17.3.15

Resenha: Doctor Who - Mortalha da Lamentação

Doctor Who - Mortalha da Lamentação, escrito por Tommy Donbavand

Editora: Suma de Letras
Páginas: 172
ISBN: 9788581052649
Livro cedido pela editora em parceria com o blog.

Doctor Who é a série de ficção científica mais antiga no ar e uma das mais cultuadas no mundo.  Veiculada no Brasil pela TV Cultura e a BBC HD, série britânica de TV completou 50 anos em novembro de 2013 com grande repercussão, sendo o programa do gênero transmitido há mais tempo e para mais países no mundo.
Em Doctor Who – Mortalha da lamentação, é o dia seguinte ao assassinato de John F. Kennedy — e o rosto de pessoas mortas começa a aparecer por toda parte. O guarda Reg Cranfield vê o pai na névoa densa ao longo da estrada Totter Lane. A repórter Mae Callon vê a avó em uma mancha de café na mesa de trabalho. O agente especial do FBI Warren Skeet se depara com seu parceiro falecido há muitos anos olhando para ele através das gotas de chuva no vidro da janela.
Então os rostos começam a falar e gritar. São as Mortalhas, que se alimentam da tristeza alheia, atacando a Terra. Será que o Doutor conseguirá superar o próprio luto para salvar a humanidade?

No dia seguinte da morte do presidente John F. Kennedy e após voltarem de uma missão em outro planeta, a TARDIS resolve parar de funcionar. Na tentativa de resolver o problema dela, Clara e Doctor se deparam com outro dilema que está atormentando a população. Rostos estranhos de pessoas mortas aparecem na borra do café, na poça de água no chão, no vidro da janela e em todas as partes pelos hospitais, um dos locais mais afetados por esses fenômenos. E logo a estadia de Clara e Doctor vira uma nova missão: livrar a população dessa catástrofe com potencial para atingir o mundo inteiro.

Intercalando os capítulos, acompanhamos também a situação de outros personagens que são vítimas das Mortalhas, mas apenas nos aprofundamos em dois personagens específicos, a repórter Mae Callon e o agente do FBI, Warren Skeet. E, juntos, irão ajudar Doctor e Clara a desvendar esse mistério. O primeiro passo é descobrir o máximo de informações possíveis a respeito desse vilão. Qual o seu verdadeiro potencial, do que se apoderam, de onde surgiram e quem atacam. 

O conceito da Mortalha é explorado de uma forma bem semelhante a dos Dementadores da série Harry Potter. Alguém lembra? Criaturas que se alimentam de tristeza e do sentimento de culpa, mesmo que inexistente. Mas nesse caso, crianças são imunes pois dificilmente guardam tristezas dentro de si. E o dia em que o país está em luto e as emoções estão à flor da pele, foi o momento perfeito que as Mortalhas escolheram para atacar.

No momento em que descobrem de onde as Mortalhas surgiram, Doctor, Clara, Mae e Warren encontram uma ligação bem aleatória da Terra com um novo planeta e é por lá que irão encontrar os Palhaços. E se você achou tudo até aqui sem sentido, esse é o momento em que o autor brinca com os nossos sentimentos e com o entendimento da nossa existência na Terra. Somos impelidos a fazer uma reflexão sobre a maneira como o ser humano pensa e age, a nossa capacidade de fazer o bem e o mal e a importância de ajudarmos o próximo. Ou seja, somos levados para a realidade em que vivemos e as próprias reflexões do leitor irão contribuir para o desenrolar dessa missão.

Os humanos são seres incrivelmente complicados, e tudo dentro da cabeça deles está lá por algum motivo. Se tirarmos parte, a coisa toda vai para o espaço.

O livro é narrado em terceira pessoa e o autor conseguiu captar a essência do seriado de uma forma que, enquanto lemos os diálogos, imaginamos exatamente a Clara e o Doctor discutindo em um episódio de verdade. A escrita é rápida e fácil, mas não chega a se aprofundar muito nos sentimentos dos personagens no geral, o que se tornou um ponto negativo. Porém, um dos pontos positivos foi a descrição específica e o desenvolvimento da personagem Mae que se tornou tão importante quanto a própria companheira do Doctor. Mae cativa, emociona e nos faz sentir saudades quando terminamos de ler a última página. 

Pequenos detalhes estranhos e diálogos bizarros estão presentes e qualquer fã da série já irá se familiarizar. Mas isso também não impede ninguém que não seja fã do seriado de compreender a história toda. Uma boa ideia ao lado de personagens icônicos e uma escrita leve tem todo o potencial para cativar mais e mais fãs.

2 comentários:

  1. Que demais! Eu sempre ouvi falar de Dr. Who mas, me julgue, nunca o li nem assisti. E não sabia também que eu me interessaria tanto, sério.

    Me deu vontadinha de ler.

    Beijos

    Meu Meio Devaneio

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  2. Awn que ótimooooo Soraya! Fico muito feliz que tenha se interessado. A história é super cativante mesmo!

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