3.2.15

Literatura e o cenário cinematográfico

É comum para nós leitores de sagas, séries e best-sellers que acabam sendo adaptados para os cinemas, acompanharmos a produção desses filmes. É claro, somos fãs dos livros e a curiosidade de querer se inteirar sobre as adaptações deles é óbvia! Fãs de Harry Potter, Crônicas de Nárnia, Jogos Vorazes e A Culpa é das Estrelas me entenderão. 

E foi pensando neles (e em mim, pois eu sou fã de tudo acima citado) que resolvi começar o post indicando um conto de três autoras brasileiras (viva os autores nacionais!) que eu tive a oportunidade de ler logo no início do ano e que tem super a ver com o que eu gostaria de escrever hoje. 

O conto junta tudo isso que eu comecei escrevendo. Mistura o mundo da ficção com a realidade e o mundo não tão assim glamouroso do cinema. Na história, um livro de uma autora jovem ganha bastante sucesso entre os adolescentes e a autora recebe a proposta de adaptarem para os cinemas. O bacana da história é que ela mostra a perspectiva dos fãs, da autora,  da amiga ilustradora da autora, do diretor e de uma das atrizes chamadas para o elenco. E por mais que esses personagens se cruzem, são mundos diferentes.

O que eu quero trazer pra discussão de hoje é saber de vocês o que mais influencia a assistir um filme que foi adaptado: O livro? Os atores? A história ou o autor? Se foi um livro que entrou pra lista dos mais vendidos? Como o conto nos mostra bem brevemente como funciona esse cenário, agradando ou não os fãs, dá pra notarmos que criar uma adaptação dá muito mais trabalho do que imaginamos e ao mesmo tempo não é o livro ser super bem vendido que garantirá um retorno positivo nas bilheterias. Desde a época que eu fazia as críticas das adaptações de Harry Potter em conjunto com meus amigos, nós sempre tivemos certeza de uma coisa: precisa existir um casamento entre o roteirista e o diretor. E se o autor do livro for igual à Louise do conto das meninas ou o John Green da vida real, ele também precisa entrar nesse casamento. E por falar nele, não é que o filme de A Culpa é das Estrelas foi super bem elogiado pela crítica? É disso que estou falando! 

A nossa parte de fã, leitores ou amantes do cinema também precisa ser trabalhada. Entendemos que são mídias e veículos diferentes e que o filme acaba atingindo pessoas que ainda não fazem ideia que a história partiu de um livro ou vice e versa. E pra mim é essa a magia! Mostrar uma mesma história de formas diferentes é incrível, ainda mais quando é uma história maravilhosa. E tudo fica ainda melhor quando as adaptações nos agradam em todas essas formas. Para concluir essa discussão, vou citar três adaptações que me agradaram na leitura e no cinema: Livre, Garota Exemplar e Em Chamas. 

O conto que eu indiquei pra abordar esse assunto foi escrito por Thati Machado, Aimeé Oliveira e Clara Savelli e se chama "Papel, caneta e ação". Mas é claro, vocês podem encontrar muitos outros livros que abordam esse assunto de maneira mais técnica e profunda. 

E vocês? Quais as adaptações que mais gostaram e por que acham que fez sucesso? 

3 comentários:

  1. Isa, que postagem maravilhosa!

    Com exceção de Livre, adorei as adaptações que você citou. ACEDE também ficou bem bacana! Já a obra da Cassandra Clare, deixou um pouco a desejar. Não li o livro e quando vi o filme, me decepcionei um bocado.

    Obrigada por citar nossa obra também... Foi ótimo escrevê-la com as meninas ♥

    Thati Machado;
    http://nemteconto.org

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  2. Primeiramente, parabéns pelo ótimo texto, Isadora.
    Bem, falar desse assunto é meio complicado para mim, pois eu sou meio do contra, gostei muito, por exemplo, de uma adaptação que quase todo mundo odiou (pelo menos os que leram o livro). Estou falando d'O Conde de Monte Cristo (2002). Há alguma coisa a ver com a história contada no livro? Pouca na verdade, mas gostei das liberdades que tomaram. Achei interessante a relação que inventarem entre o Edmond e o Fernand, assim como o final totalmente diferente (que não vou contar para não dar spoiler tanto do livro quanto do filme rs). Inclusive, achei essa adaptação de 2002 melhor do que a de 1975, que é bem mais fiel. Por isso, concordo com o que você falou: "Mostrar uma mesma história de formas diferentes é incrível".

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  3. Pode ser do contra sim, eu mesma sou haha! Era isso que eu queria pra discussão do post \o/

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