resenha 1

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Ensaio sobre a cegueira Saramago

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Uma duas Eliane Brum

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ao farol virgínia woolf

resenha 4

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mulheres de cinzas mia couto

resenha 5

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Extraordinário Luandino Vieira

resenha 6

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Luuanda Luandino Vieira
28.11.13

Imagem: aqui.
Creio que todo bom leitor tenha seus autores preferidos. E por conta disso, também imagino que a curiosidade sobre a vida de nossos "mestres", se me permitirem chamá-los assim, não seja pequena. Guiada por esta curiosidade é que decidi pesquisar sobre alguns queridinhos meus e, numa das "fuçadas", caí de paraquedas numa matéria do The Guardian (foi através deste post do blog A leitora que cheguei até a matéria do jornal.) A partir deste site pude adentrar um pouquinho (mas só com a pontinha do sapato, mesmo) no mundo de vários escritores renomados, de várias lendas do mundo literário, e perceber que há muita humanidade por detrás daquela imagem concebida como leitora e fã. Muito bom ter contato com fotos e com a realidade propriamente dita, daqueles que me influenciam e me fazem tão bem com seus incríveis trabalhos.

E por isso mesmo é que achei bacana trazer aqui no blog algumas partes da coluna do The Guardian. Alguns ambientes inspiradores em alguns posts...

A começar pelo local de trabalho da Jane Austen (fiz resenha de Orgulho e Preconceito aqui.)

Não muito antes de morrer, Jane Austen descreveu a sua escrita como sendo feita com um pincel fino numa "pequena mesa (de não mais que duas polegadas de largura) de marfim". Seus romances não são miniaturas, mas ela trabalhou numa superfície não muito maior que aquelas duas polegadas de marfim. Esta frágil mesa de madeira de 12 lados num simples tripé é, provavelmente, a menor mesa já usada por um escritor, e é onde ela se estabeleceu como escritora depois de um longo período de silêncio. Seus primeiros romances foram escritos no andar de cima da reitoria de seu pai, em Hampshire, e ainda eram inéditos quando a família se mudou para Bath, em 1800, onde escrever se tornou praticamente impossível para ela. Somente em 1809, quando ela retornou a Hampshire e se instalou na casa de campo de seu irmão Edward, nomeada Chawton, é que pode se aplicar à escrita novamente.

Chawton Cottage foi uma casa de mulheres - Austen, suas filhas e sua amiga Martha Lloyd - todas tomando conta dos afazeres domésticos e do jardim. Mas à Jane era permitido um tempo privado. Como não tinha um quarto só para ela, estabeleceu-se perto da pouco usada porta da frente, e ali "ela escreveu em pequenas folhas de papéis que poderiam ser facilmente guardadas, ou escondidas por um pedaço de papel mata-borrão". Uma porta de balanço que rangia lhe advertia caso alguém estivesse se aproximando, e ela se recusava a deixar que alguém concertasse o barulho.

Desta mesa, os manuscritos revisados de Razão e Sensibilidade e Orgulho e Preconceito foram para Londres para serem publicados em 1811 e 1813. Desta mesa também surgiu Mansfield Park, Emma e Persuasão. Ali, ela recebeu os comentários encorajadores dos vizinhos - a senhora Bramston de Oakley Hall, que descreveu Razão e Sensibilidade e Orgulho e Preconceito como "francamente absurdos", e a "querida senhorita Digweed" que afirmou "se ela não conhecesse a autora, muito dificilmente conseguiria terminar Emma".

Austen morreu em 1817, e depois da morte de Cassandra em 1845, a mesa foi dada a um criado. Hoje, de volta à antiga casa, ela mostra a todos os visitantes a modéstia de um gênio.

O que mais me surpreende na foto é, realmente, a simplicidade dos móveis. A simplicidade de um local em que foram concebidas várias histórias que influenciaram gerações, e que ainda influenciam a atual. Pois é admirável a genialidade alicerçada em algo tão simples. Prova viva de que o significativo vem de dentro, não de fora (apesar deste influenciar não precisa ser, sempre e invariavelmente, determinante.)

Obs: Desculpem se os mais inteirados encontrarem algum erro no texto acima. Eu arrisquei traduzi-lo do The Guardian, com a ajuda do meu namorado (muito obrigada!)

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23.11.13

Meme criado pela Tamara do True Luv. (Imagem: aqui)
Sabe-se que Alice no país das maravilhas é uma história nonsense, mas infantil. Com ele acontece o mesmo quando um adulto lê As crônicas de Nárnia: deve-se ler nas entrelinhas. A leitura é diferente para cada faixa etária, e devo dizer que, quando eu reler, tirarei outras lições dele (ou deles, já que pretendo reler Nárnia um dia também) e, óbvio, com isso consigo várias quotes.

