20.5.15

Especial Jane Austen: Razão & Sensibilidade

Acredita-se que foi em 1795 que Jane Austen começou a escrever "Razão e Sensibilidade" (inicialmente, "Elinor e Marianne"), em forma de romance epistolar. Após mudar a história para o ponto de vista de uma terceira pessoa, Jane conseguiu publicá-lo em 1811, em três volumes. O livro foi recebido com críticas positivas e sua primeira edição esgotou rapidamente, sendo logo seguida pela segunda edição. É interessante ressaltar que Jane Austen não teve créditos pela obra, o livro teria sido escrito "by a Lady".

Esse livro já foi alvo de diversas adaptações, sendo as mais famosas a do filme de 1995 e a série de TV, produzida pela BBC em 2008.

Adaptação cinematográfica, 1995


Adaptação para a TV, 2008


Razão e Sensibilidade é um livro em que as irmãs Elinor e Marianne representam uma dualidade, de maneira alternada, ao longo da narrativa. As expectativas vividas pelas duas com a perda, o amor e a esperança, nos aponta para um excelente panorama da vida das mulheres de sua época. As irmãs vivem em uma sociedade rígida, e ambas tentam sobreviver a esse mundo cheio de regras e injustiças. Tanto a sensível e sensata Elinor como a romântica e impetuosa Marianne se veem fadadas a aceitar um destino infeliz por não possuírem fortuna nem influências, obrigadas a viver em um mundo dominado por dinheiro e interesse. As duas personagens passam por um processo intenso de aprendizagem, mesclando a razão com os sentimentos na busca por um final feliz.
O livro nos traz a história das duas irmãs Elinor e Marianne Dashwood, frutos do segundo casamento de Mr. Dashwood. Quando o Mr. Dashwood morre, seu único filho homem, John Dashwood (fruto do primeiro casamento) herda a propriedade. Temos também como fruto do segundo casamento Margareth, sua irmã mais nova, que não tem muito foco no enredo.   

A partir daí, a vida delas muda completamente. Elas são obrigadas a sair da casa em que moram, tendo de abrir mão de uma vida boa, e vão morar de favor em uma casa mais simples, oferecida por seu primo, passando por dificuldades. Surpreendentemente, elas "aceitam" a situação e não ficam reclamando devido a essa grande mudança.

No novo cenário, acompanhamos a busca da felicidade das duas irmãs. Vemos a Elinor tão racional e contida, que muitas vezes aceita o que lhe é imposto; Marianne, emotiva demais, se doando demais às situações, se apaixonando perdidamente e sofrendo com as reviravoltas do destino. Conhecemos suas paixões e acompanhamos como elas tentam sobreviver perante à nova realidade.

Vemos de que forma cada uma tenta equilibrar suas características. Conseguimos enxergar quem é a razão e quem é a sensibilidade.

Durante a história, você realmente torce pela felicidade delas, pela mudança de vida e por um final decente. Jane Austen consegue cativar com suas personagens, prendendo você à história e fazendo você sofrer e ficar indignado com as várias reviravoltas.

Como o esperado, temos muitas críticas à sociedade da época, como por exemplo a diferença de direitos e tratamentos que eram dados ao homem e a mulher. E, apesar de o livro ter sido escrito há muito tempo, a escrita não é tão rebuscada, é tranquila até.

Concluindo, para aqueles que ainda não leram esse livro ou não leram nada de Jane Austen: leitura recomendada. E, para aqueles que já leram, eu deixo a pergunta: o que vocês acharam do livro? 


Links relacionados:
Especial Jane Austen: sobre a autora

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