13.4.14

Resenha: Quem sabe um dia

Quem sabe um dia, escrito por Lauren Graham.
Editora: Record
Páginas: 367
ISBN: 9788501404473
Gênero: chick-lit
Livro cedido pela editora em parceria com o blog.
Franny Banks é uma atriz lutando em Nova York, com apenas seis meses para o prazo de três anos que deu a si mesma para ser bem sucedida. Mas até agora, tudo o que ela tem para mostrar por seus esforços é uma única linha em um anúncio de camisolas feias de Natal e um emprego de garçonete degradante. Ela vive no Brooklyn, com duas companheiras de quarto, Jane - sua melhor amiga de faculdade, e Dan, um escritor de ficção-científica, que é muito, definitivamente não namorável. E está lutando por seus sentimentos por um cara suspeitamente charmoso de sua aula de atuação, tudo isso enquanto tenta encontrar um shampoo para seus cabelos que realmente funcione. Enquanto isso, ela sonha em fazer um trabalho "importante", mas parece que ela só consegue audições para propagandas de detergente líquido e comerciais de manteiga de amendoim. É díficil dizer o que vai acontecer primeiro: ela vai ficar sem tempo ou sem dinheiro, mas de qualquer forma, o fracasso significaria enfrentar o fato de que ela não tem absolutamente nenhum habilidade para sobreviver no mundo real. Seu pai quer que ela volte para casa e vire professora, seu agente não vai chamá-la de volta, e sua colega de aulas, Penelope, que parece incentivadora, pode só tornar a competição ainda mais difícil. Quem Sabe Um Dia é uma estreia engraçada e encantadora sobre encontrar a si mesmo, um amor e o mais difícil de tudo, encontrar um trabalho como atriz.

Sobre o que se trata?

Franny Banks decidiu correr atrás de seus sonhos e se mudar para Nova York para se tornar atriz. Na Big Apple, além de suas aulas de teatro, divide um apartamento com Dan e Jane, trabalha como garçonete num bar e vive contando moedas. Essa não é a vida que ela planejava para si. Mas ainda se agarra à sua única esperança: o seu prazo para se tornar uma estrela. Ao se mudar para a cidade, ela estipulou três anos para tentar uma carreira de sucesso no mundo das artes antes de desistir dele e se voltar para o plano B, ser professora e ter uma vida normal ao lado do seu namorado da época da faculdade, que ficou em Chicago. Porém, ela descobre que seu sonho é custoso, ingrato e desestimulante. E que para conquistá-lo, ela terá que se esforçar muito mais, ter muito mais disciplina - pois não adianta nada ela se empanturrar de Cheetos, dormir até tarde e viver se esquecendo de tudo. 

Entre testes para comerciais, seriados e filmes, Franny terá que deixar de ser uma menina inexperiente, amadurecer e aprender a se dar valor para alcançar o que tanto deseja.

Minhas impressões

Quem sabe um dia é um companheiro amável que me deixou com um sorriso nos lábios assim que o concluí. Com um enredo divertido e leve, consegue transmitir mensagens inspiradoras e de encorajamento. Para começar, Franny, a protagonista, possui o nome de uma personagem da literatura. J.D. Salinger, conhecido por O apanhador no campo de centeio, escreveu também Franny and Zooey, e a autora teve a brilhante ideia de inserir o conto em sua história para que pudesse relacioná-lo à vida de sua aspirante a atriz e, assim, concluir as principais lições do livro: a de autenticidade e de perseverança. Amo o autor, então se tornou difícil não vibrar com esse aspecto do livro.

Eu estava esperando muito da escrita (na medida do possível para um chick-lit, devo acrescentar), pois a estreia da Lauren significa muito para uma fã de Gilmore Girls como eu (aliás, preciso assistir a Parenthood agora - será que conseguirei vê-la noutro papel importante?). E não me decepcionei de modo algum, apesar de ser simples e fluida. Nada a mais do que se pode exigir de um chick-lit, certo? 