- Mas eu não quero ficar entre gente maluca - Alice retrucou.
- Oh, você não tem saída - disse o Gato. - Nós somos todos malucos aqui. Eu sou louco. Você é louca.
- Como você sabe que eu sou louca? - perguntou Alice.
- Você deve ser - afirmou o Gato. - Ou então não teria vindo para cá.
(...)
- E como você sabe que você é maluco?
- Para começar, - disse o Gato - um cachorro não é louco. Você concorda?
- Eu suponho que sim - respondeu Alice.
- Então, bem, - o Gato continuou - você vê os cães rosnarem quando estão bravos e balançar o rabo quando estão contentes. Eu rosno quando estou feliz e balanço o rabo quando estou bravo. Portanto, eu sou louco.
- Eu chamaria isso de ronronar, não rosnar - disse Alice.

Da minha breve (e descuidada) primeira leitura de Alice no país das maravilhas, tenho o Gato de Cheshire como uma das melhores personagens do livro, se não a melhor. Ele, sempre irônico e astuto, promove vários diálogos sensacionais, como o da quote acima. 

Você se considera louco? E comum? Pois sendo todos loucos por ali, e Alice estava ali, ele a tem como alguém diferente, fora do comum. Mas temos mesmo que seguir sempre um mesmo consenso? Condutas pré-estabelecidas? Só porque o normal de um cachorro é rosnar quando bravo e sacudir o rabo quando alegre, não quer dizer que quem não o faz é incomum ou maluco. Até porque é uma perspectiva de muitos outros indivíduos: os cachorros. E não dos gatos, ou algo universal.

Não sei se consegui transmitir os pensamentos e interpretações que surgiram ao ler essa passagem, mas ela leva qualquer adulto a pensar (ou pelo menos perceber que há algo ali que deve ser aprofundado.)

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20.11.13

O velho e o mar, de Ernest Hemingway.
Editora: Bertrand Brasil
ISBN: 9788528607598
Páginas: 128
{Esta não foi a edição que li, pois a minha é antiga, comprada em sebos. A da Bertrand é a mais recente, pelo que conheço}
Há 84 dias que Santiago, um velho pescador, não apanhava um só peixe. Por isso já diziam que se tornara salao, ou seja, um azarento de pior espécie. O menino que o ajudava – e que o estimava – foi forçado pelos pais a trocar de barco. Mas Santiago é de rija têmpera, acredita em si mesmo, e parte sozinho para o mar alto, munido da certeza de que desta vez, será bem-sucedido no seu trabalho.
Esta é a história de um homem na solidão do alto-mar, com seus sonhos e pensamentos, com sua luta pela sobrevivência, com sua inabalável confiança na vida. Com esse fio de enredo – tenso fio como o que prende a ponta da linha o grande peixe que acaba de ser pescado – Ernest Hemingway arruma uma das mais belas obras da literatura contemporânea. 
O velho e o mar é um livro imortal, uma obra-prima do nosso tempo. [Fonte]


Sobre o que se trata

O velho e o mar narra um período da vida de um velho pescador cubano chamado Santiago. Sem pescar há quase três meses, o miserável pescador sonha todos os dias, antes de sair para mais um dia de pescarias (estas, ilusórias por um bom tempo - o que lhe agravava a situação financeira), em pescar um peixe grande, do tipo que já há muito tempo pescava; ele é um pescador que, não obstante a sua fama atual que indica mal agouro aos pescadores (imagine como é ficar apenas com prejuízos durante um quarto do ano em sua profissão), é conhecido por ser um grande conhecedor da pescaria e do mar. Assim, Santiago é respeitado por todos de sua vila.

Ele teve consigo durante muitos anos um jovem aprendiz, o qual ensinou a pescar desde muito pequeno. Manolim, o rapaz, é, no entanto, forçado pela família a procurar um outro emprego noutro barco de pescas para que pudesse realmente ajudar em casa financeiramente. E nisso Santiago fica sozinho, sem ajudantes ou parceiros de pescas.

Portanto, no octogésimo quinto dia sem pescar, ele parte para o mar sozinho e com uma esperança enorme de que naquele dia iria pescar um peixe grande. Pois ele tinha o dia 85 como um dia de sorte, principalmente baseado em baseball, seu esporte preferido. E, para mudar um pouco de hábitos (e ver se assim a sua sorte mudava junto), ele vai pescar numa área em que os pescadores não estavam acostumados a pescar.

E não é que ele pesca um peixe grande mesmo? 

Porém, mais do que isso, acima de qualquer expectativa sua, a força do peixe o espanta: não se tratava de um simples peixe grande... O peixe era gigantesco, enorme, maior até do que sua canoa de pescaria! Ele estava rebocando a canoa e o velho! 

Surpreendido, Santiago passa a enfrentar dificuldades e mais dificuldades para conseguir enfrentá-lo. Passa dias e noites esperando que o peixe se canse e venha à tona para podê-lo, enfim, matá-lo e voltar para casa. E vendê-lo, pois se tratava de um espadarte, de carne boa e muito cotada no mercado. A sua sorte mudara, e ele lutou bravamente (cortando suas mãos, sofrendo de dores nas costas para suportar a linha que o unia ao peixe, quase perdendo a visão e a consciência...) até cansar aquele peixe.

