27.12.13

Resenha: Quem é você, Alasca?

Quem é você, Alasca?, escrito por John Green.
Editora: wmfmartinsfontes
Páginas: 228
ISBN: 9788578273422
Miles Halter é um adolescente fissurado por célebres últimas palavras que, cansado de sua vidinha pacata e sem graça em casa, vai estudar num colégio interno à procura daquilo que o poeta François Rabelais, quando estava à beira da morte, chamou de o "Grande Talvez". Muita coisa o aguarda em Culver Creek, inclusive Alasca Young, uma garota inteligente, espirituosa, problemática e extremamente sensual, que o levará para o seu labirinto e o catapultará em direção ao "Grande Talvez".
Quem é Você, Alasca? - O Primeiro Amigo, a Primeira Garota, as Últimas Palavras - John Green


Miles é um adolescente de vida pacata e entediante. Um nerd em sua pior concepção: sem amigos e sem vida social alguma. Mas ele possui um gosto muito incomum por biografias (de autores, por exemplo, mesmo que nunca tenha lido nenhuma obra deles), sobretudo pelas últimas palavras ditas por famosos. Quando ele se depara com as últimas palavras do poeta François Rabelais ("Saio em busca de um Grande Talvez") , ele decide que é hora dele mesmo partir em busca de seu "Grande Talvez". Então escolhe estudar em Culver Creek, um internato que seu pai havia frequentado.

Lá, ele conhece o Coronel (quase todos nessa turma têm um codinome, inclusive ele - Gordo, uma ironia de Coronel, já que Miles é magricela e alto), o Takumi, a Alasca e outras pessoas peculiares, cada qual com sua personalidade e seus gostos (que são mais realçados quando se vive num internato, sempre a alguns quartos de distância - ou a uma puladinha da janela, diria Alasca.) Só que Alasca é uma pessoa diferente aos olhos de Miles: impulsiva, carismática, misteriosa e totalmente envolvente. Ele desenvolve um amor platônico (já que ela possui um namorado, de quem gosta) que, aos poucos, torna-se cada vez menos implícito. Enquanto isso, a amizade do grupo cria laços inimagináveis, principalmente quando era preciso se reunir para beber, fumar ou... Criar trotes. Juntos, tinham como diversão os trotes bem planejados, tendo como vítimas os calouros e, sobretudo, o diretor (codinome: Águia.)

Numa rotina rígida e repleta de estudos, Miles desenvolve um gosto especial pelas aulas de Religião com o Velho, um senhor que, dizem por aí, possui apenas um pulmão e pode morrer a qualquer momento. Nessas aulas, o garoto passa a refletir mais sobre a vida e sobre as questões que afligem a humanidade.

Porém, algo inesperado acontece na rotina dos jovens de Culver Creek. Algo que, sob o olhar de alguém de fora, era apenas algo infeliz e acidental. Mas que para Miles e sua turma era algo envolto em mistérios e fatos inexplicados

Nota: 4 de 10

Como digo, eu fui com sede ao pote... E isso foi o início dos porquês de eu ter me decepcionado tanto com este livro a ponto de tê-lo na minha (curta) lista de livros que não gostei de ler em 2013. Eu estava esperando muito da história, das personagens, da escrita do John Green. Estava esperando me envolver com o livro. E apenas a vontade de saber o que iria acontecer é que me fez continuar a ler. De resto, eu poderia simplesmente largá-lo sem piedade.

Isso porque eu não me conectei ao enredo. As personagens são extremamente irritantes, não cativantes e incrivelmente irresponsáveis (tudo bem que adolescentes são irresponsáveis, mas nem tanto né, John Green - e, aliás, nem todos com essa intensidade.) Miles é odiosamente maleável e influenciável. Nas raras vezes em que ele fazia o que ele queria, e não o que os outros pediam/mandavam, eu me surpreendia. E só consigo me lembrar de uma parte no final do livro, só umazinha, e ainda acho que ele seria burro caso não buscasse sua voz ativa naquele momento. Além disso, ele é extremamente negativo e "deixa estar" - daqueles que se contentam com o que têm. Não vi progresso nele, talvez um pouco com o que acabou por acontecer, mesmo assim eu ainda enxergava o Miles de antes ali. Alasca já é algo ainda mais à parte: a pior personagem com a qual já tive contato. E não adianta ela ter sido razoavelmente bem construída, pois duvido que a intenção do John Green era criar uma personagem tão odiável assim. De tão instável e maluca, chego a ter minhas dúvidas: será que ela sofria de bipolaridade e até mesmo o autor não se tocou disso? Apesar dela ter seus questionamentos, de ter sofrido muito na vida, não creio que uma pessoa tenha que ter essa carga emocional toda como um fardo, assim como Alasca. Quem sou eu para julgar sofrimento alheio, mas a menina vivia atormentada pelo passado, e não demonstrava ter perseverança numa saída para isso.

