10.8.15

Joyland, de Stephen King

Joyland, escrito por Stephen King

Editora: Suma de Letras
Páginas: 240
ISBN: 978-85-8105-298-4
Livro cedido em parceira da editora com o blog.
Carolina do Norte, 1973. O universitário Devin Jones começa um trabalho temporário no parque Joyland, esperando esquecer a namorada que partiu seu coração. Mas é outra garota que acaba mudando seu mundo para sempre: a vítima de um serial killer. Linda Gray foi morta no parque há anos, e diz a lenda que seu espírito ainda assombra o trem fantasma. Não demora para que Devin embarque em sua própria investigação, tentando juntar as pontas soltas do caso. O assassino ainda está à solta, mas o espírito de Linda precisa ser libertado — e para isso Dev conta com a ajuda de Mike, um menino com um dom especial e uma doença séria. O destino de uma criança e a realidade sombria da vida vêm à tona neste eletrizante mistério sobre amar e perder, sobre crescer e envelhecer — e sobre aqueles que sequer tiveram a chance de passar por essas experiências porque a morte lhes chegou cedo demais.
Sempre criei grandes expectativas em ler Stephen King, e não faço ideia do motivo de nunca ter lido. Todos sempre falam muito bem dele e muitas de suas obras são extremamente famosas. Então, finalmente, decidi ler Joyland, lançamento da Suma de Letras.

Joyland conta a história de Devin Jones, universitário de 21 anos, e, após sua namorada arranjar um emprego longe dele, um medo crescente de perdê-la o invade. Ele vê um anúncio de emprego em um jornal para trabalhar em Joyland ("TRABALHE NO PARAÍSO!"), um parque de diversões. Ele logo se interessa, corre atrás desse emprego e o consegue.  

Logo que chega a Joyland, Dev conhece Madame Fortuna, a vidente do parque. Ela o avisa que ele conhecerá duas crianças: um garoto com um cachorro e uma garota de chapéu vermelho carregando uma boneca, sendo que uma delas tem sexto sentido. Porém, Devin não acredita nisso e vive os dias sem se importar com esse aviso misterioso
"Eu sempre acenava para eles, na ida e na volta, e o garoto acenava de volta. Ela não, ao menos no começo. O ano de 1973 foi o do embargo do petróleo da OPEP, o ano em que Richard Nixon anunciou que não era um criminoso, o ano em que os atores Edward G. Robinson e Noel Coward morreram. Foi o ano perdido de Devin Jones. Eu era um virgem de vinte e um anos com aspirações literárias. Tinha três calças jeans, quatro cuecas, um Ford velho (com um rádio bom), pensamentos suicidas eventuais e um coração partido."
O início do livro traz bastante mistério. Além da visão de Madame Fortuna, Devin acaba descobrindo que um trem fantasma, chamado Horror House, é assombrado pelo fantasma de Linda Gray, cujo assassino nunca foi encontrado. Logo, Devin se vê envolvido nesse mistério e com a ajuda de sua amiga Erin, também de Joyland, começa a investigar o caso. E o final dessa investigação não será nada bom. 

Stephen King nos apresenta o universo dos parques de diversões através da rotina de Dev em Joyland. Nós conhecemos os brinquedos, as gírias e o "Colóquio" (linguagem de parques). Conhecemos personagens muito bem construídos e que conquistam o leitor. Vemos o amadurecimento de Dev, que supera seu coração partido e encontra novos rumos para sua vida. Além disso, King consegue dar fim aos mistérios de forma sensata, nenhuma ponta fica solta

"Joyland" é o primeiro livro que li de Stephen King. Não posso dizer que essa é a obra-prima do autor, não posso fazer comparações, já que esse foi meu primeiro contato com ele. Porém, posso afirmar que foi amor à primeira "lida". O enredo dessa obra é bem simples, que tem tudo para ser sem graça. Contudo, o autor tem uma escrita sensacional, que nos instiga a ler mais e mais, por isso, conseguiu tornar algo simples em algo interessante e viciante

Devo dizer que o início da história foi um pouco lenta para mim, mas logo a trama foi se desenvolvendo, ficando interessante e, a essa altura, já não conseguia mais largar o livro: queria mais, queria saber como o livro terminaria, queria saber quem seria o assassino de Linda Gray e qual fim ele teria.  

Não me decepcionei com Stephen King; pelo contrário. Após ler esse livro, fiquei pensando que preciso conhecer as outras obras desse autor. Então, tenho certeza de que lerei vários outros livros dele. Quero mais dessa escrita viciante. Quero mais histórias e personagens bem construídos, que realmente amadurecem ao longo da trama. Quero mais livro standalone com qualidade, como "Joyland". Quero mais de Stephen King

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