Minhas impressões

Ernest Hemingway passou um período da sua vida em Cuba, inclusive pescando. Ele sabia do que estava falando ao escrever o livro. E, realmente, sua escrita, além de concisa, é singelamente bonita. Os retratos  do mar e da profissão de pescador que ele fornece ao leitor são ricos e belamente expostos. Nada como ser inserido numa aventura, no meio do mar aberto, à noite e envolto pelas belezas marinhas noturnas: fosforescência, brisas, luares... Tudo muito tocante.

Recentemente li um livro (que considero um conto, explico nessa resenha aqui) chamado O amor mora ao lado, da Debbie Macomber, e sim, é contemporâneo, chick-lit, totalmente deslocado do contexto de O velho e o mar. Mas o ponto é: eu percebi, principalmente depois de ler estes dois livros curtos e totalmente diferentes, que um livro pode ser breve, porém muito bem construído. E é o que acontece com O velho e o mar (e que não acontece com O amor mora ao lado.) Santiago é uma personagem bem construída, sobretudo psicologicamente, o cenário é pincelado com maestria e o propósito do livro surge naturalmente.

Aliás, aqui entro na grande questão do livro: ele é para ser lido nas entrelinhas. As metáforas que o envolve transmitem lições de vida não somente aos pescadores, como expõe a superfície da narrativa, mas estende-se ao universal: você pode não estar preparado para aquilo que tanto deseja, que tanto sonha em ter. E a queda pode ser dolorosa, apesar de seus esforços mostrarem que é perseverante. 

Spoiler! (pessoalmente, sou a favor desse spoiler, pois o livro é curto e, sem o que direi a seguir, a compreensão da grandiosidade da obra seria quase que insignificante... Mas, é uma escolha sua...)
Santiago finalmente consegue matar o peixe, porém, como se trata de um animal muitíssimo grande, tem que amarrá-lo junto à canoa, não cabendo dentro do barco. Então, o peixe fica o caminho inteiro de volta (que é longínquo) à mercê das criaturas do mar, inclusive os tubarões. Pois ao ser morto, deixou um rastro de sangue que incitou o ataque de muitos tubarões, os quais destruíram o peixe e deixaram Santiago sem um teco sequer da carne valiosíssima. É aí que entra a grande metáfora do livro (ou a que eu consegui depreender da história, para deixar bem claro): será que estamos preparados para o que tanto queremos? Sem ajudantes, nem técnicas e suportes para uma pescaria daquele porte, Santiago conseguiria chegar até a praia com o seu peixe intacto?

Fica aí uma questão para a vida e a indicação de um livro incrível, que rendeu um prêmio Pulitzer ao autor.

No Youtube


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18.11.13

Meme criado pela Tamara do blog True Luv. (Imagem: capa do livro.)
Estipulei postar este meme no domingo, mas como não estou acostumada (e minha cabeça anda nas nuvens por motivos de provas), esqueci completamente que ontem era domingo e, portanto, dia de postar. Mas indo ao que interessa, hoje trago passagens de um dos meus livros preferidos: Harry Potter e a pedra filosofal (ui, clichê!) Li esse livro quando era pré-adolescente ainda, e antes de relê-lo eu já não lembrava mais da escrita da J.K... Pois no começo desse ano resolvi retomar esta incrível aventura, e não é que me surpreendi novamente?

A escrita da J.K. é simplesmente envolvente e encantadora. As personagens são cativantes e muito bem construídas. Acho que tinha desacostumado com a personalidade de Dumbledore, só retendo a sua imagem séria e respeitadora, pois os momentos em que ele aparecia eu sempre ria com o seu jeito jovial e espontâneo de ser! Acho que Dumbledore é uma das melhores personagens já criadas pela autora, para não dizer a melhor...

- Ia ser uma graça se, no próprio dia em que Você-Sabe-Quem parece ter finalmente ido embora, os trouxas descobrissem a nossa existência. Suponho que ele realmente tenha ido embora, não é, Dumbledore?
- Parece que não há dúvida. Temos muito o que agradecer. Aceita um sorvete de limão?
- Um o quê?
- Um sorvete de limão. É uma espécie de doce dos trouxas de que sempre gostei muito.
- Não, obrigada - disse a Profa. Minerva com frieza, como se não achasse que o momento pedia sorvetes de limão. - Mesmo que Você-Sabe-Quem tenha ido embora.

Simplesmente AMO essa quote! Tem como não adorar esse velhote que ama sorvete de limão? Pela sua simplicidade e pelo seu carisma, aliados ao fato inusitado (vende-se sorvete em cada esquina, onde já se viu um mundo mágico e próspero não conhecer sorvete? Coitados...), Dumbledore conquistou a minha atenção já nessa sua primeira aparição (logo no primeiro capítulo.)

