23.2.14

Resenha: Laranja Mecânica

Laranja Mecânica, escrito por Anthony Burgess.
Editora: Aleph
Páginas: 352
ISBN: 978-85-7657-136-0

Narrada pelo protagonista, o adolescente Alex, esta brilhante e perturbadora história cria uma sociedade futurista em que a violência atinge proporções gigantescas e provoca uma reposta igualmente agressiva de um governo totalitário. A estranha linguagem utilizada por Alex - soberbamente engendrada pelo autor - empresta uma dimensão quase lírica ao texto. Ao lado de "1984", de George Orwell, e "Admirável Mundo Novo", de Aldous Huxley, "Laranja Mecânica" é um dos ícones literários da alienação pós-industrial que caracterizou o século XX. Adaptado com maestria para o cinema em 1972 por Stanley Kubrick, é uma obra marcante: depois da sua leitura, você jamais será o mesmo.

Sobre o que se trata?

Laranja Mecânica narra a história de Alex, de 15 anos, integrante de um grupo de adolescentes delinquentes que depois da escola (ou de faltar da escola), destinam o tempo para cometer crimes, como roubos, espancamentos e estupros, por pura maldade e diversão. Numa noite comum de violência, Alex e seus amigos - Tosko, o mais eloquente, Pete e Georgie - decidem assaltar a casa de uma senhora, mas acaba que ela chama a polícia a tempo e Alex é traído pelos "druguis" (ou "amigo", na gíria usada pelo grupo). O adolescente é detido e condenado a quatorze anos de prisão. 

Porém, ao demonstrar muita selvageria durante os primeiros dois anos de prisão, o governo opta por submeter Alex a um tratamento de choque novo e ainda em fase de experimentação chamado Técnica Ludovico. Através desse viés, que garante a extinção da maldade em apenas duas semanas, o governo espera diminuir a superlotação de presídios e até mesmo liquidar o impulso criminoso. Durante a terapia, o indivíduo é submetido a sessões diárias de filmes com alto teor de violência e também recebe doses injetadas de uma substância que garante terríveis sensações de mal estar e enjoos. Assim, a deflagração de experiências físicas insuportáveis (como náusea) é deliberadamente associada a qualquer forma de agressão, fazendo com que a pessoa opte por condutas gentis para evitar o mal estar.

Acabei de terminar a Parte Um - que é crime puro. Agora vem o castigo. - A. Burgess.


O livro é dividido em três partes, tendo cada uma sete capítulos. A primeira descreve o tipo de vida que as gangues nadsats (que significa adolescente) têm a partir de situações vivenciadas pela própria gangue da qual Alex faz parte. A segunda narra o período na prisão e sob o tratamento Ludovico. Já a terceira preocupa-se em inserir Alex de volta à sociedade, agora como alguém perturbado pelo tratamento de choque.

Minhas impressões

O livro possui uma imersão totalmente peculiar, pois apresenta ao leitor uma sociedade e uma cidade que, apesar de poder ser qualquer uma - e o autor exemplifica citando uma junção de Nova York, Leningrado e Manchester -, é aterrorizada pela Juventude Moderna, adolescentes agressivos e maldosos que possuem o seu próprio vocabulário. Aqui, Burgess criou uma linguagem própria, algo como uma mistura entre o inglês e o russo. Sua intenção é explícita: causar um estranhamento que seja o alicerce de outro grande impacto: a grande crítica existente no livro.

Primeiro, a linguagem. Chamada de nadsat, ela é repleta de gírias, de rimas ritmadas e de termos russos acoplados ao inglês (ou ao português, no caso da tradução). Creio que se adaptar a palavras e gírias desconhecidas seja o único desafio do leitor. Porém, sendo parte da construção do livro, e algo totalmente intensional, a experiência dessa leitura é incrível. A editora Aleph optou por traduzir algumas das palavras, e a edição que li possui uma introdução explicando os critérios que eles levaram em conta no processo de tradução. Achei bacana, pois é o primeiro livro que vejo algo do tipo. Sempre que a linguagem é um fator extremamente importante na obra, fico imaginando como foi feita a tradução. E aqui o leitor fica sabendo do principal.

Há um glossário dos termos nadsat no final do livro, mas o leitor pode optar por dois caminhos: ou lê de acordo com o que o autor propôs (sem olhar o que as palavras nadsat significam), ou consulta o significado de cada uma no decorrer da leitura. Eu comecei o livro consultando a maioria delas, porém já no final da primeira parte larguei mão e não fui prejudicada: não é o objetivo do livro prejudicar o leitor que não consultar, pelo contrário. A sensação de estranhamento intrínseca à narrativa se intensifica.


