9.5.14

Minhas mães preferidas da literatura

Domingo está chegando e com ele mais um Dia das Mães! Pensando nisso e sabendo que não poderia deixar a data passar em branco por aqui, optei por fazer um post temático apresentando para vocês algumas das minhas mães preferidas da literatura. Mães são seres incríveis e que merecem sempre o nosso maior respeito e admiração e foi pensando nisso - e na minha amada mamãe - que selecionei as minhas escolhas.

Provavelmente, a primeira mãe da literatura que me encantou foi Molly Weasley, da série Harry Potter. Mãe de sete (!!) filhos, Molly nunca deixou faltar nada a nenhum deles; mesmo com os poucos recursos da família Wesley, ela nunca deixou nada faltar a nenhum deles, que todo ano recebiam casacos de lã no natal e um monte de doces. Ela também é dona de um coração enorme e não pensou duas vezes antes de "adotar" Harry como o seu oitavo filho, sempre se preocupando com a sua alimentação. Em momentos de perigo, Molly se transforma em alguém disposto a tudo para proteger os seus filhos. Belatrix Lastrange que o diga.



Ainda na série Harry Potter, não posso deixar de mencionar a mãe do nosso amado protagonista: Lily Potter. Pouco sabemos sobre Lily adulta e mãe, mas pelas informações que temos sobre a sua adolescência é possível saber que era uma mulher muito doce, justa e carinhosa. Ela não teve muito tempo junto a seu filho, mas o seu imenso amor foi o que salvou o pequeno Harry das garras de Lord Voldemort. Lily se sacrificou pela segurança do filho; não há prova maior de amor materno, gente.


Em O diário da princesa, de Meg Cabot, conhecemos Helen Termopolis, a mãe da protagonista e princesa Mia. Helen é uma artista plástica meio maluquinha que criou Mia sozinha e de forma não muito convencional. Sabendo das obrigações da filha, sempre se preocupou em tentar deixar as coisas mais normais para ela e, mesmo quando não podia, ficava ao seu lado e sempre apoiava as suas decisões.


Sally Jackson, da série Percy Jackson e os Olimpianos, é mais uma mãe bastante adorável e disposta a tudo para proteger o seu filho, mesmo que isso signifique se casar com um homem detestável e bastante fedorento. Adoro a forma como ela mostra para Percy, por meio de suas invenções culinárias azuis, que tudo é possível.

Na literatura clássica, duas mães se destacam para mim. A primeira delas é a Sra. Bennet, de Orgulho e Preconceito. Tudo bem que, se ela fosse real, eu não sei se iria gostar que ela fosse minha mãe. Bastante exagerada, sem muita opinião própria e propensa a colapsos nervosos, a Sra. Bennet vive constrangendo suas filhas mais velhas com a sua falta de etiqueta. Ainda assim, é preciso ter em mente que tudo o que ela faz é porque é uma mulher de bom coração e só quer que suas filhas encontrem a felicidade; seja por meio de um casamento com Mr. Darcy ou com Mr. Wickham. 


A Dona Glória, de Dom Casmurro, também é uma mãe que merece destaque. Viúva e bastante religiosa, devota todo o seu amor e toda a sua atenção à Bentinho, seu filho único. Tá certo que, por conta de uma promessa que ela fez, Bentinho teve que passar dois anos em um seminário para padres, mas tudo o que ela fez foi por ser uma mãe bastante preocupada e superprotetora. E, convenhamos, ela não é a única, né? Além de ser uma mãe muito amorosa, Dona Glória é a grande matriarca da casa e todo mundo depende dela para sobreviver, inclusive o agregado charlatão, José Dias.

E para finalizar o post, quero falar sobre duas mães que se destacaram mais recentemente em minhas leituras. A Sra. Lancaster é a mãe de Hazel Grace, de A culpa é das estrelas, e é, sem sombra de dúvidas, uma mulher muito forte. Ver um filho adolescente lutar contra um câncer só pode ser classificado como um pesadelo e a Sra. Lancaster aguenta firme, se mostrando sempre forte diante da filha, que precisa muito de sua ajuda e compreensão. Ela desconfia que Hazel esteja com depressão e a "obriga" a frequentar o grupo de apoio para pessoas com câncer e é lá que a jovem conhece Augustus Waters. Mesmo sabendo da situação da filha, a Sra. Lancaster se recusa a permitir que Hazel se isole do mundo, pois sabe que a filha tem o direito de viver.