E é aí que entra a parte filosófica. Creio que o autor criou Alasca tendo-a como um artifício para temas filosóficos no livro, para poder transmitir certas lições de vida ao seu público alvo, os adolescentes. Porém, apesar dela encarnar a busca pela saída do Labirinto ("como sairei deste labirinto?", últimas palavras de Simon Bolívar segundo o livro O General no seu labirinto, de Gabriel García Márquez, que é o preferido de Alasca - o labirinto é: o sofrimento, a vida ou a morte?), a personagem e os acontecimentos não se conectaram para me convencer: entendo que o grande acontecimento seria uma espécie de resposta à pergunta sobre a essência do labirinto, um artifício do autor. Porém não me agradou, não me convenceu.

Passamos a vida inteira no labirinto, perdidos, pensando em como um dia conseguiremos escapar e em quanto será legal. Imaginar esse futuro é o que nos impulsiona para a frente, mas nunca fazemos nada. Simplesmente usamos o futuro para escapar do presente. p.56

O Grande Talvez de Miles, que aqui traduzi como uma busca por uma vida mais significativa e vivaz, apesar de esbarrar com o Labirinto de Alasca, perde-se no transcorrer da história. Penso que o autor poderia ter trabalhado melhor com esta questão. 

O grande "clímax" para todas estas questões filosóficas culmina numa aula do Velho, talvez a melhor parte do livro. Há a exposição de passagens contendo algumas lições, e achei algumas muito boas, porém como sendo isoladas. E, provavelmente, essa característica filosófica do livro seja a única que o salva - e creio que muita gente que o leu e gostou pelo menos um pouco tenha que concordar comigo quanto a esta parte valer a pena a leitura do livro (não digo concordar comigo quanto a esta parte ser a única que faça valer a leitura.)

Também encontrei problemas com a segunda parte do livro. Dividido em "antes" e "depois" do grande acontecimento, Quem é você, Alasca? peca por repetição, pela monotonia e pela circularidade da segunda parte. Tentando desvendar os mistérios que cercam o grande acontecimento, a turma de Miles quase nada fez durante mais de 100 páginas. Uma enrolação que me deixou cansada. Ainda mais porque descobrir o grande acontecimento era a única coisa que me fazia continuar com a leitura. Depois de descobri-la, fiquei curiosa quanto ao que eles descobririam a respeito dos mistérios, porém várias vezes me passou pela cabeça desistir e perguntar para alguém.

Sei que muitos amam esse livro, e respeito a opinião de todos - os adoradores, os indiferentes e os odiadores (e peço respeito quanto à minha opinião também). Porém, infelizmente, John Green ainda não me conquistou. Tenho os outros livros dele aqui para serem lidos, e com certeza os lerei, principalmente ACEDE, porém não sei com que ânimo ou quando o farei.

Também gravei um vídeo-resenha para o livro :) Assistam, curtam o vídeo se gostarem e se inscrevam no canal! ♥♥

23 comentários:

  1. Ainda não li nenhum livro desse autor, mais tenho vontade e também quero ler esse ai.
    Pela sinopse parece ser interessante, dei uma desanimada pelo que li na sua resenha, mais assim que possível vou ler ele.

    http://momentocrivelli.blogspot.com.br/

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    1. Leia, sim! Depois quero saber o que achou, ok? Me conte ;)
      E não desanime, muitas pessoas amam o livro. Ainda bem que existem opiniões diversas, não?
      Beijos

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  2. nossa com essa resenha fico até com medo de ler o livro e não gostei,agora não sei se dou uma chance ao livro.
    http://blogradioactive.blogspot.com.br

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    1. Dê, sim! Quem sabe você gosta? Ainda bem que existem tantos gostos diferentes nesse mundo rs
      Beijos

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  3. Que pena que você se decepcionou, Mell! Tenho vontade de ler, mas agora sei que não posso ir com tanta sede ao pote na leitura...
    Acho que você vai gostar mais de O Teorema Katherine (achei sensacional!). Leia e depois me conte.
    Beijos.