O linguajar, tanto do filme como do livro (...) não é mero enfeite (...). Foi criado para transformar Laranja Mecânica, entre outras coisas, em uma cartilha sobre lavagem cerebral. Ao ler o livro ou assistir ao filme, você se verá, no final, de posse de um mínimo vocabulário russo - sem nenhum esforço, para sua surpresa. É assim que funciona a lavagem cerebral. - A. Burgess, 1972.

Agora, a crítica. Nota-se alguns fatores sociais em pauta na obra de Burgess. Há uma grande discussão acerca do sistema carcerário e de quão eficaz ele é quanto à reforma do criminoso. Percebe-se também que a adolescência e o amadurecimento são temas que devem vir à tona na cabeça do leitor: quanto da essência selvagem e ainda não condicionada pela sociedade está presente no ser humano que ainda não amadureceu, aqui no caso o adolescente? Começamos a narrativa de Laranja Mecânica presenciando um Alex totalmente entregue à vida adolescente da época, e somos testemunhas do seu amadurecimento. E a forma como ele amadureceu é a grande crítica do livro, pois coloca em voga o livre-arbítrio de cada um. Aqui, o autor expõe que não é natural ao crescimento do homem ser obrigado a não ter acesso a escolhas. Tenho para mim que nós aprendemos, sim, com as situações boas que nos acontecem, porém aprendemos muito mais com os nossos próprios erros, resultados de nossas próprias escolhas. 

Creio que o desejo de restringir o livre-arbítrio é o verdadeiro pecado contra o Espírito Santo. - A. Burgess, 1972.

O próprio nome Laranja Mecânica é estranho demais, o que o torna incrível como título desta obra que possui o estranhamento como ferramenta para transmitir uma mensagem. Mais incrível ainda é o que ele significa: seria a junção forçada de um organismo (com vida, que amadurece e é doce) com um mecanismo (frio e morto). Esta alegoria chamou a atenção do autor quando este ouviu um homem citando-a num pub londrino em meados da Segunda Guerra Mundial. É uma gíria cockney que ele guardou consigo e encontrou o uso ideal anos mais tarde, "era o único nome possível", Burgess chegou a dizer num ensaio em 1973.




Eu não assisti à famosa adaptação feita por Stanley Kubrick. Há cinco anos eu quase assisti, porém as cenas iniciais de violência me fizeram desistir. Isso porque eu era nova, talvez, pois a leitura do livro não me incomodou nesse aspecto. Pelo contrário, eu até achei necessária. Ainda continuo sem saber se terei estômago para assistir ao filme, que dizem que é mais visual do que o livro, porém já me convenceram a tentar novamente. O que digo é que talvez você, que teme se surpreender com as cenas de violência do livro, talvez se surpreenda é não se assustando tanto assim. Eu esperava por isso e por muito mais, então foi tranquilo para mim. Pensei até que fosse sofrer as náuseas do tratamento Ludovico ao ler, porém nada disso aconteceu.

Para mim, não foi prazer nenhum narrar atos de violência ao escrever o romance. Mergulhei em excessos, em caricaturas, até em um dialeto inventado, com o propósito de fazer a violência ser mais simbólica do que realista. (...) Leitores do meu livro talvez se lembrem de que o autor cuja esposa foi estuprada é o autor de uma obra chamada Laranja Mecânica. - A. Burgess, 1972.






O livro é narrado em primeira pessoa por Alex, o que nos dá uma visão ainda mais ácida sobre seus pensamentos e suas experiências. Creio que foi uma escolha muito feliz do autor, pois assim é mais fácil transmitir um ponto de vista atrelado a certa interpretação (ou seja, um ponto de vista parcial). 

A leitura é fácil (apesar da linguagem diferente, vá por mim, é super tranquila) e fluida, pois retrata os pensamentos do protagonista. Além disso, as características de cada personagem secundário são muito bem desenvolvidas - cada um tem o seu papel ali na história -, e a complexidade do Alex como o exemplo de ser humano é igualmente bem lapidada.

O livro é altamente "quotável".

