21.6.15

A Queda dos Reinos, de Morgan Rhodes

A Queda dos Reinos, escrito por Morgan Rhodes

Editora: Seguinte
Páginas: 400
ISBN: 978-85-65765-13-8
Livro cedido em parceria da editora com o blog. 

Nos três reinos de Mítica, a magia estava esquecida desde tempos imemoriais. Depois de séculos de uma paz mantida a muito custo, certa agitação começa a emergir. Enquanto os governantes lutam cegamente pelo poder, seus súditos têm suas vidas brutalmente transformadas com a eclosão repentina da guerra. É assim que o destino de quatro jovens - três herdeiros e um rebelde - acabam interligados para sempre. Cleo, Jonas, Lucia e Magnus vão ter de lutar, cada um à sua maneira, em um mundo revirado pela guerra, onde imperam traições inesperadas, assassinatos brutais, alianças secretas e paixões arrebatadoras.

Esse livro é o primeiro da série "Falling Kingdoms", de literatura fantástica. Acredita-se que serão quatro livros. Os três primeiros já foram publicados aqui pela Editora Seguinte. Há a previsão de lançamento no exterior do quarto livro para o fim do ano, cujo título original é "Frozen Tides"

Antes de mais nada, devo dizer que a editora fez um ótimo trabalho com esse livro. A capa é fiel à original, não há erros no texto, há uma lista de todos os personagens (separados por reino) e há também um mapa, que nos dá uma ideia de como é todo o território abordado na história. 

Mítica consiste em três reinos: Limeros (reino do norte), Paelsia (reino médio) e Auranos (reino do sul). Limeros é governada pelo rei Gaius, conhecido como Rei Sanguinário por tratar com violência qualquer um que desobedeça às regras de seu reinado. Seu povo é muito religioso e acredita em Valoria, a deusa da terra e da água. Paelsia é "comandada" pelo chefe Basilius, uma autoridade quase ninguém viu, mas que acreditam que ele está observando e olhando por todos os paelsianos através de sua magia. Já Auranos é governada pelo rei Corvin, cujo povo acredita em Cleiona, deusa do fogo e do ar

Há mil anos, os três reinos eram prósperos e viviam em harmonia, como um só. Todos acreditavam em magia. O Santuário, um enclave habitado por vigilantes que protegem a Tétrade (quatro cristais que continham a essência mais verdadeira e mais pura dos elementia: terra, água, ar e fogo). Porém, essa Tétrade foi roubada por gente de dentro do Santuário, que queria tudo o que a magia pudesse oferecer a eles. Infelizmente, sem essa Tétrade o Santuário começou a entrar em decadência, em consequência, Mítica também

Enquanto Auranos tem à disposição luxos e excessos, terra fértil e recursos em abundância, os outros reinos passam por dificuldade, Paelsia principalmente, pois é explorada por Auranos. Os paelsianos morrem de fome, pois não podem produzir o que precisam e nem tem dinheiro o suficiente para comprar. Há algumas gerações, o reino de Auranos propôs um acordo como resposta ao pedido de ajuda de seu reino vizinho. Ofereceu subsídio a Paelsia para a plantação de vinhedos. Eles importariam o vinho a um preço favorável; em troca, paelsianos poderiam comprar alimentos auranianos a preços favoráveis também, o que ajudaria a economia de ambos. Infelizmente, depois de um tempo, os preços deixaram de ser favoráveis e Paelsia não conseguiu mais vender o vinho a preços justos e nem comprar seus alimentos. Com isso, muitos morrem de fome e vivem em estado de miséria. Limeros, por sua vez, mesmo tendo uma situação confortável, passa por um inverno muito rigoroso. Além disso, Rei Gaius quer mais do que já tem. 

Tudo piora quando a princesa mais nova de Auranos, Cleiona, viaja com seu prometido (Aron), sua dama de companhia e seu guarda em busca dos famosos vinhos de Paelsia. Chegando lá, Aron, oferece um valor muito inferior pelo vinho vendido pelo comerciante, que nega a proposta de início, mas depois acaba cedendo. Infelizmente, seus dois filhos mais velhos aparecem e veem como a situação é humilhante e exigem que Aron pague o valor justo pelos vinhos, que alega ser de Auranos e exibe um tom de superioridade, do que Jonas e Tomas (os filhos do comerciante) não gostam. No fim das contas, Tomas é assassinado por Aron.  

Esse assassinato gera uma série de consequências em todos os três reinos. Auranos fica em alerta, enquanto Limeros e Paelsia veem nesse acontecimento uma oportunidade de mudar o rumo de suas histórias. A realidade que todos conhecem pode mudar a qualquer momento. Uma revolta eclode e o futuro dos três reinos e seus herdeiros passa a ser uma incógnita

A narrativa varia entre os três reinos e o Santuário, através do ponto de vista de Cleiona (princesa de Auranos), Jonas (filho de um comerciante de vinhos de Paelsia), Lucia e Magnus, ambos filhos do rei Gaius e de um vigilante do Santuário. 

Obviamente, a autora faz questão de terminar o livro no momento mais interessante e esperado da história, o que nos faz querer a continuação, a continuação da continuação e também o livro que nem foi lançado ainda.

Esse livro tem tudo o que se pode esperar de literatura fantástica: aventura, ação, romance, amizade, traição, intrigas, jogos políticos, alianças, mortes, magia e mistério. A mitologia toda é muito bem construída. Em todo o livro, existem trechos em que conseguimos entender a história desde seus primórdios. Além disso, seus personagens também foram muito bem feitos, não parecem todos iguais, cada um tem suas características marcantes que definem quem é quem. 

Se você gosta de fantasia, você tem de ler esse livro. E, se você nunca entrou em contato com esse tipo de leitura, dê uma chance a essa história, pois ela é sensacional e só faz você querer saber mais e mais sobre essa mitologia e sobre qual será o futuro de Mítica

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