No começo eu pensei que fosse me entediar com a temática do livro, que é quase exclusivamente voltada para o cotidiano de atrizes. Porém, o enredo me cativou desde a primeira página, provocando uma vontade louca de continuar a lê-lo (e revelou uma temática bem mais próxima da comum, pois a protagonista é alguém comum). Talvez pelos personagens criados por Lauren, ou pela relação desenvolvida entre eles. Mas creio que, sobre esses dois aspectos inteiramente positivos do livro se sobrepõe a veracidade das situações. Adoro os livros da Emilly Giffin (há uma citação dela na contracapa, aliás) por serem justamente reais, e apesar de também gostar de alguns chick-lits mirabolantes e hilários, ainda assim prefiro os que possuem os "pés no chão". Grande parte do crédito reside no fato da autora ser uma atriz, então ela possui conhecimento de causa e o livro pode ser, entre muitas aspas, uma espécie de auto-biografia. Não tem como ela não ter transferido para a sua história a sua experiência como alguém que um dia já foi novata (como Franny).

Jane, a melhor amiga, é uma irmã totalmente querida. As cenas mais "reconfortantes" foram com ela, que sempre ajudou Franny em suas crises. Já Dan é o mocinho mais encantador possível. Possui alguns defeitos, poucos, mas uma infinidade de qualidades. Entretanto, não perde sua verossimilhança. Nunca fui de literary-crushes, porém posso dizer que Lauren mudou um pouco isso. Além deles, o pai de Franny, bem como sua amiga também atriz, Deena (que aparece muito pouco, infelizmente), e o personagem-babaca James, são outros exemplos de personagens bem construídos. E, claro, a personagem principal: carismática (pude perceber nela um quê de Lorelai Gilmore, viu?), divertida e persistente, porém muito insegura. Talvez o principal ponto negativo do livro - e o único que consigo apontar - seja a insegurança da Franny, que é a típica personagem que se auto-deprecia, porém todos acham linda e confiante. Consigo enxergar outra mensagem do livro aí, a de que não devemos nos subestimar como o fazemos (e a de que nossa imagem é totalmente diferente daquela que imaginamos ser), porém poderia não ter chegado quase ao ponto do exagero.

Digo, ainda, que o livro possui muitas pontas que a autora sempre une, o que é algo bastante positivo: como um chick-lit, não tem partes totalmente desnecessárias.

O livro se tornou, facilmente, o melhor chick-lit que já li até o momento.

17 comentários:

  1. Que bom que vc gostou do livro ;) descobri que a Lauren escreveu esse livro so no ano passado. Na época não sabia q ia ser lançado aqui e eu queria mt ler o livro pois sou super fã dela! Só q só tem hardcover e está bem carinho (26 dólares). Ebtao resolvi esperar um pouco até q lançaram aqui... Preciso comprar logo!!!
    Forever a Bookaholic

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  2. Nossa, parece ser bem interessante. Não tem cara de chick-lit pela capa e percebi que é bem o tipo de livro que vai fazer a cabeça das fãs de Emily Giffin e Cecelia Ahern. Como gosto das duas autoras, com certeza vou querer ler este.
    Beijos.

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  3. Também descobri ano passado, antes mesmo da editora confirmar que iria lançá-lo por aqui. Fiquei MUITO entusiasmada quando saiu a notícia rs :) Amo demais a atriz! Harcover deve ser lindo ;)
    Beijos

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  4. Ah, a capa é bem clichê, mas não tem muito a ver com a história essa menina andando de bicicleta hahahaha Mas é linda e é a original, né ;)
    Eu acho que você irá adorar esse livro, Babi :)
    Beijão

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  5. Inês Gabriela A.14 de abril de 2014 10:54

    Hey, Mel.

    A primeira coisa que chamou minha atenção nesse livro foi a autora, todos sabem quem ela é e o quão boa no que ela faz ela é. Aí li a sinopse do livro, vi essa capa perfeita e quando percebi já estava morrendo de amores pelo livro! Aí você vem, elogia o livro todo e ainda fala que foi um dos melhores chick-list que já leu... Pronto, estou aqui louquinha pelo livro! Adorei a resenha ^.^

    Beijos.

    http://memorias-de-leitura.blogspot.com

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  6. Oi, Mell, td bom?

