7.4.15

Ray Bradbury & Fahrenheit 451

Durante a carreira ilustre de mais de 70 anos, ele escreveu vários poemas, peças, roteiros (como, por exemplo, o roteiro da adaptação do clássico Moby Dick), textos, scripts para televisão e contos. Ele adaptou 65 histórias para sua série de televisão "The Ray Bradbury Theater", de 1985 até 1992. E, além disso tudo, chegou a escrever quase 50 livros. Ganhou inúmeros prêmios e foi, inclusive, citado no Prêmio Pulitzer.

(Fonte)
Ray Bradbury nasceu em Illinois, EUA, em 22 de agosto de 1920. Ele sempre viajou muito pelas cidades do país com sua família, devido ao trabalho do seu pai, técnico em instalação de linhas telefônicas. Viajou e viajou até se fixar em Los Angeles, Califórnia, em 1934. Casou-se em 1947 e teve 4 filhas, nascidas entre 1948 e 1962.

Ray terminou o que seria o ensino médio da época e não cursou nenhum nível superior. Mas isso não impediu que ele continuasse seus estudos, pois seguiu em frente como autodidata, enquanto trabalhava como jornaleiro.

Sua estreia na literatura se deu com a publicação do conto "Hollerbochen's Dilemma" em um fanzine de ficção científica, entre 1938 e 1939. Logo depois, em 1941, Bradbury tem sua primeira publicação paga na revista "Super Science Stories".
Em 1942, ele escreveu "The Lake", obra que o fez descobrir seu estilo de escrita, que seria uma mescla de ficção científica, terror e suspense. A partir daí, ele começou a trabalhar em um jornal, contribuindo com contos, sendo um de seus contos selecionado como o melhor conto de ficção científica da América na época.

Publicou, em 1950, ''Crônicas Marcianas'', coletânea de contos que consolidou sua carreira de escritor de ficção científica; em seguida, em 1951, publicou "The Illustrated Man" (lançado aqui no Brasil como "Uma sombra passou por aqui"), que virou filme.

E, em 1953, ele publicou sua obra que o consagrou mundialmente: Fahrenheit 451.
(Fonte)
Ray Bradbury (1920-1912) renovou a literatura quando, em plena Guerra Fria, escreveu Fahrenheit 451, um marco da ficção científica. Se fosse realmente ficção científica. Fahrenheit 451 é, na verdade, uma obra política, uma distopia - ou antiutopia. ''Ficção científica é uma ótima maneira de fingir que você está falando do futuro quando, na realidade, está atacando o passado recente e o presente'', afirmou o escritor. Fahrenheit 451 foi considerado uma grande crítica aos regimes políticos opressores do século XX e previu transformações sociais simbolizadas atualmente pela influência da TV. Publicado originalmente em 1953, é uma obra atemporal, redescoberta a cada nova geração.


Ao ler esta obra, não há como não questionar quais são os valores atuais, o que estamos vivendo e como estamos vivendo. Será que somos uma sociedade alienada? Somos uma sociedade fútil?

“Você sabe por quê? Eu não, com certeza que não! Talvez os livros possam nos tirar um pouco dessas trevas. Ao menos poderiam nos impedir de cometer os mesmos malditos erros malucos!” (Montag à sua esposa)

Apesar de ter recebido algumas críticas negativas na época, foi considerada por muitos como uma grande obra. Ou melhor, Fahrenheit 451 é considerada até hoje uma das melhores obras do autor
Rendeu vários prêmios. Foi adaptada para o cinema em 1966 e também foi produzida para a BBC Radio. Foi, inclusive, adaptada para uma graphic novel, em 2009.

Em 2012, aos 91 anos, Ray Bradbury se foi, deixando um grande espaço em branco no mundo. Felizmente, deixou-nos um grande legado com seus livros, contos e com suas ideias. Certamente, Bradbury permanecerá vivo em suas grandes obras e nos seus leitores, que com certeza foram tocados por tamanha inteligência e por sua capacidade de fazer qualquer um se questionar sobre a sociedade em que vivemos e seus valores.

Depois que li o livro Fahrenheit 451, comecei a questionar muitas coisas e ficar atenta a certos tipos de manipulação através do entretenimento, da mídia. Além do mais, essa obra exalta o papel que os livros desempenham na sociedade. Sei que esse livro me marcou e que nunca vou esquecê-lo. Apesar de ser um livro relativamente curto, seu conteúdo tem muito peso e muito significado. Esse livro foi para mim assim como Clarice foi para Montag. Carregarei essa história para o resto de minha vida.

E vocês? Já leram algum livro do Bradbury? O que acharam?

Vídeo da Mell sobre o livro citado: Fahrenheit 451
Site oficial do autor: Ray Bradbury

2 comentários:

  1. Ahhh, eu já li esse livro e adorei! Fiquei bem pensativa depois que eu terminei. Eu sou louca para ler Crônicas Marcianas, mas ainda não sei se estou no "feeling" pra ler ele :P Sabe como é, hahaha.

    lullabyforju.wordpress.com

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  2. Sei como é não estar no ''feeling'', rs. Temos um momento para cada leitura, não é? Não adianta ler forçadamente, tem que ler por estar com vontade. Assim, a leitura flui muito melhor e é muito mais prazerosa.
    Espero que um dia você consiga ler essa obra. Vale a pena!

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