A edição comemorativa de 50 anos da publicação do livro lançada pela editora Aleph é espetacular, para dizer o mínimo. Com capa dura, jacket (ou luva), ilustrações e material extra, é completa. Um ótimo volume para quem gosta da história ou para aqueles que gostam de saber mais sobre a obra. Ela inclui:

» Ilustrações exclusivas de Angeli, Dave McKean e Oscar Grillo.
» Trechos do livro restaurados pelo editor inglês.
» Notas culturais do editor.
» Artigos e ensaios escritos pelo autor, inéditos em língua portuguesa.
» Uma entrevista inédita com Anthony Burgess.
» Reprodução de seis páginas do manuscrito original, com anotações e ilustrações do autor.

Sobre o autor

John Anthony Burgess Wilson nasceu no dia 25 de fevereiro de 1917 em Manchester e morreu em 22 de novembro de 1993 em Londres. Ele foi escritor, compositor, tradutor e crítico. Parte de sua obra ainda permanece no anonimato, e é conhecida por forte sátira social. Burgess tinha como grande influência James Joyce, assim como Jacobson. Ele é conhecido sobretudo por Laranja Mecânica (1962), porém escreveu 33 romances, 25 obras de não ficção e duas auto-biografias.

Sou, por ofício, um romancista. Acredito tratar-se de um ofício inofensivo, ainda que não venha a ser considerado respeitável por alguns. Romancistas colocam palavras vulgares na boca de seus personagens e os descrevem fornicando e fazendo necessidades. Além disso, não é um ofício útil, como o de um carpinteiro ou de um confeiteiro. O romancista faz o tempo passar para você entre uma ação útil e outra; ajuda a preencher os buracos que surgem na árdua trama da existência. É um mero recreador, um tipo de palhaço. Ele faz mímica e gestos grotescos; é patético ou cômico e, às vezes, os dois; ele faz malabarismo com palavras, como se estas fossem bolas coloridas.

Órfão de mãe, foi criado desde cedo pela tia e pela madrasta. Estudou literatura e língua inglesa da Universidade de Manchester, serviu seis anos ao exército inglês na Segunda Guerra Mundial e foi também professor. Em meados de 1959, foi diagnosticado erroneamente com uma doença fatal. Entrou num frenesi literário em busca de renda para a sua esposa, que acabou morrendo antes dele em 1968 de cirrose hepática.

33 comentários:

  1. A primeira vez que assisti o filme achei muito estranho, não gostei. De tanto todo mundo falar assisti novamente e entendi melhor e gostei bastante. Nunca pensei em ler o livro (estou me perguntando o motivo até agora), mas após sua resenha deu vontade de ler. Ver se gosto de primeira, ao contrário do filme, rsrsrs. Acho que a primeira vez que vi não parei muito pra ver o que tinha realmente nele, a violência, os motivos dela.

    ResponderExcluir
  2. Mell, adorei a resenha, melhor que eu vi, ficou ótima

    ResponderExcluir
  3. Adorei a resenha flor! Agora vou assistir o vídeo!
    Mell depois faça um vídeo ou post mostrando como vc faz suas marcações nos livros. Morro de dó de marcar com lápis. kakakaka
    Bjus

    ResponderExcluir
  4. Lindo tomare que eu ganhei U.u já ta na minha lista para comprar rsrsrs

    ResponderExcluir
  5. Minhas restrições com esse livro são simples: não gosto de ver gente sofrendo. HAHAHAHA Mas tenho tanta, mas TANTA curiosidade... Essa resenha me deu mais vontade ainda, até porque terminei de ler o "V de Vingança" e tô meio nessa onda de ~anti heróis~ (ou algo assim... hahaha).


    Bêjo, Mel! \o/

    ResponderExcluir
  6. Livro SENSACIONAL! Foi a primeira obra que li com um vocabulário próprio, o que achei fascinante, mas confesso que ia ficar perdidinha sem o dicionário tradutor hahahah Fiquei mega chateada que quando li não existia essa edição ainda. Lembro de estar na Saraiva de Brasília e o vendedor me oferecer essa edição 50 anos. Fiquei meio perdida de como ele sabia que eu era fã, mas depois percebi que tava usando a camisa hahahah

    ResponderExcluir
  7. oi mel adorei a resenha estou super curiosos para ler espero ganhar no sorteio e recomendo você ler o livro admiravel mundo novo

    ResponderExcluir
  8. aiii quero ele !! amei a resenha e estou muito curiosa!!
    quero tanto ganhar
    bjo
    amo aqui !

