde quer, entre outras coisas, encontrar seu grande amor Obinze, com quem não tem contato há algum tempo.

Enquanto Ifemelu está no cabeleireiro, ela vai lembrando de sua trajetória, e nós vamos conhecendo todo o seu passado. Começando na Nigéria, indo fazer faculdade nos Estados Unidos e enfrentando muitas dificuldades nessa mudança de país (afinal, foi nesse momento que ela 'descobriu que era negra'), começando seu blog chamado Raceteenth ou Observações diversas sobre negros americanos (antigamente conhecidos como crioulos) feitos por uma negra não americana, decidindo voltar e voltando para a Nigéria.

Na minha opinião, esse livro tem dois aspectos principais. Primeiro, a própria Chimamanda disse em uma entrevista que esse livro fala sobre sair e voltar de seu país, sobre mudança cultural. Eu, sendo uma pessoa que vivo essa experiência, me identifiquei bastante com vários momentos, como sentir saudade de determinada comida, estranhar um comportamento, mas depois de um tempo incorporar muitas dessas diferenças na sua própria rotina.

O segundo aspecto é a discussão e reflexão sobre o racismo. Eu não sou negra e por mais que saiba das dificuldades que eles passam, não vivo isso na pele. Mas o livro, de certa forma, me aproximou dessa realidade. Ao ver o mundo com os olhos de Ifemelu e acompanhar tão de perto as situações frequentes que ela precisa enfrentar, consegui entender melhor a forma como o racismo está intrincado à nossa sociedade, tão presente em pequenas atitudes que, contraditoriamente, parece ser comum ou até não existir. Uma leitura que com certeza enriquece e transforma sua visão do mundo.

A escrita da Chimamanda é bastante direta e muito tranquila de ler. Sem rodeios, com verdades que, às vezes, geram até uma sensação incomoda.

Recomendo esse livro que, por meio de alguns personagens, nos faz ver de forma mais crítica a realidade de muitas pessoas pelo mundo, discriminadas ou tratadas de forma diferenciada só por serem consideradas diferentes.

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