Outras quotes:
- Sei que não vê - disse a professora parecendo meio exasperada, meio admirada. - Mas você é diferente. Todo mundo sabe que é o único de quem Você-Sabe... Ah, está bem, de quem Voldemort tem medo.
- Isto é um elogio - disse Dumbledore calmamente. - Voldemort tinha poderes que nunca tive.
- Só porque você é muito... bem... nobre para usá-los.
- É uma sorte estar escuro. Nunca mais corei assim desde que Madame Pomfrey me disse que gostava dos meus abafadores de orelhas novos.
- Será que eu podia... podia me despedir dele, professor? - perguntou Hagrid.
Ele curvou a enorme cabeça descabelada para Harry e lhe deu o que deve ter sido um beijo muito áspero e peludo. Depois, sem aviso, Hagrid soltou um uivo como o de um cachorro ferido.
- O que é que o senhor vê quando se olha no espelho?
- Eu? Eu me vejo segurando um par de grossas meias de lã.
Harry arregalou os olhos.
- As meias nunca são suficientes. Mais um natal chegou e passou e não ganhei nem um par. As pessoas insistem em me dar livros.
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10.11.13

Eu adoro quotes, e quem acompanha o canal do blog no Youtube já deve ter deparado com um vídeo chamado Minhas quotes/citações preferidas (sintam-se à vontade para responderem, eu iria amar.) Criei essa tag porque eu realmente amo de paixão marcar as passagens dos livros que leio (e nos livros também, tenho flags e nenhum medo de marcá-los com elas - com caneta/lápis é outra história...) e sempre simpatizei muito com este meme que rola solto pelos blogs e posts escritos. O quote da semana foi criado pela Tamara do True Luv, mas eu vejo sobretudo no blog Di Moça da Jeh.

Esta semana eu terminei O apanhador no campo de centeio e marquei quase o livro inteiro! Achei uma ótima oportunidade para compartilhar com vocês a parte que mais gosto do livro (por isso a imagem do post: é a primeira capa - e a mais conhecida - que o livro teve)...
— Escuta. Se você fosse um peixe, a Natureza ia tomar conta de você, não ia? É ou não é? Ou você acha que tudo quanto é peixe morre quando chega o inverno, hem?
Eu ainda não fiz a resenha do livro, mas com certeza em breve irá aparecer por aqui, mas adiantando um pouquinho para contar o porquê de eu amar essa passagem (e não a mais conhecida do livro, em que a personagem principal explica o título do livro), o livro conta o que acontece na vida de Holden Cauldfield em alguns poucos dias da semana em que seus pais - de uma família abastada de Nova York - receberiam a notícia de que ele foi novamente expulso do internato. Ele decide não ficar naquela escola odiosa do interior (ele critica absolutamente tudo, e odeia grande parte de tudo) e vai passar uns dias na cidade grande, perambulando até dar tempo dos pais receberem a notícia (longe dele, é claro.) Ele acaba se sentindo tão sozinho (e perdido, sem nem mesmo perceber) que em todo o momento ele busca uma companhia, sobretudo a de pessoas que marcaram a sua vida até ali - uma amante, um professor, a sua irmãzinha... Acontece que o seu psicológico é tão atormentado, e tão maravilhosamente bem construído pelo autor, que o livro possui diversas passagens incríveis carregadas de metáforas. O livro é, em si, uma grande lição de vida.

Aí eu comento a quote: Holden busca um ficar eternamente na juventude. Ele não quer crescer e adquirir a negatividade que tanto critica nos adultos. Ele trabalha o livro todo com o assunto da mudança (aqui sempre negativa), sendo sutilezas (ou não) apresentadas por Salinger. E esta passagem de cima representa grandiosamente este tema. Holden é muito intrigado quanto ao fato dos pássaros que vivem num dos lagos do Central Park sumirem no inverno, quando tudo se congela. E pergunta isso aos taxistas da cidade. É uma pergunta encarada como besta por todos os interlocutores da personagem principal, e o mais interessante é que, apesar de Holden ficar nervoso quando as pessoas respondem negativamente à pergunta, parece que ele próprio já sabe a resposta. Esta fala é a de um taxista, a qual "explica" que a natureza tomaria conta de Holden. Ou seja, não tem escapatória, a vida é uma constante mudança... Quando chega o inverno, a natureza se adapta, os pássaros vão para outro lugar. Assim como a adolescência de Holden. Entretanto, isso não significa que ele será infeliz com o rumo que a sua vida tomará.

