22.6.15

Especial Jane Austen: Orgulho & Preconceito

Orgulho & Preconceito, escrito por Jane Austen

Jane Austen inicia Orgulho e Preconceito com uma das mais célebres frases da literatura inglesa: ''É uma verdade universalmente reconhecida que um homem solteiro e muito rico deve precisar de uma esposa''. O livro é o mais famosa da escrito - traz uma série de personagens inesquecíveis e um enredo memorável. Austen nos apresenta Elizabeth Bennet como heroína irresistível e seu pretendente aristocrático, o sr. Darcy. O enredo aborda múltiplos aspectos: o orgulho encontra o preconceito e a ascendência social; equívocos e julgamentos antecipados conduzem alguns personagens aos sofrimento e ao escândalo. Porém, muitos desses conflitos da trama conduzem os personagens ao autoconhecimento e ao amor. O livro pode ser considerado a obra-prima da escritora que, com sua refinada ironia, equilibra comédia e seriedade a uma observação meticulosa das atitudes humanas.

Foi em 1797 que Jane Austen terminou de escrever seu espetacular romance "Orgulho e Preconceito". E, mesmo tendo sido escrito há tanto tempo, sua história permanece viva até hoje. Seus temas são atemporais. Quem, no universo literário, nunca ouviu falar dessa obra? Ou então, quem nunca leu um livro que fazia referências a Elizabeth Bennet e Mr. Darcy? É incrível como uma obra pode influenciar tantas outras. 

Primeiramente, "Orgulho e Preconceito" foi denominado "First Impressions". Seu manuscrito, porém, foi rejeitado. Não quiseram publicá-lo. Austen teve de revisá-lo, trocar seu título e, só depois disso, foi aceito por um editor. Então, em 1813, ele foi finalmente publicado, se tornando seu segundo livro no mercado.

Seu livro foi muito bem recebido pelos críticos na época e logo começou sua trajetória internacional. Até hoje foram vendidas milhões e milhões de cópias em todo o mundo, o que prova o grande sucesso dessa obra. Infelizmente, Jane Austen morreu sem receber o devido reconhecimento.

Como citei acima, seu livro ainda serve de inspiração e referência para muitas outras obras. Temos várias história baseadas não só no famoso casal Lizzy Bennet e Mr. Darcy, mas também no universo que Austen criou. Além disso, a história foi adaptada para o teatro, para séries de TV e para o cinema. As adaptações mais famosas são: a de 2005 para o cinema, que conta com Keira Knightley como Lizzie Bennet; e a adaptação de 1995 para a tv, pela BBC, com Colin Firth como Mr. Darcy. 

Como sempre, Jane Austen nos apresenta a sociedade inglesa. Nos trás a grande família Bennet, que passa por grande dificuldade financeira, pois não há filhos homens, "só" cinco filhas: Jane, Lizzy, Mary Kitty e Lídia. 

Quando Mr. Bingley, um jovem rico e grande partido, se instala na cidade, a sra. Bennet fica agitada. Ela é obcecada em ver as filhas casadas e logo vê nesse fato uma oportunidade de casamento para uma delas. Ela fica eufórica, fazendo de tudo para que suas filhas sejam apresentadas a ele, o que acaba acontecendo em um baile. Bingley se encanta por Jane e Lizzy tem seu primeiro contato com Mr. Darcy (nem um pouco positivo), amigo de Bingley. Elizabeth é rejeitada por Darcy e começa a julgá-lo como um homem mal-humorado e antipático (apesar de educado), ou seja, cria uma imagem negativa.

Infelizmente, o possível envolvimento de Jane e Mr. Bingley é muito mal visto pela família dele, que vê Jane como uma figura socialmente inferior e que faz parte de uma família histérica e um pouco mal educada

É a partir daí que tudo começa a ficar interessante. Vemos o desenrolar da relação tensa de Mr. Darcy e Elizabeth Bennet. Vemos como Darcy vai se apaixonado pela personalidade forte de Lizzy depois de ter rejeitado; e como Lizzy vai acreditando nos boatos negativos a respeito dele (principalmente aqueles criados maldosamente pelo oficial Wickham) e como depois ela vai desfazendo toda a imagem ruim criada por ela e começa como começa a enxergá-lo com bons olhos

Vemos também as dificuldades que Jane passa por causa de seus sentimentos por Mr. Bingley. Ela é tão doce, tímida e inocente, que só vê o lado bom das pessoas e não questiona nada, o que acaba atrapalhando na construção da relação deles dois. 

Infelizmente, a mãe e as irmãs mais novas acabam por montar uma imagem negativa da família Bennet. Elas são espalhafatosas, escandalosas (e bem chatinhas, no meu ponto de vista). São fúteis e só querem saber de homem e casamento. Essa imagem negativa prejudica muito as filhas mais velhas, pois elas acabam sendo vistas como as irmãs. E há o Mr. Bennet que, do meu ponto de vista, é o melhor personagem da história. Ele é irônico, inteligente, engraçado e muito perspicaz. Não há como não gostar de Mr. Bennet

O mais interessante em toda a trama é que o orgulho e o preconceito não são uma característica exclusiva de um específico personagem principal. No decorrer da história, esses dois traços acabam se misturando e tanto Lizzy como Darcy acabam sendo orgulhosos e preconceituosos.  

Depois de tantos acontecimentos (muito bem construídos, por sinal), intrigas, confusões e sofrimento, temos o final. Que, sinceramente, é muito superior ao de "Razão e Sensibilidade". Jane Austen conseguiu concluir essa história com louvor. Aliás, não só o final, mas toda a trama foi construída com louvor. Jane Austen consegue nos prender à leitura com seus personagens bem criados e suas personalidades. E, claro, há a presença dos famosos diálogos de Jane Austen com muita ironia e crítica social.

Resumindo: para mim, "Orgulho e Preconceito" é a obra-prima de Austen, sem mais. Tem romance, tem intriga, tem crítica social, ironia, diálogos e personagens interessante e muito mais. E, se você ainda não leu essa obra, por favor, leia. Você não vai se arrepender


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