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    1. Leia, sim, Babi, depois quero saber o que achou. Acho que você irá gostar, principalmente agora que sabe dos riscos rs
      Lerei O Teorema, já até tenho ele aqui :) Pretendo ler todos os que faltam do John esse ano!
      Beijos

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  4. Oi, Mell!!
    Finalmente alguém que não aclama John Green como um deus que nunca erra! rs
    Não li esse livro, acho que depois da sua resenha (e eu confio no seu gosto), vou deixá-lo de lado.
    Aliás, amei seu vídeo! Morro de vontade de gravar resenhas assim, mas não me sinto à vontade... Quem sabe você não me dá umas dicas? Claro que linda desse jeito fica fácil aparecer rs... Mas eu acho que consigo perder a vergonha!
    Beijos

    Meu Meio Devaneio

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    1. Pois é, muito difícil ver alguma resenha negativa em relação ao John Green, e eu não entendo isso haha Mas tudo bem...
      Fico muito feliz que confie no meu gosto *-* Mas dê uma chance ao livro, quem sabe você gosta? Se chegar a ler, depois me conta o que achou, também confio no seu gosto o/
      Olha, é normal não se sentir à vontade com vídeos. No começo eu morria de vergonha, mas acredito sinceramente que vídeos aproximam o autor dos leitores, sabe? Adoro quando algum blogueiro que gosto faz vídeos, dá para saber mais como ele fala, o jeito dele etc. Sem contar que fica como sendo um bate-papo, né? Eu acho que você deveria tentar *-* Seria lindo assistir a vídeos seus!
      E nem vem rs Obrigada pelo elogio, mas beleza não conta muito não. Conta mais é o que a pessoa acha e como ela expõe, por isso morro de medo de ser chata nos vídeos...
      E também acho que consegue perder, sim. Mesmo que demore, como aconteceu comigo rs
      Beijos

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  5. Mell, esse é provavelmente o livro que menos gosto do John Green, justamente o mais amado (acho que talvez perca pra A Culpa hoje em dia, mas não tenho certeza). Claro, não seria um nota 4 pra mim, mas ele fica lá pelo 7. Achei bom, mas esperava muito, muito mais.

    Então, quanto às personagens serem irritantes? Ok, o Miles é. Critiquei muito o personagem na minha própria resenha na época. Mas, vi o personagem crescer com o passar da história. Acho que essa seja a razão por que, diferente de você, achei a parte do "depois" melhor. Já a Alasca, não consigo achar irritante. Acho a personagem muito bem construída e não acho difícil de acreditar que uma pessoa possa viver atormentada pelo passado dessa forma. Quando li, fez todo o sentido. Aliás, a Alasca foi o único motivo por que gostei (mais ou menos) do "antes".

    O que eu mais gostei no livro foi realmente a parte das reflexões, e obviamente daquele professor de religião (aliás, aquelas aulas de religião eram o que eu sempre queria ter tido nas minhas aulas de religião do colégio, mas nunca tive). Acho que o John Green acertou muito nisso, como ela geralmente acerta, mas pode acreditar que ele melhorou com o passar do tempo. Juro! A escrita dele é essa mesma, os personagens às vezes parece que se repetem e isso me irrita um pouco, e não vejo motivos pra tanta gente botar num pedestal, mas acho que é um bom autor que sabe escrever sobre e para jovens. Acho que ele só não estava tão ~amadurecido~ em LFA (e foi o primeiro, né? A gente dá um desconto, assim como faz com os ~grandes nomes da literatura~ também).

    Enfim, não tenho muito por que defender o livro se eu mesma não gosto tanto dele. Mas eu sugiro que você dê mais uma chance pro John Green, Mell. A Culpa é claramente um livro que foi ele quem escreveu, as reflexões (que você gostou, né?) estão lá, tem metáforas ~espertas~ mas é bem diferente, e é muito melhor (e, por sinal, Katherines também é bem legal. Não gosto tanto de Paper Towns, e acho que quem gosta dele geralmente gosta de Alaska também).