Por fim, Catelyn Stark, de As Crônicas de Gelo e Fogo. Vivendo em Westeros - terra de ninguém, muito menos para mulheres - Catelyn consegue lidar com a vida que foi obrigada a ter pelos costumes da sociedade e se mostra uma mulher muito sensata, inteligente e forte. No que diz respeito a proteção de seus filhos, ela está disposta à tudo; desde mandar prender os filhos de Tywin Lannister até matar um estranho que aparece no meio da noite para matar seu filho pequeno. Muito observadora, Catelyn entende como funciona a política do mundo e é dona de bons conselhos, aos quais Robb Stark deveria ter escutado. Mamãe sempre sabe o que é melhor, né?

E aí, quais são as mães da literatura que mais se destacam para vocês? Digam aí nos comentários, a gente quer muito saber! Desejamos à todas as mães um ótimo Dia das Mães!

9 comentários:

  1. Amei, Michas! Mãe é tudo de bom mesmo, né?! Nós podemos fazer de tudo, que elas sempre nos perdoam. Beijão e um ótimo dia das Mães para você e sua mãe! :3

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  2. Achei um post super original, Mell. Estou impressionada com a tua capacidade de ter boas ideias para o blog! Muito legal.
    Minha mãe preferida dessas daí é a Molly... Ela é bem 'badass', além de carinhosa e dedicada.
    Beijos,

    Mariucha

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  3. Obrigada, Mariucha :) Mas o post foi criado e escrito pela Michas... Super confio no trabalho dela, um dos motivos de ter feito o convite para ela escrever aqui no Literature-se nas sextas-feiras ;)


    E dessas, a Molly é a mais querida mesmo <33
    Beijão

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  4. Minhas mães preferidas são a Molly e a Helen <3 E definitivamente não gostaria que a Sra. Bennet fosse a minha mãe, tipo não, mesmo.

    Achei uma graça esse post! Muito criativo! :}

    Beijos,

    http://rockmyshoes.blogspot.com.br/

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  5. Só achei que faltou uma mãe muito importante nessa lista: Natalie Prior. A mãe da Tris de Divergente tem uma participação super linda no livro apesar de não sabermos muito dela. Diante da escolha dos filhos de viverem longe dos pais pro resto da vida, ela consegue perdoá-los e aceita a escolha deles. Sem contar no que ela é capaz de fazer para salvar a sua filha da morte. Natalie Prior é uma mãezona. <3

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  6. Mas convenhamos que a Sra Stark é meio tapada, pois se ela não tivesse falado pro marido "vai lá cuidar do teu amigo rei", nada da m**** toda teria acontecido ..
    #prontofalei ..

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  7. Perfeito ver a Molly lá em cima. Acho que eu não poderia pensar em outra mãe se fosse homenagear algum personagem por ser mãe. Adorei a colocação da Sally Jackson também porque acho incrível o que ela faz pelo Percy.
    Amei o post!
    Beijos.

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  8. NOSSA, sem dúvida a Sra. Weasley tinha que estar nessa lista, hahaha ♥

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  9. Mariana Renata Amaral26 de maio de 2014 14:22

    Que post mais lindo! Vi atrasado, mas vi e adorei! Michas, parabéns! E se gosta da Sra. Bennet, acho que deveria ler a série dos Bridgertons, de Julia Quinn. A Sra. Bridgerton, com certeza, seria uma das primeiras mães da minha lista! Todas as mães do post são fantásticas e maravilhosas, a única que não conheço é Catelyn Stark, mas julgando seu bom gosto, e seu relato sobre ela, já a amei! Beijão!

    Mah - http://mygirlyandbooks.blogspot.com.br/

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