Lembrando que esta é uma interpretação minha. O livro é permeado por metáforas e cada um que o lê tirará diversas interpretações diferentes das alheias. E este é um ponto da obra que mais me fascina. Não vou me prolongar, a resenha do livro já será muito longa porque é lá que devo explicar quase tudo o que depreendi deste livro incrível (será que ele está disputando o primeiro lugar do livro que mais gostei de ler em 2013 com O grande Gatsby? Só será? rs)

Outras quotes do livro:
Bom mesmo é o livro que quando a gente acaba de ler fica querendo ser um grande amigo do autor, para se poder telefonar para ele toda vez que der vontade.
Não é nada engraçado ser covarde. Talvez eu não seja totalmente covarde. Sei lá. Acho que talvez eu seja apenas em parte covarde, e em parte o tipo do sujeito que está pouco ligando se perder as luvas. Um de meus problemas é que nunca me importo muito quando perco alguma coisa — quando eu era pequeno minha mãe ficava danada comigo por causa disso. Tem gente que passa dias procurando alguma coisa que perdeu. Eu acho que nunca tive nada que me importaria muito de perder. Talvez por isso eu seja em parte covarde. Mas isso não é desculpa. Sei que não é.




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1.11.13

Esta ilustração faz parte do livro Mrs Dalloway, da editora Autêntica. A autora é a Mayra Martins Redin. Veja aqui a edição.
Eu sempre gostei muito de planejar as minhas leituras, mas nunca realmente consegui seguir uma meta rígida e programada. É que eu gosto bastante de terminar um livro e ter a liberdade de escolher o próximo de acordo com o meu "mood literário". Às vezes eu acabei de ler um livro pesado e quero um outro que irá me descontrair mais, e presa à programas isso não é possível, e quase nunca dá para se aproveitar melhor a leitura, já que você está com a cabeça para outro tipo de história/escrita. Pois bem, aquela tag 12 livros para 2013 que respondi foi um fracasso! De 12 livros, até agora só li 2 (tem o desconto de um ser A guerra dos tronos, gi-gan-te), e é pouco provável que eu leia mais dessa lista até o ano acabar.

Pensando nisso, resolvi criar uma outra tag, adaptada aos meus moldes de leitura: imagino que quero ler alguns livros no ano que vem, principalmente os que eu queria muito estar lendo agora mas não consegui (falta tempo para isso snif), e compartilho com vocês. Esse é o tipo de meta que eu consigo fazer e dar mais certo de realizar... Então vejamos o que estou pensando em ler em 2014 :)

Clássicos

O sol é para todos, da Harper Lee - LIDO: Resenha escrita e em vídeo.
Um dos romances mais adorados de todos os tempos, O sol é para todos conta a história de duas crianças no árido terreno sulista norte-americano da Grande Depressão no início dos anos 1930. Jem e Scout Fincher testemunham a ignorância e o preconceito em sua cidade, Maycomb – símbolo dos conservadores estados do sul dos EUA, empobrecidos pela crise econômica, agravante do clima de tensão social. A esperta e sensível Scout, narradora da trama, e Jem, seu irmão mais velho, são filhos do advogado Atticus Finch, encarregado de defender Tom Robinson, um homem negro acusado de estuprar uma jovem branca. Mas não é só nessa acusação e no julgamento de Robinson que os irmãos percebem o racismo do pequeno município do Alabama onde moram. Nos três anos em que se passa a narrativa, deparam-se com diversas situações em que negros e brancos se confrontam. Ao longo do livro, os dois irmãos e seu pequeno amigo de férias, Dill, passam por tensas aventuras, grandes surpresas e importantes descobertas. Nos episódios vividos ao lado de personagens cativantes, como Calpúrnia, Boo Radley e Dolphus Raymond, aprendem e ensinam sobre a empatia, a tolerância, o respeito ao próximo e a necessidade de se estar sempre aberto a novas idéias e perspectivas. O sol é para todos é o único livro de Harper Lee. Sucesso instantâneo de vendas nos EUA, que se tornou um grande best-seller mundial. Recebeu muitos prêmios desde sua publicação, em 1960, entre eles, o Pulitzer. Traduzido em 40 idiomas, vendeu mais de 30 milhões de exemplares em todo o mundo e, em 1962, foi levado às telas com Gregory Peck - ganhador do Oscar por sua interpretação de Atticus Finch - Brock Peters, Robert Duvall e outros. O Librarian Journal dos EUA deu sua maior honraria à história elegendo-a o melhor romance do século XX. Em 2006, uma pesquisa na Inglaterra colocou O sol é para todos no primeiro lugar da lista de livros mais importantes, seguido da Bíblia e de O senhor dos anéis, de J. R. R. Tokien. Também entrou para a lista da Time Magazine dos Cem Melhores Romances de Todos os Tempos.

Sabe quando dizem que a curiosidade matou o gato? Descobri recentemente que esse clichê vem da física moderna e que, se eu não lê-lo, vou morrer #fail hahaha Brincadeiras à parte (e física moderna também, que é um completo ponto de interrogação para mim!), eu sofro de curiosidade literária: quando encasqueto com um livro, pouco se pode fazer para roubar essa curiosidade de mim!