    Beijo! (tá aí o longo comentário prometido hahaha)

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  6. Sério que você não gostou de Quem é você, Alasca?, eu amei!!! Claro que não é a perfeição que foi ACEDE, mas a gente dá um desconto por ser o primeiro livro dele.
    Eu achei Miles u menino bastante inseguro, imaturo e tímido, e isso explica um pouco sua falta de atitude, mas acredito que o livro é mais sobre a Alasca do que sobre Miles, e é ela que elucida o Grande Talvez que tanto se fala. Sem contar a parte filosófica que me encantou, é bem raro encontrarmos livros que tratem esse assunto.
    De qualquer forma, gosto é gosto, e que graça teria o mundo literário se todo mundo gostasse dos mesmos livros? O bom é a gente discordar e poder conversar a respeito.
    B-jussssssss!

    http://www.quemlesabeporque.com

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    1. ACEDE é meu próximo livro do John Green, Nina :) Estou ansiosa pela leitura!
      Achei que o Grande Talvez não seja encarado tanto pela Alasca, mas sim pela nova vida que o Miles passa a ter em Culver Creek, e Alasca se insere aí. Acho que ela encara mais o Labirinto, mesmo. Mas concordo que o livro é mais sobre ela do que sobre o Miles...
      Nem me fale, como minha mãe diz, rs, o que seria do branco se todos gostassem do amarelo? ;)
      Beijão

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  7. Parece que esse livro não é de todo ruim
    Tem algumas coisas que se salvam
    Mas esses personagens e essa repetição toda cansa bastante

    Beijos
    @pocketlibro
    http://pocketlibro.blogspot.com

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    1. Sim, tem alguns pontos do livro que salvam, tipo a parte filosófica, mas de um todo não me cativou, sabe? :(
      Beijos

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  8. Oooooi,

    Pena que você não curtiu o livro, mas entendo o que você quer dizer. Particularmente gosto mais do DEPOIS do que do ANTES, mas é um dos meus favoritos porque quando terminei a última linha, me senti diferente, refleti sobre os percalços deles e pensei junto com o Miles sobre tudo.

    Mas obviamente não julgo quem não gosta pq se tem uma coisa que eu respeito é a opinião alheia, principalmente quando o assunto é literatura. Diferentes livros tocam diferentes pessoas de diferentes formas. E é isso. :)

    Beijo!!!!

    Raquel
    www.pipocamusical.com.br

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    1. Queria muito que a leitura tivesse mudado o modo como vejo o mundo, igual fez contigo, mas não aconteceu :(
      Sim, respeitar a opinião alheia é super importante. Infelizmente, muitas pessoas não o fazem :( Acho tão recompensador isso que disse, de "Diferentes livros tocam diferentes pessoas de diferentes formas"... Muito verdade!
      Beijos

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  9. Olá, tudo bem?
    Eu acabei de ler esse livro e posso dizer que, de modo geral, eu gostei! A história é criativa, como tudo o que o John escreve, a parte filosófica pra mim é a melhor parte e os personagens são bem construídos!

    Não achei uma história demais, inesquecível.. mas eu consegui refletir bastante quando terminei de ler!

    Beijos,
    Leitora Online

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    1. Eu não achei muito criativo, sabe? Achei só o "grande acontecimento" algo diferente, ele arriscou ao fazer isso.
      Também não achei que são tão bem construídos, mesmo assim concordo sobre a parte filosófica, que é o ponto principal do livro...
      Beijos

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  10. Pela resenha me interessei pela personalidade dos personagens (mesmo vc não tendo gostado) haha na verdade, pela história da primeira parte toda. A segunda parte, se é parado assim mesmo, também não gostaria. Bjs

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    1. Os personagens são interessantes, como o autor consegue criar pessoas tão irritantes assim? Mas tem gente que aaaama a Alasca, então vai saber, quem sabe você gosta?

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  11. Sua resenha me fez ter ainda mais vontade de ler. Li muitas resenhas e assisti também sobre ele. Me apaixonei pela escrita do John em A Culpa é das Estrelas, depois passei a'O Teorema Katherine e bem, não foi uma decepção,na verdade me diverti bastante, mas não foi nem de longe tão bom quanto. As resenhas de Quem é você, Alasca são tão divididas que só me enchem de curiosidade, rs.


