14.7.15

Alice no País das Maravilhas, de Lewis Carroll

Quando eu era pequena, eu tinha o hábito de assistir e reassitir a todos os filmes da Disney. Assim como "O Corcunda de Notre-Dame", o desenho "Alice no País da Maravilhas" me dava muito medo. Aquele gato bizarro, que ficava sumindo e aparecendo do nada, me assustava muito. Creio que tenha sido esse medo infantil que me afastou do livro, que me fez ficar com um pouco de receio de ler essa história. Porém, depois de tanto ler matérias sobre os 150 anos que Alice no País das Maravilhas está fazendo esse mês (julho/2015), resolvi enfrentar meu medo de criança e conhecer essa história que conquista o coração de leitores de variadas idades por aí. Então, retirei minha edição em inglês da estante e entrei no mundo louco de Alice

Antes de mais nada, tenho que dizer que meu exemplar é da Barnes & Noble, com capa dura e com folhas douradas nas laterais. Essa edição contém as aventuras de Alice no país das Maravilhas e outros materiais produzidos por Lewis Carroll. Tem uma introdução muito interessante sobre as histórias a respeito do autor. Além disso, há várias ilustrações que fazem toda a diferença, que dão vida aos personagens. Sei que existem inúmeras edições no mercado, uma mais bonita que a outra, mas, se você lê em inglês e é apaixonado por essa história, essa edição é perfeita; e não há necessidade de ter um inglês avançado. A linguagem é simples, não é tão rebuscada quanto os outros clássicos que vemos por aí e os capítulos são curtos, o que faz com que a leitura seja bem rápida.

O livro conta a história de Alice, uma menininha que fica curiosa com um coelho branco apressadinho, que estava passando pelo gramado em que ela estava com a irmã, e decide segui-lo. Alice acaba caindo "interminavelmente" em um buraco que a leva a um salão cheio de portas fechadas. Após muito sufoco, ela consegue passar por uma porta. É aí que a aventura começa. É aí que a história começa a ficar louca

Depois de passar pela porta e entrar em um jardim, ela conhece as criaturas mais esquisitas do mundo, que possuem muitas características humanas: ratos e aves falantes, uma Lagarta que fuma narguilé e dá conselhos bem filosóficos, uma lebre que toma chá, uma Duquesa que tenta achar moral em tudo, a Rainha de Copas, cruel e que manda cortar a cabeça de todos por qualquer e nenhum motivo e por aí vai.

O interessante é que Alice não sente medo pelo o que está acontecendo. Ela simplesmente vai se aventurando, dialogando com os seres esquisitos e questionando muitas coisas e o próprio comportamento. Ela faz muitas perguntas e pensa em tudo o tempo todo. 

Devo dizer que, durante toda a leitura, a sensação foi de não saber o significado do que eu estava lendo. Até achei que fosse o fato de eu estar lendo em inglês, mas, depois de ouvir opiniões de meus familiares, percebi que não estava sozinha. Percebi que "Alice no País das Maravilhas", em um primeiro momento, é uma história sem sentido. É tudo tão fantasioso; nada parece possível. Mas o curioso é que o leitor acaba se envolvendo com a maluquice e acreditando no que está escrito, o que acaba dando vida à história e aos personagens e, então, tudo se torna perfeitamente possível. Confuso, não?

Ler "Alice no País das Maravilhas" foi uma experiência muito diferente. Foi como se eu tivesse presenciado tudo o que Alice presenciou. Mas ficou a sensação de que preciso reler a história para compreendê-la melhor, para compreender o significado por trás dos diálogos e dos personagens. Mesmo ficando muita coisa no ar, foi uma leitura interessantíssima. Tenho certeza que esse livro deveria ser lido por todos, qualquer que seja a idade. Vale muito a pena se sentir confuso com essa história

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