4.1.14

Lendo As Crônicas de Nárnia - O sobrinho do mago #1

Imagem: aqui.
O sobrinho do mago começa a sua narrativa apresentando o "sobrinho", chamado Digory, ao leitor. Este menino mora com o seu tio André e com a sua mãe adoentada. Junto de sua vizinha Polly, Digory vive brincando pelo bairro e pelos sótons das casas. Como as casas são umas coladas às outras, os sótons interligam todas elas, gerando um túnel sombrio, mas muito divertido para se brincar. É numa dessas brincadeiras que eles acabam entrando no quarto do tio André, onde Digory nunca teve permissão para estar. Lá ele descobre que o seu tio é, na verdade, um mago e que ele está fazendo experiências para encontrar novos mundos.

É então que Polly toca num dos anéis que estavam à mostra em cima de uma mesa. Num passe de mágica, Polly some, deixando Digory ali com o tio André. O mago lhe explica que os anéis são uma espécie de passagem para outros mundos, mas que até então ele nunca teve coragem de tocá-los e descobrir por si mesmo o que há do outro lado. Então, já havia enviado vários animais, sem nunca ter recebido respostas, pois os animais nunca retornaram de sua jornada... É aí que tio André tem uma ideia: enviar as crianças para que elas pudessem voltar e lhe contar o que viram no outro mundo, se os anéis davam realmente certo, etc. Digory só toca no anel para resgatar Polly, pois já havia percebido que seu tio é covarde e maldoso. 

Ao tocar no anel, Digory viaja para um bosque entre mundos, onde já se encontrava uma Polly muito combalida. Lá no bosque havia diversos laguinhos, inclusive um por onde ele próprio chegara, e juntos eles decidiram pular num para ver se conseguiam voltar para Londres... Porém, após pularem no lago, chegaram a um mundo devastado e cheio de estátuas muito bem feitas. Encontraram por lá um sino com uns dizeres, avisando-os que de duas uma: ou tocavam o sino e despertavam algo para então lidar com isso, ou não tocavam o sino e passavam a vida inteira imaginando o que poderia ter acontecido. Num gesto de coragem e teimosia, Digory acaba tocando o sino, o que fez despertar uma das estátuas, uma mulher alta, muito bem vestida e chamada Jadis. Eles descobrem que essa mulher é, na verdade, a rainha daquele mundo... Uma mulher muito perigosa e persuasiva. As crianças não queriam que ela voltasse para Londres com eles (ela deixara claro que queria dominar outro mundo/país, o que os deixou com medo), mas acaba que, por ser intrometida, Jadis consegue segui-los.

Em Londres, tio André fica admirado com a rainha. Como um subordinado, faz tudo o que Jadis lhe ordena. Só que Digory e Polly têm o plano de levá-la de volta para seu mundo. Num misto de confusões e encrencas, eles acabam levando não somente Jadis, como também tio André, um cocheiro e o cavalo do cocheiro (estavam a serviço de Jadis no momento). Lá no bosque entre mundos as crianças tentam reecontrar o mundo de Jadis, mas eles acabam pulando no lago errado: eles vão parar num mundo ainda não criado: onde surgirá Nárnia!

De repente, surge um leão que começa a cantar! Do canto, nascem solos, gramas, rios, arbustos, árvores, insetos... Até uma sorte de animais começarem a surgir da terra e do canto do leão. Enquanto isso, as crianças observam encantadas. Só tio André que ouve apenas rugidos. Depois de um tempo e de tudo ter sido criado, o leão reúne alguns animais e lhes dá o dom da fala. Foram criados para tomarem conta da nova terra, do novo país... Que se chama Nárnia!

Nisso, o leão se volta para as crianças. Diz que se chama Aslam e que o mal já havia penetrado em Nárnia... Queria saber quem fora o culpado. Digory pede desculpas e admite que foi ele quem trouxe Jadis para aquele mundo. Aslam então lhe dá uma tarefa: trazer-lhe um fruto da árvore da juventude, que está localizada além dos limites de Nárnia.

Depois de uma grande viagem, Digory e Polly encontram o jardim murado que guarda a árvore. Mas também encontram com Jadis, que já se encontrava ali e estava tentando roubar um fruto para si. Porém, só era possível ter o fruto sem se comprometer se você tivesse a intenção de usá-lo para o bem alheio. Depois de Jadis tentar persuadi-lo para usar o fruto para ele mesmo (ao levá-lo para sua mãe doente e tentar salvá-la), Digory volta e entrega o fruto para Aslam, mesmo contra sua maior vontade (que era salvar sua mãe).

Aslam então planta o fruto, que dá origem a uma árvore. Como presente para Digory, o leão lhe dá um fruto que salvará sua mãe. Junto de Polly, ele volta para Londres e sua mãe melhora após comer do fruto. Das sementes e dos anéis enfeitiçados surge uma outra árvore, que Digory plantou em seu quintal. Somente anos depois é que esta árvore cairia e dela seria feito um armário...


Tirei meio ponto da nota pois eu realmente demorei para me engajar na história. O começo é um pouco parado, arrastado, e eu esperava por outra coisa. Também ajudou o fato de eu não estar esperando uma escrita tão infantil. Já sabia que o livro foi escrito para crianças, mas O senhor dos anéis e O Hobbit também foram, e nem por isso têm uma escrita infantilizada. Não que eu não goste, é só questão de se acostumar ao jeito como Lewis narra as crônicas.

Num geral, eu adorei a história. Amei saber como Nárnia foi criada, e ver alguns paralelos com o segundo livro (O leão, a feiticeira e o guarda-roupa) criados pelo autor. A narrativa vai te conquistando cada vez mais, e o leitor se apega aos personagens muito rapidamente.

Abaixo, no vídeo, conto a história desse primeiro livro, mas também comento um pouco sobre algumas questões do livro, no final:

6 comentários:

  1. Gostei da resenha, não conhecia o livro e nem nunca li nada de Narnia :p mas achei interessante a história, só senti um pouco falta de sua opinião, mas vi o vídeo e a resenha ficou completa, muito bom! A propósito: muito legal a abertura do vídeo :)

    Abraços
    www.entrepaginasdelivros.com

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  2. Que maravilha, escrevi um comentário enorme e apeguei sem querer :(
    Vamos lá de novo hahahaha
    Adoro os seus vídeos! Já falei isso mil vezes hahaha
    E gostei da sua resenha, porque embora eu tenha o maior preconceito com esse tipo de literatura (que estou tentando combater, juro!), eu "cai de para-quedas" e acabei assistindo ao filme um tempo atrás... e gostei!
    Ainda assim tenho meus receios, que espero esse ano combater hahaha
    Beijos

    Meu Meio Devaneio

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  3. Nossa, amei sua resenha em vídeo
    Fiquei muito curiosa em relação a toda série
    Vou procurar

    Beijos
    @pocketlibro
    http://pocketlibro.blogspot.com

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  4. Adorei a resenha, Mel! Eu amo livros com aventuras, assim como O Hobbit e Coração de tinta. Que pena que você achou um tanto infantil, mas ainda assim quero dar uma chance para o livro. Vi os filmes e gosto muito :D
    Beijos,
    http://www.gemeasescritoras.com/

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  5. Olá,

    te indiquei para um desafio literário. Verifique:
    »Desafio de férias

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  6. Sou suspeita pra falar desse livro pq eu amooooo! RS! É o meu preferido! Acho q seria um longa muito bom. Realmente ele é mais infantil, mas ele é voltado para esse público mesmo. Ainda assim, eu adoro!

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