    https://www.facebook.com/jessica.veiga.397

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  12. PRA QUEM SE DESANIMOU A LER O LIVRO AO LER ESTA RESENHA: leia!
    Acredito que todo mundo aqui tem sua opinião, e respeito a da mell, mas, na minha concepção, é um livro MUITÍSSIMO BOM. Esse foi o primeiro livro de John Green que li, e devorei-o em algumas horas. É um livro que É para se devorar. Alasca é uma personagem impulsiva e intensa, e pra que tu consiga realmente apreciar esse livro, tem de seguir o protocolo da personagem, porque, só assim, tu vai realmente "sentir" o clima do livro.
    Amo de paixão livros que me fazem refletir depois de seu término, e "Quem é você, Alasca?" foi um que me fez pensar, no mínimo, bastante. Toda essa filosofia envolvida no livro é fascinante.
    Quanto aos personagens, devo concordar com a mell que, sim, miles não teve nenhum progresso no livro e pode ser, de certa forma, sem sal. Mas se ele não fosse sem sal, como poderíamos sentir essa energia toda de Alasca? Acredito que é esse contraste que torna essa personagem tão interessante e que, com toda a certeza, dá vontade de conhecer.
    Já li mais dois livros do mesmo autor: "A culpa é das estrelas" e "O teorema Katherine". Nenhum dos dois chegou ao pé de "Quem é você, Alasca?". Esse livro tem simplesmente "algo a mais" que nenhum dos outros dois possui.
    E aqui umas das minhas passagens favoritas do livro:
    " - Mas por que Alasca? - perguntei.
    Ela sorriu com o canto direito da boca. - Bem, depois eu descobri o que significava. É uma palavra de origem aleúte, Alyeska. Significa 'aquilo em que o mar bate', e eu adorei. Mas, naquela época, só conhecia o Alasca do norte. Era grande, como eu queria ser. E estava bem longe do Alabama, como eu queria estar."

    "Então ela se tornou impulsiva. O medo da inércia fez com que ela entrasse num estado perpétuo de movimento."

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  13. Primeira vez que leio uma resenha desse livro que bate tanto com a minha opinião.
    Concordo com absolutamente TUDO que você disse.
    Já li 4 livros do John Green e na minha opinião esse é o pior justamente pelas personagens. Como você disse, todos são irritantes, não cativantes e irresponsáveis demais. Faltou muito carisma.
    Para mim Alasca sofria de sérios problemas psicológicos. E o que mais me irritou durante o livro foi o fato de ninguém questionar as atitudes dela. Ela era uma deusa para o Miles e pronto.
    Mas dê uma chance para ACEDE porque esse sim é lindo!

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  14. Oi, Mell! Vi o seu vídeo pois estava justamente procurando uma resenha negativa do Quem e você Alasca. Eu também não gostei e achei decepcionante. Esperava algo bem mais legal e principalmente personagens mais bacanas... Achei praticamente todos chatos a beça... E não gostaria de ser amiga de nenhum deles. Estava há bastante tempo namorando esse livro e tinha visto só criticas positivas. Tanto que pedi (e ganhei) ele de natal... Já no começo da leitura me senti frustrada. Mal posso acreditar que o John Green ganhou um premio por esse livro. Acho que a frase que mais exprime meu sentimento com relação ao livro: Não me convenceu. Achei a ideia boa, mas os personagens irritantes e incoerentes... Como um bando de cdfs, inclusive bolsistas, fazem um monte de merda o tempo todo e vão bem nas provas e em tudo mais? Pra mim isso não faz sentido. Se você ver no Apanhador no Campo de Centeio (esse sim, um baita livro), o personagem faz merda, logo e expulso do colégio... Inclusive eu não achei os personagens muito bem construídos não... Pra mim, personagens bem construídos te convencem... Só achei que eles foram construídos... mas de uma forma muito sem noção, mesmo. O que 'salvou' de ser uma completa perda de tempo pra mim foi o que você falou... Os ensinamentos do velho... A questão do perdão. E as tais das ultimas palavras. Mas não recomendaria esse livro. Com isso, acho que desisto do John Green. Li o ACEDE, do qual eu nunca tinha ouvido falar.... ou seja: sem expectativas! E gostei bastante. Me emocionei e tudo mais... Apesar de ser um romance 'agua com açúcar', me conectei muito com esse livro. Na empolgação li o Teorema de Katherine que me decepcionou tb (acho que não tanto quanto esse da Alasca, mas não tenho certeza). Então vou considerar que valeu o investimento no ACEDE e pronto... Já tive John Green suficiente... Tou velha pra ficar perdendo tempo.

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