    Eu estou louca para ler esse livro, justamente por ser escrito pela Lorelai *.* haha

    Sou mega fã de Gilmore Girls e assisto Parenthood. Minha preocupação com o livro era essa transição atriz/autora, que nem sempre fica legal, mas com seu aval, fico mais confiante na história. ;)

    Eu adoro chick-lits, até os mirabolantes... mas prefiro histórias mais reais, prezo a veracidade.

    Beijão!

    Arrastando as Alpargatas

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  7. Não morri de amores pelo livro igual você, mas também terminei a leitura com um super sorriso no rosto! Algumas coisinhas na história me irritaram, mas no final eu acabei adorando!

    Resenha maravilhosa, muito bem escrita! :D

    Beijinhos

    http://www.interacaoliteraria.com/

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  8. PronomeInterrogativo16 de abril de 2014 06:23

    Estou enlouquecendo para largar o livro que estou lendo e pegar logo esse. Suuuuper curiosa e feliz pela nota que você deu, Mell! <3

    Um beijão.
    www.pronomeinterrogativo.com.br

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  9. Oi, Mell! Conforme prometi, vim aqui comentar sobre o livro. Primeiro: obrigada pela indicação! Pode me indicar livros sempre!

    Como eu te disse, gostei muito. Eu não leio muito chick-lit, mas os chick-lits dos quais eu gosto são aqueles mais pro lado do hilário mesmo, então não sabia se ia gostar desse. É engraçado porque o que chamou minha atenção foi justamente o fato de você ter citado que ele *não* é um daqueles chick-lits de que eu gosto.E fui conquistada pelo livro, ele era mesmo o que eu estava procurando.


    Já falei que amei a discussão sobre o conto da Franny, que coisa incrível! (Agora quero ler o conto, estou indo ali comprar haha) Minha parte favorita e fiquei com vontade de imprimir aquela discussão toda e colar na parede pra lembrar.


    Concordo com o ponto negativo que você apontou, mas pra mim teve mais um: eu não consegui me interessar pela carreira da Franny. Quer dizer, eu gosto de toda a reflexão que gerou dentro da história, mesmo. Não precisa de jeito nenhum querer ser atriz pra compreender e até se identificar com o que ela passa. E é bom, é verdadeiro. É bem escrito, é detalhado, dá pra ver que a autora sabe do que tá falando... Mas eu ficava louca que os capítulos focados nas gravações e entrevistas e etc em si acabassem. Queria saber o que a Franny ia pensar e concluir a respeito depois, mas não queria saber sobre os testes e a maquiagem e e etc, e achava essas partes meio arrastadas. (Eu sei que era a proposta do livro, mas, enfim, não gostei muito).


    Quanto ao Dan, eu sabia que ele ia se tornar interesse amoroso assim que ele apareceu pela primeira vez, mas adorei acompanhar o desenrolar mesmo assim. Eu sei que se fosse eu no lugar da Franny teria uma crush nele há muito tempo haha esses mocinhos são meus favoritos <3


    Ai, acho que era isso. O comentário tá absurdamente grande, mas vou acreditar quando você diz que gosta deles :) beijo! Ótima resenha, claro!

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  10. Não consigo dizer mais nada para um comentário desse além de: MUITO amor! hehe


    Vamos lá...


    Eu gosto bastante dos chick-lit hilários, pois assim eu realmente embarco no prometido pelo gênero: me desligar de tudo e me divertir. Porém, também adoro os "pés no chão", pois parece que com eles eu aprendo mais, sabe? Parece que neles a mensagem é mais facilmente transmitida ao leitor. Apesar de classificar este mais como "pé no chão", ainda assim a Franny é super divertida, então está com um pézinho no chão, mas quaaase cruzando a linha rs



    Vou te contar uma coisa, eu sou fascinada por O apanhador no campo de centeio (já leu?), e se não tivesse toda essa discussão acerca do conto do autor, provavelmente o livro não teria me conquistado tanto assim. Mas, é como eu disse, essa abordagem só serviu para firmar a mensagem do livro, então eu continuaria gostando dele caso não houvesse a citação. E nem me fale em ir atrás do conto. Tentei achar na Amazon e não tem para vender pro Kindle, fiquei pê da vida!! Daí descobri que tem tradução e tal, mas é o olho da cara. Vou tentar me dar de presente de aniversário (já que a situação tá crítica e estou tentando não gastar com livros - quatro meses até o momento YEY o/) E com o tempo, se eu gostar do autor, vou comprar o box com as quatro principais obras dele, que custa 200. Aliás, pretendo ler uma biografia dele que saiu recentemente pela Intrínseca, chamada Salinger, um calhamaço que me fez brilhar os olhos desde o primeiro momento em que o vi numa livraria hehe