Mrs Dalloway, da Virginia Woolf - LIDO
Considerado uma obra-prima, Mrs. Dalloway conta uma história das mais simples, que poderia ser resumida de forma banal na expressão "um dia na vida de uma mulher". Através da percepção do que se passa em torno e dentro de Clarissa Dalloway, Virginia Woolf escreveu, na verdade, a história da crise de um indivíduo, de uma classe, de uma sociedade e a do próprio romance.

Este é outro que desperta grande interesse em mim. A premissa do livro me instiga bastante, ainda mais por se ambientalizar em Londres, uma das cidades que mais amo.

O morro dos ventos uivantes, da Emily Brontë
Na fazenda chamada Morro dos Ventos Uivantes nasce uma paixão devastadora entre Heathcliff e Catherine, amigos de infância e cruelmente separados pelo destino. Mas a união do casal é mais forte do que qualquer tormenta: um amor proibido que deixará rastros de ira e vingança. "Meu amor por Heathcliff é como uma rocha eterna. Eu sou Heathcliff", diz a apaixonada Cathy. O único romance escrito por Emily Brontë e uma das histórias de amor mais surpreendentes de todos os tempos, O Morro dos Ventos Uivantes é um clássico da literatura inglesa e tornou-se o livro favorito de milhares de pessoas.

As polêmicas e todo o drama que envolve o que os leitores desse livro dizem me deixou louca para saber, por mim mesma, do que se trata. Inclusive como é a escrita dele.


Suave é a noite, do F. Scott Fitzgerald
Ambientado na Riviera Francesa em fins da década de 1920, este livro narra a história de Dick Diver, um psiquiatra que se casa com a paciente Nicole Warren. A vida do casal não é mais do que uma farsa - dominados pelo tédio, incapazes de dialogar, entre incessantes coquetéis, recepções e dinheiro, vivem numa atmosfera de falsa euforia.

Amo o tio Fitzgerald. Amo de paixão O grande Gatsby. Já estava querendo ler mais dele e está aí: continuarei o autor por Suave é a noite... Espero gostar (dizem que é maçante este livro :/)!

Policial


Assassinato no expresso do oriente, da Agatha Christie
Pouco depois da meia-noite, uma tempestade de neve pára o Expresso do Oriente nos trilhos. O luxuoso trem está surpreendentemente cheio para essa época do ano. Mas, na manhã seguinte, há um passageiro a menos. Uma americano é encontrado morto em sua cabina, com doze facadas, e a porta estava trancada por dentro. Pistas falsas são colocadas no caminho de Hercule Poirot para tentar mantê-lo fora de cena, mas, num dramático desenlace, ele apresenta não uma, mas duas soluções para o crime.

Tenho até vergonha em dizer, mas nunca -  isso mesmo, você ouviu bem: nunca! - li nada da Agatha Christie. E sou mega curiosa! Indicaram este como primeira leitura da autora e aí está :)


[Bônus!] O assassinato de Roger Ackroyd, da Agatha Christie
O assassinato do rico Roger Ackroyd, morto a punhaladas com uma adaga tunisiana, é a terceira de uma série de estranhas mortes, que despertam a atenção da solteirona e sagaz Caroline Sheppard, irmã do médico da cidade e narrador deste romance. Intrigada, Caroline resolve investigar o caso e descobrir se as três mortes têm alguma ligação. Para isso, ela conta com a ajuda de seu novo e excêntrico vizinho: o detetive belga Hercule Poirot. Escrita em 1926, O Assassinato de Roger Ackroyd é uma das mais famosas histórias da rainha do mistério.

Se eu gostar da autora e tiver pique para ler mais dela (dizem que quando se começa, é difícil parar de lê-la), lerei O assassinato de Roger Ackroyd, pois acho o spoiler (sim, eu já sei do spoiler dele) muito interessante e quero ver como a autora desenvolve a escrita em torno dele!


Um estudo em vermelho, do Conan Doyle - LIDO: Resenha escrita e em vídeo.
O cadáver de um homem, nenhuma razão para o crime. É a primeira investigação de Sherlock Holmes, que fareja o assassino como um “cão de caça”. Lamentava-se de que “não há mais crimes nem criminosos nos nossos dias”, quando, nesse instante, recebe uma carta a pedir a sua ajuda — o cadáver de um homem foi encontrado numa casa desabitada, mas não há qualquer indício de roubo ou da natureza da morte. Sherlock Holmes não resiste ao apelo, mas sabe que o mérito irá sempre para a Polícia.
Um Estudo em Vermelho (1887), de Arthur Conan Doyle (1859- 1930), é a estreia de Holmes. A história foi editada pela primeira vez na revista Beeton’s Christmas Annual e logo fascinou inúmeros leitores, para quem o endereço do detective — 221B Baker Street, Londres — se tornou uma das ruas mais famosas da literatura. As deduções do investigador são narradas pelo seu amigo, o Doutor John Watson, uma espécie de Sancho Pança de Holmes.

Sherlock Holmes... É, preciso dizer que ainda não li nada do Conan Doyle? Infelizmente, tenho essa vergonha na cara...