    ResponderExcluir
  9. Que bela resenha Mell! Conseguiu me deixar ainda mais interessada na leitura. Eu adoro livros desse gênero, e esse clássico parece ser insanamente bom (taí uma palavra que não saia da minha cabeça quando assisti ao filme: insano).
    Vou participar do sorteio o/ quem sabe a sorte me dá uma forcinha :)

    ResponderExcluir
  10. Essas fotos do livro são pra torturar a gte né!!! Edição maravilhosa !!!! Ano passado fiquei namorando essa edição e do "2001 Uma odisséia no espaço" que também é da Aleph , acabei comprando 2001 e deixando o laranja pra mais tarde , ou nem tão tarde assim se eu tiver a sorte!!! =) Gostei muito da sacada sobre o Alex e o seu amadurecimento que você citou , tem muito disso no filme também .
    Adorei a resenha tanto do blog quanto do vídeo , parabéns!

    ResponderExcluir
  11. Acho que esse livro deve te deixar pensando e pensando por semanas, para absorvermos tudo o que foi escrito nas páginas. Acho que toda o enredo deve ser um retrato da nossa sociedade com toques exagerados ou não além de ser doentio, sádico, estranho. Acho que a história deve fazer criticas ao livre arbítrio, psicologia social e religião, não vejo a hora de poder fazer essa leitura e espero que ganhe :)

    ResponderExcluir
  12. Mel, sou apaixonada por livros distópicos desde que li 1984 (Você já leu?). Desde então li vários: delírio, jogos vorazes, a revolução dos bichos etc. Só que eu sinto falta de uma distopia mais perturbadora, como foi 1984 pra mim, e já tinha ouvido falar de laranja mecânica, lógico, mas, depois da sua resenha, o livro furou minha fila de leituras hahaha Adorei saber que você gostou e espero em breve dividir a mesma opinião :D

    ResponderExcluir
  13. Acho que fiz bem em não ver o filme antes de ler o livro. Fiquei curiosa e o fato do exemplar trazer um glossário ao final é muito interessante. Adorei a resenha e espero ganhar a promoção!!

    ResponderExcluir
  14. Quero muito esse livro! Boa sorte pra mim :)
    Ótima resenha Mell!

    ResponderExcluir
  15. Mell! Fiz o oposto: assisti ao filme de Stanley Kubrick, que tanto amo, mas ainda não li o livro, embora o tenha na prateleira.
    Simplesmente amei a sua resenha e os comentários. Acho que teria um dificuldade incrível de escrever com tanta propriedade quanto você.
    Está de parabéns, tanto sua opinião quanto os fatos históricos.

    Beijos

    Meu Meio Devaneio

    ResponderExcluir
  16. Eu estou BA BAN DO nessa edição maravilhosa!!! Estou pensando seriamente em comprar , eu já adoro distopia então gostarei bastante da história ... A Aleph caprichou demais <3


    A história parece muito boa , adorei a criação do dialeto como forma de causar estranhamento [e o título já instiga bastante].


    Uma resenha super completa , não sabia o por quê do nome e essas fotos ficaram maravilhosas , tá de parabéns como sempre :D

    ResponderExcluir
  17. Oh,GOOOOD. Quero esse livro! kkkkkkkkkk
    Deve ser um bom livro.

    ResponderExcluir
  18. Mel,


    que livro lindo!! Achei a capa de comemoração maravilhosa e fiquei super interessada em ler. A história do Laranja Mecânica parece estranha, assim como histórias como 1984 e Eu, Robô parecem estranhas a princípio. Mas eu fiquei interessada porque, apesar de ele falar que o objetivo é fazer os eventos ilusórios, eu senti algo bem real lendo a sua desenha. A adolescência, a selvageria, a falta de livre arbítrio, são todas coisas pelas quais nós já passamos ou ainda estamos vivendo. Principalmente o livre arbítrio, que deveria fazer parte da sociedade e faz parte de nós mesmos.


    Gostei muito da frase do Burgess sobre o verdadeiro pecado contra o Espírito Santo. Faz todo sentiu e mudou o meu dia.


    Que ideia maravilhosa essa da equipe de tradução do livro! As vezes os tradutores passam batido por termos que fazem todo o sentido no original, mas fica muito estranho em português. Pra mim isso é como esconder a poeira de baixo do tapete. Por isso eu fiquei feliz com a atenção que eles tiveram com isso, além de colocar o dicionário para a lingua inventada pelo Burgesss.