    Eu entendo que não tenha gostado dessas partes da carreira. Também não me atrai tanto, mas me agradou pelo simples fato de eu nunca ter lido nada a respeito e de não fazer ideia. Apesar de não me atrair, eu sinto curiosidade. E a forma como ela expôs não me foi cansativa, eu considerei as partes mais divertidas, inclusive, porque ela sempre esteve toda perdida e encrenqueira rs


    E eu também sabia do Dan hahaha Estava óbvio. É claro que o livro não é surpreendente, é difícil ser quando se trata de chick-lit, mas geeente, a forma como a relação deles é desenvolvida, é puro amor! Achei tão natural, sabe? E saudável... Não sei, realmente teve química. Só queria que ele tivesse sido melhor explorado como personagem, agora que me veio à cabeça. Mais partes com ele, sabe? Para desenvolver melhor os gostos, o caráter... Ou eu gostaria apenas de mais Dan para nós rs


    E eu fiquei absurdamente feliz por ter a sua confiança em indicações literárias <3 Já confio na sua há um tempão, e admiro muito seus gostos/sua escrita, então é um prazer poder trocar indicações :))


    Por último, obrigada pelo comentário, pelo tempo lendo a minha resenha e comentando nela! O blog existe especialmente para isso, e amo cada minuto lendo suas bíblias e respondendo-as <3 (acredite, fico incrivelmente feliz quando vejo algo assim graaande ahahaha Doce de criança)
    Beijão!

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  11. hahahaha Vi que começou a ler esse, está gostando/gostou? Curiosa para saber o que achou!
    Beijão <333

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  12. Oi, Rafa! Tudo tranquilo e contigo?
    Eu fiquei louca para lê-lo no exato momento que soube que é de autoria da Lauren hahaha Nem tinha planos para ser traduzido, ainda, imagine a agonia!
    Gosta de Parenthood? Preciso assistir... E fique tranquila, dá para separar bem autora de atriz :) Ela é ótima em ambas as carreiras rs
    Beijos

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  13. Eu também, Amanda! Na verdade, soube do livro antes mesmo de ter notícias sobre a tradução. Imagine a angústia de não poder ler hahaha
    Eu amo amo AMO encontrar citações/referências, tão reconfortante! <3
    Sou fascinada por Salinger e a sacada foi sensacional, me pegou direitinho hahaha
    Leia assim que puder, um chick-lit muito bom :)
    Beijão!

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  14. Acho que a autora chamou a atenção de muitas pessoas, viu? rs Eu estava de olho nele há meses, antes mesmo de noticiarem a tradução.
    Leia assim que puder, super recomendado ;)
    Beijos

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  15. sidnei luis fermino3 de junho de 2014 06:02

    Oi adorei.. muito obrigado, amei a
    maneira que vc usou para descrever essa resenha...me fez se interessar pelo
    livro....mas vc já leu o livro reverso escrito pelo autor Darlei... se trata de
    um livro arrebatador...ele coloca em cheque os maiores dogmas religiosos de
    todos os tempos.....e ainda inverte de forma brutal as teorias cientificas
    usando dilemas fantásticos; Além de revelar verdades sobre Jesus jamais
    mencionados na história.....acesse o link da livraria cultura e digite
    reverso...a capa do livro é linda, Lea traz o universo de fundo..

    www.livrariacultura.com.br/scripts/resenha/resenha.asp?

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  16. PARE de mandar spam para todos! NINGUÉM tem interesse pelo livro justamente por isso!
    PARE de me mandar mensagens, pelo menos. NÃO quero saber sobre esse livro. JÁ DEU!

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  17. Amo Chick-lit e confesso que já estou louca para ler Quem Sabe um Dia! Acho que sorrir é dos principais motivos para amar ler! Resenha perfeita como sempre, Mell! Qe bom que gostou de mais um Chick-Lit!

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