Distopia/Ficção científica


Feios, do Scott Westerfeld
Tally está prestes a completar 16 anos, e ela mal pode esperar. Não por sua carteira de motorista – mas para se tornar bonita. No mundo de Tally, seu aniversário de 16 anos traz uma operação que torna você de uma horripilante pessoa feia para uma maravilhosa pessoa linda e te leva para um paraíso de alta tecnologia onde seu único trabalho é se divertir muito. Em apenas algumas semanas Tally estará lá. Mas a nova amiga de Tally, Shay, não tem certeza se ela quer ser bonita. Ela prefere arriscar sua vida do lado de fora. Quando ela foge, Tally aprende sobre um lado totalmente novo do mundo dos bonitos – que não é tão bonito assim. As autoridades oferecem a Tally sua pior escolha: encontrar sua amiga e a entregar, ou nunca se transformar em uma pessoa bonita. A escolha de Tally faz sua vida mudar pra sempre.

Na época em que este livro estava presente em massa na mídia, eu era louca para lê-lo. Mas por falta de dinheiro e de destino eu acabei não lendo o dito cujo. Depois de uma meega promoção no Submarino, agora o tenho na estante ♥

YA (Young Adult)


Cidades de papel, do John Green
Em Cidades de papel, Quentin Jacobsen nutre uma paixão platônica pela vizinha e colega de escola Margo Roth Spiegelman desde a infância. Naquela época eles brincavam juntos e andavam de bicicleta pelo bairro, mas hoje ela é uma garota linda e popular na escola e ele é só mais um dos nerds de sua turma.
Certa noite, Margo invade a vida de Quentin pela janela de seu quarto, com a cara pintada e vestida de ninja, convocando-o a fazer parte de um engenhoso plano de vingança. E ele, é claro, aceita. Assim que a noite de aventuras acaba e um novo dia se inicia, Q vai para a escola, esperançoso de que tudo mude depois daquela madrugada e ela decida se aproximar dele. No entanto, ela não aparece naquele dia, nem no outro, nem no seguinte.
Quando descobre que o paradeiro dela é agora um mistério, Quentin logo encontra pistas deixadas por ela e começa a segui-las. Impelido em direção a um caminho tortuoso, quanto mais Q se aproxima de Margo, mais se distancia da imagem da garota que ele pensava que conhecia.

Sim, sim, e eu também nunca li John Green! Tenho tanto receio com os livros dele! É que ele é tão queridinho pelos leitores, e às vezes tenho a impressão de que não irei gostar de sua escrita, que me dá medo de iniciar a leitura. Sem contar que antes eu não tinha nenhum dele, e agora ganhei Cidades de papel. Vamos começar por ele :)

Romance/Drama


A menina que roubava livros, do Markus Zusac - LIDO: Resenha escrita e em vídeo.
A trajetória de Liesel Meminger é contada por uma narradora mórbida, surpreendentemente simpática. Ao perceber que a pequena ladra de livros lhe escapa, a Morte afeiçoa-se à menina e rastreia suas pegadas de 1939 a 1943. Traços de uma sobrevivente: a mãe comunista, perseguida pelo nazismo, envia Liesel e o irmão para o subúrbio pobre de uma cidade alemã, onde um casal se dispõe a adotá-los por dinheiro. O garoto morre no trajeto e é enterrado por um coveiro que deixa cair um livro na neve. É o primeiro de uma série que a menina vai surrupiar ao longo dos anos. O único vínculo com a família é esta obra, que ela ainda não sabe ler.
Assombrada por pesadelos, ela compensa o medo e a solidão das noites com a conivência do pai adotivo, um pintor de parede bonachão que lhe dá lições de leitura. Alfabetizada sob vistas grossas da madrasta, Liesel canaliza urgências para a literatura. Em tempos de livros incendiados, ela os furta, ou os lê na biblioteca do prefeito da cidade.
A vida ao redor é a pseudo-realidade criada em torno do culto a Hitler na Segunda Guerra. Ela assiste à eufórica celebração do aniversário do Führer pela vizinhança. Teme a dona da loja da esquina, colaboradora do Terceiro Reich. Faz amizade com um garoto obrigado a integrar a Juventude Hitlerista. E ajuda o pai a esconder no porão um judeu que escreve livros artesanais para contar a sua parte naquela História. A Morte, perplexa diante da violência humana, dá um tom leve e divertido à narrativa deste duro confronto entre a infância perdida e a crueldade do mundo adulto, um sucesso absoluto - e raro - de crítica e público.