    Muito bom, quero ler!


    Beijos,


    Mari
    caixadamari.com

    ResponderExcluir
  19. Sempre tive vontade de ler esse livro, quando era mais nova cheguei a baixar mas não tinha reader e ler no computador é terrível, fora isso é um dos meus filmes preferidos. Parabéns pela resenha (:

    ResponderExcluir
  20. CARA, esse livro ♥

    Eu sou muito fã do filme do Kubrick, mas gostei demais da obra original. É tudo muito parecido, exceto o final. A genialidade de Laranja Mecânica está aí. Os dois finais são coerentes. Prefiro o do filme, pq achei mais realista. É muito difícil mudar a essência de uma pessoa. Mas o livro é genial.

    Essa edição da Aleph é espetacular, queria muito ganhar *-*


    Beijo!!!

    ResponderExcluir
  21. Mel, com certeza com esta resenha fiquei tentada para ler, ainda mais esta edição maravilhosa da editora Aleph. Parabens!

    ResponderExcluir
  22. Eu sou louca pra ler esse livro,é o gênero que eu gosto! E depois da resenha que você fez Mell,a vontade aumentou..NECESSITO lê-lo kk'

    ResponderExcluir
  23. Não vi o filme ainda porque quero ler primeiro. Muitas pessoas já me indicaram o livro e ele parece ser muito bom, uma distopia que vale a pena ser lida. Eu fui atrás dessa edição de 50 anos mas, além de ela ser cara eu não encontrei. Estou concorrendo e torcendo pra levar o livro (: muito boa a resenha tanto em video quanto escrita, parabéns pelo canal!

    ResponderExcluir
  24. Mell, assisti ao filme a muitos anos mas nunca li o livro, estou querendo muito ler, principalmente agora com essa edição maravilhosa!!
    Parabéns! Sua resenha ficou ótima!!

    ResponderExcluir
  25. Isso livro é demais <3 quero muito

    ResponderExcluir
  26. Esse livro é demais <3 quero muito!

    ResponderExcluir
  27. Eu vi o filme e achei muuuito massa... Agora quero muito ler o livro! Tua resenha ta show e o livro ta massa tbm.

    ResponderExcluir
  28. Nunca assisti o filme, mas de uns tempos pra cá estou doida pra ler o livro. A história parece ser incrível e, afinal, é um clássico. E essa edição é lindíssima. O´tima resenha!

    ResponderExcluir
  29. Eu assisti ao filme em dezembro. O final me deixou assustada. Gostaria de saber o final do livro é o mesmo.

    ResponderExcluir
  30. Nem preciso comentar o quanto essa edição é perfeita né? Iria ficar linda na minha estante <3. A editora está de parabéns pelo capricho!

    O livro apresenta uma temática muito diferente de tudo que eu já li, o que despertou em mim bastante curiosidade. Já ouvi alguns comentários não muito positivos sobre o filme, mas geralmente alguns filmes deixam mesmo a desejar. Espero ganhar o sorteio para em breve iniciar a leitura e tomar minhas próprias conclusões.

    Um beijo e parabéns pela resenha, ótima como sempre ;)

    http://justonemomentt.blogspot.com.br/

    ResponderExcluir
  31. Gostei muito da resenha agora to louco pelo livr

    ResponderExcluir
  32. Adorei a resenha

    ResponderExcluir
  33. Quando estava na faculdade um grupo teve que assistir o filme e fazer uma análise, desde aquele momento fiquei muito interessada, mesmo sabendo das várias cenas de violência, mas após descobrir o livro achei melhor deixar a leitura para um outro momento.


    O que mais me interessa neste livro é justamente a questão da violência e claro o tratamento no psico do personagem principal.


    A edição comemorativa tá um primô, pelo o que vi, mas infelizmente ainda não consegui ter um contato pessoal com ela.


    Sua resenha está perfeita! Completa, com os pontos principais da história e suas impressões.

    ResponderExcluir

Obrigado por visitar e comentar no Literature-se.
Assim que puder, visitarei o seu blog. Caso não tenha um, deixe twitter, Facebook ou e-mail para que eu possa respondê-lo :)
Dicas, sugestões e críticas construtivas? Comentários abertos para isso e muito mais, só contando com aquela boa dose de bom-senso necessário, né? ;)

 
Literature-se © Todos os direitos reservados :: Ilustração por Prih Mizuh (@pri_mizuh) :: voltar para o topo