31.3.15

Os longas futuristas mais esperados

A ficção científica já ganhou bastante espaço e continua angariando fãs no cenário cinematográfico ao longo dos anos. Mas e quanto aos gamers e geeks? Eles também gostam de cinema e, assim como nós, também se animam quando seus jogos e quadrinhos são adaptados para as telonas. E é por isso que, hoje, venho conversar com vocês sobre o livro Jogador Número 1 (lançado no Brasil pela editora LeYa) que será adaptado para os cinemas. E o que isso tem a ver com ficção científica? Tudo!

Uma das notícias que surpreendeu (e alegrou) os fãs do livro na semana passada foi a confirmação de Steven Spielberg como diretor do longa. Alguém lembra de A.I Inteligência Artificial, E.T - O Extraterrestre e As Aventuras de TinTim? Sendo assim, Spielberg marca sua volta à ficção científica. O roteiro será escrito pelo roteirista de Os Vingadores, Zak Penn. E os efeitos visuais ficam por conta dos estúdios da Warner Bross. Um dos pontos positivos disso tudo é que o longa ganhou total apoio de Ernest Cline, escritor do livro.

Jogador Número 1 se passa em um futuro não tão distante assim, em 2044, e as pessoas estão vivendo uma época difícil de guerras, fome e miséria. Famílias vivendo e dividindo trailers em campos de alojamento, pessoas perdendo seus empregos... Ou seja, um caos total! Para entreter a população e trazer de volta alguma alegria e esperança, eles usam um programa de realidade virtual chamado OASIS, que é mais ou menos um videogame.

Esse videogame tem um número infinito de cenários e planetas diferentes. Por exemplo, você pode criar um usuário, seu avatar não precisa ser necessariamente um humano; você pode ser um duende, um elfo, uma fada ou o que você quiser. OASIS não é apenas um videogame implantado dentro de um programa de realidade virtual. É mais do que isso. Quando você está logado, pode frequentar a escola, ir para a igreja, fazer compras, decorar sua casa, passear em um dos cenários de Harry Potter ou Senhor dos Anéis, adquirir uma espada e assim por diante. É um universo com infinitas possibilidades a partir do momento que você se conecta.

E o grande criador do OASIS, que enriqueceu, acaba falecendo. Porém, ele escondeu muito bem um Easter Egg dentro do OASIS, em algum universo ou planeta que ninguém desconfia. Quem o encontrar ficará com toda a sua fortuna e todo o seu poder dentro e fora do OASIS. Para isso, ele deixou 3 pistas e a primeira foi lançada assim que o criador morreu.

E nesse meio tempo os caçadores (chamados gunters, entenda: egg + hunter = gunter) e outros usuários começaram a achar que tudo isso poderia ser uma piada do criador do jogo e que esse Easter Egg não existia realmente. Mas eles estavam enganados. Quando o score da caça é atingido por um jogador chamado Perzival, o mundo dentro do OASIS fica muito agitado e o protagonista do livro vira uma celebridade. Sim, o livro é narrado na perspectiva do Perzival cujo nome verdadeiro na vida real é Wade. E a partir daí as pessoas compreendem que a caçada é verdadeira e existe mesmo um prêmio a ser alcançado.

Um dos pontos positivos desse livro são as inúmeras referências aos anos 80. Dentre jogos, livros, filmes, bandas e músicas. E essas referências fazem parte das pistas e da vida do criador do jogo, então são coisas importantes que todo gunter precisa dominar para ter alguma chance de atingir o objetivo: capturar o Easter Egg.

Outro ponto positivo que não posso deixar de mencionar é a crítica à nossa sociedade atual. Vivemos em um mundo tecnológico que só tende a crescer. As pessoas vivem nos seus smartphones e nem para pagar conta no banco elas precisam sair de suas casas. Usam aplicativos, seus tablets ou notebooks para tudo. Assim como no OASIS. A mensagem do livro também nos faz refletir sobre a vida real e a importância e consequências dela em nosso futuro.

Outros filmes futuristas que ganharão/ganharam sequências cinematográficas? Você pode assistir Insurgente ainda hoje nos cinemas ou colocar Correr ou Morrer no seu DVD e aguardar pelas continuações de ambos. Mas, Isa, esses dois não são distopias? São, sim. E é o detalhe em comum com Jogador Número 1. O cenário é distópico (futuro caótico) e as pessoas estão tão perdidas que preferem viver a vida dentro dessa realidade virtual. Tanto em Insurgente como em Correr ou existe o futuro caótico e a força rebelde dos que vivem nessa realidade, isso a gente já sabe. Mas o "elemento surpresa" é que existe muita tecnologia misturada com ficção científica por trás dessas três obras. E viu só como não é preciso ser fanático por ficção científica para apreciar esses detalhes?
Morrer,

E então, alguém já leu Jogador Número 1? Já foram assistir Insurgente? Espero que tenham gostado de conhecer um pouquinho mais do gênero que pode, sim, se completar com o universo distópico que tanto amamos.

2 comentários:

  1. Oi Isadora.
    Que ótima nótícia, Jogador Nº1 é uma dos meus queridinhos, a distopia perfeita, tudo que sempre quis foi essa adaptação, então imagina minha empolgação com essa notícia?
    Apesar de não ter levado a leitura de Insurgente adiante porque não gostei, a adaptação será assistida...só não sei quando.

    Beijos.
    Leituras da Paty

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  2. Idem! Fiquei animadíssima com as novidades de Jogador Número 1 e ainda não consegui assistir Insurgente, acredita?

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