A história que tenho com este livro daria uma comédia um romance. Ganhei o livro quando eu era pré-adolescente e não tinha ideia do que se tratava, só fui atraída pelo título. Tentei ler três - TRÊS! - vezes na época, sempre chegando perto da página 100, mas nunca ia para frente. Em parte porque não sabia que eu iria amar a temática - Segunda Guerra Mundial - dali uns anos, e em outra por realmente desconhecer o contexto histórico... Este ano peguei de novo para ler, mas adivinhem? O tempo (ou a sua ausência) acabou com a graça: eu tive de deixá-lo de lado para ler um para o vestibular. Sem contar que sentia não ser a hora para o tipo de leitura. Agora que o filme será lançado, propus lê-lo até assistir, acho que em janeiro mesmo :)

Chick-lit


Sobre homens e lagostas, da Elizabeth Gilbert
Em Sobre homens e lagostas, romance de estreia de Elizabeth Gilbert, a autora do best-seller de explora o universo das comunidades que se beneficiam da pesca lagosteira no litoral do Maine, nos Estados Unidos. Os habitantes das ilhas de Fort Niles e Courne Haven são inimigas há décadas, e os lagosteiros locais sempre estiveram em pé de guerra. É nesse mundo que habita Ruth Thomas, a jovem heroína deste livro, que poderia ter escolhido uma vida de luxo e privilégios por ser herdeira da rica família da mãe. Mas é o mundo bruto do pai e dos pescadores onde ela cresceu e escolheu viver. Principalmente depois de conhecer Owney Wishnell, jovem aspirante a pescador, de personalidade reservada e porte atlético, e um dos maiores inimigos de seu pai.

Confesso que a capa me comprou! Linda, linda... E quando eu li a sinopse então? Totalmente fisgada! (já comecei a ler e adorei a escrita e a premissa, porém tive de parar também.)

Um best-seller para chamar de meu, da Marian Keyes
Autora do sucesso Melancia, Marian Keyes agora revela com diversão, drama e alto-astral os bastidores do mundo do livro.
Se você é daqueles que acha que um escritor de sucesso já tem a vida ganha porque publicou um livro que vendeu igual água, você é mais um que precisa se informar mais sobre o que acontece nos bastidores editoriais. Ah, tudo bem, você sabe que exitem editores, agentes literários, entre outros personagens que atuam neste ramo... mas o que fazem, como sabem qual é "o livro", "quem" é o escritor, "quando" vai acontecer aquele lançamento, entre outras dúvidas que atormentam essas pessoas, bem, isso chega ao alcance de poucos.
A escritora irlandesa Marian Keyes, que segundo o Guardian, é "uma talentosa autora de histórias divertidas e repletas de reviravoltas inesperadas, [faz] piadas paralelas à trama e [tem] um humor antenado e inteligente, típico dos tempos modernos. Seu texto vibrante e bem-construído nos traz a sensação de gente de verdade e vida real ", apresenta em Um bestseller pra chamar de meu histórias e curiosidades de personagens ícones do mercado editorial.
Keyes explora com dinamismo a personalidade de suas protagonistas. São tão verossímeis que a autora faz questão de esclarecer em seu site que não a confundam, por exemplo, com Jojo Harvey, a batalhadora agente literária de Um bestseller... "Não me confundam com a Jojo. Eu não tenho nada em comum com ela, a não ser o desejo de crescer, então eu tive que pesquisar seu background, suas atitudes, escolhas", adverte.
Jojo é a personagem focada, com olhos bem atentos às nuvens para não errar o plano de vôo, mas como nada é perfeito... ela acaba se apaixonando por um dos seus chefes; justamente o casado.
Lily Wright ainda está colhendo os frutos de seu romance de estréia. Contudo, seu segundo livro parece que se nega a sair de sua cabeça, e o prazo de entrega... vai para o espaço. 
Acontece que Lily ouviu os conselhos do "amor da sua vida" e gastou quase todo dinheiro na compra de uma casa. E agora?
Para completar o elenco principal, Gemma Hogan. Organizadora de eventos, era a melhor amiga de Lily, até se apaixonar pelo amor da sua vida, que coincidentemente (ou não) é o mesmo do de sua melhor amiga. Gemma cuida da mãe recém-abandonada pelo marido e leva uma vida social sem grandes emoções. Gemma e Jojo acabam trabalhando juntas.
Talvez o livro mais curioso de Marina Keyes depois de Melancia, Um bestseller pra chamar de meu reúne ingredientes infalíveis para quem curte o mundo dos livros e é apaixonado por boas histórias de vida contemporâneas.

Tentei ler Melancia esse ano e não deu certo: escrita chata, personagem chata, ritmo chato. Tudo chato. E estou com uma dózinha de deixar a autora de lado, até porque eu sempre quis ler esse livro dela! Então darei uma segunda chance...
Então é isso, pessoal. O que acharam das minhas metas literárias para o ano que vem? Vocês pretender ler algum desses? Já leram algum desses e me recomendam (ou o contrário rs)? 

E agora quero saber qual a meta de vocês para o próximo ano, ou simplesmente o que pensam em ler em 2014. E aí, topa responder a tag? Se o fizer em post/vídeo, me envia o link que quero ver (ou se prefere apenas comentar comigo, sem problemas)

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