9.2.15

Notre-Dame de Paris, de Victor Hugo

O corcunda de Notre-Dame” ou “Notre-Dames de Paris”, como a obra era originalmente conhecida, é um livro que é um protesto contra as inúmeras restaurações e com o intuito de conscientizar o público a preservar a catedral de Notre-Dame. Publicado em 1831 (logo virando um best-seller), foi adaptado inúmeras vezes para o cinema e virou tema de musicais. Mais conhecido pela adaptação da Disney, as pessoas não sabem como a história é na verdade. E eu nunca saberei o porquê das escolas não o abordarem em suas aulas.
(Fonte)

A história é centrada na tragédia do corcunda Quasímodo e da cigana Esmeralda. É no interior da grande catedral gótica e nos labirintos das construções de Paris que se desenrola a terrível história de paixões impossíveis de seus personagens.Victor Hugo reuniu magistralmente em seu famoso romance religiosos e vagabundos, ciganos e nobres, padres e leigos — heróis e vilões. Com poderosa imaginação criadora, Hugo desperta em seu leitor as mais variadas emoções: do profano ao sagrado, do grotesco ao sublime”




Minha infância foi muito marcada pelos desenhos da Disney. Eu sempre gostei daquelas histórias com princesas e príncipes encantados e seus finais felizes. Era tudo sempre tão bonito e ideal. Todos acabavam felizes mesmo que tivessem passado por momentos difíceis na vida. 


Um dos que eu menos gostava era “O corcunda de Notre-Dame”. A atmosfera do filme era tão diferente. O personagem principal sofria tanto. Era tudo muito triste, ou seja, o tipo de desenho que eu não gostava quando era criança. O que eu não sabia era que alguns anos depois eu descobriria qual era sua origem. E, como eu sempre fui uma admiradora da França (especialmente Paris), meu interesse dobrou.


Quando descobri o livro, quis logo ler. Quis saber como o autor, considerado um dos maiores romancistas da época, retratava minha cidade favorita. E não me decepcionei.

Victor Hugo faz questão de nos passar as noções filosóficas e políticas da época da história retratada no livro, ano de 1432. Além disso, ele usa da descrição várias vezes, o que faz o leitor viajar no tempo. Temos dois capítulos em que ele descreve a catedral de Notre-Dame e a cidade inteira, fazendo com que o leitor consiga visualizar a Paris medieval. O leitor consegue saber quais os costumes e crenças da época. Consegue visualizar as desigualdades sociais através dos relatos sobre as diversas classes sociais  (pedintes, ciganos, nobreza e etc.). 


É um livro que eu adoraria ter lido no colégio. Além do seu valor histórico sem tamanho, temos as abordagens filosóficas, políticas e também as desigualdades sociais. Fico imaginando como teria sido a abordagem dos professores de História, Literatura e História da Arte, contando todos os seus aspectos e características. Estilos de arquitetura, movimentos literários, período na história e etc. Teria sido marcante e sensacional. Ajudaria muito o meu crescimento como aluna e como pessoa. Tenho certeza que teria despertado o interesse de muitos por matéria que são menosprezadas pelos alunos muitas vezes. Sei que o fato de ter sido publicado em 1831 assusta muitas pessoas. O que elas não sabem é o quanto a leitura é simples e gostosa (mesmo com todas as suas descrições). Ajuda a ter muita noção da época e sem dúvida desperta o interesse por História. Fora que este livro mostra para nós que imagens são dispensáveis se a descrição é feita com tanta excelência quanto a de Victor Hugo.


É claro que hoje eu sei que tem muito por trás da história contada pela Disney. Sei que aquela realidade que me causou tanta estranheza foi bem suavizada e que nem sempre as histórias têm finais felizes. E, mesmo assim, é um dos meus clássicos favoritos. 

5 comentários:

  1. Que livro hein? Incrível como o Victor Hugo soube deixar cada detalhe, único.

    www.chamandoumleitor.blogspot.com.br

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  2. Já faz anos que eu tenho vontade de ler este livro, mas sempre fica para depois. Acho muito legal conhecer as histórias que originaram as filmes da Disney, ainda mais quando se tratam de um clássico da literatura, como o caso do Corcunda de Notre Dame.


    Beijos,
    Thiago - www.gentlegeek.blogspot.com

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  3. Oi, Thiago! Não deixe para depois. Leia! É muito bom! Também acho super legal conhecer as histórias originais. É aí que você vê que as adaptações omitem muita coisa boa.

    Beijos

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  4. Oi, Gabriela! Leia sim. É muito interessante. É um livro muito rico, que te fornece muita cultura (muita mesmo). Sou suspeita para falar pois nunca gostei da adaptação, mas o livro é incrível. Beijos.

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  5. Não é? Sensacional! Aliás, Victor Hugo é sensacional, rs. Abraços!

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