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Ensaio sobre a cegueira Saramago

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Uma duas Eliane Brum

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ao farol virgínia woolf

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mulheres de cinzas mia couto

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Extraordinário Luandino Vieira

resenha 6

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Luuanda Luandino Vieira
27.9.13

O amor mora ao lado, por Debbie Macomber.
Editora: Novo Conceito
ISBN: 9788581630526
Páginas: 160
Lacey Lancaster sempre quis ser esposa e mãe. No entanto, depois de um divórcio bastante doloroso, ela decide que é hora de dar um tempo em seus sonhos e seguir sozinha mesmo. Mas não tão sozinha: sua gatinha abissínia, Cléo, torna-se sua companhia de todas as horas. Até é uma vida boa — um pouco aguada, é verdade — a de Lacey. A não ser por seu escandaloso vizinho, Jack Walker. Quando Jack não está discutindo, sempre em voz muito alta, com sua namorada — com quem insiste em morar junto — está perseguindo seu gato, chamado Cão, pelos corredores do prédio. E Cão está determinado a conseguir que a gatinha Cléo sucumba aos seus avanços felinos. Jack e Cão são realmente muito irritantes. Mas acontece que a primeira impressão nem sempre é a que fica...



Lacey Lancaster sempre quis ser esposa e mãe. No entanto, depois de um divórcio bastante doloroso, ela decide que é hora de dar um tempo em seus sonhos e seguir sozinha mesmo. Mas não tão sozinha: sua gatinha abissínia, Cléo, torna-se sua companhia de todas as horas. Até é uma vida boa — um pouco aguada, é verdade — a de Lacey. A não ser por seu escandaloso vizinho, Jack Walker. Quando Jack não está discutindo, sempre em voz muito alta, com sua namorada — com quem insiste em morar junto — está perseguindo seu gato, chamado Cão, pelos corredores do prédio. E Cão está determinado a conseguir que a gatinha Cléo sucumba aos seus avanços felinos. Jack e Cão são realmente muito irritantes. Mas acontece que a primeira impressão nem sempre é a que fica...

Lacey Lancaster mora há um pouco mais de um ano em São Francisco (Estados Unidos) com a sua gata Cléo. Mudou-se depois de um divórcio doloroso motivado por uma traição traumatizante. Apesar do casamento ser prematuro, ela realmente acreditava nele. E amava Peter. Mas agora ele já estava casado com outra e, acredite, logo mais seria pai. E Lacey ainda estava presa ao terrível sentimento que construiu pouco a pouco.
Os detalhes da edição do livro. Cada um mais fofo que o outro! Número das páginas ao lado, gatinhos desenhados em cada início/final de capítulo... (só a letra que achei grande demais...)
Sufocada pela traição, ela não conseguiu superar os acontecimentos. Ainda, desconta todo o seu desapontamento no trabalho e na maneira como vive: longe dos homens, sempre criticando-os, passiva no seu cotidiano (pedir um mais que merecido aumento para seu chefe é o que ela mais quer, mas quem disse que consegue?), fechada a tudo... Apenas Cléo e sua melhor amiga, Jeanne, conseguem ultrapassar a barreira que ela criou.

Até que o gato do vizinho estraga os planos de Lacey em proporcionar uma "primeira vez" digna para Cléo (!). Sua vontade, desde que trouxe a gata para casa, era cruzá-la com um outro gato de raça pura. Porém, Lacey estava há meses fugindo do vizinho, Jack Walker, que insistia em lhe chamar para sair... E seu conceito sobre ele apenas piora por saber que ele vive brigando com a sua namorada.

O amor mora ao lado é um romance leve, divertido, relaxante e curto. As personagens são pouco desenvolvidas e o casal tem pouca química, porém a trama criada pela autora é muito contagiante: a maneira como os gatos aproximam Jack e Lacey é encantadora. Por ser uma história com apenas 139 páginas e o livro ter uma fonte grande, já estava esperando algo mais superficial, e mesmo não me apegando aos personagens, não deixei de criar uma simpatia por eles (e pelos sentimentos de Lacey.) Creio que, se o livro fosse mais trabalhado, eu me envolveria mais.

Veja abaixo a minha resenha em vídeo do livro:


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13.9.13


Depois de CINCO (!) meses, venho com a tag novamente rs Sim, eu sei que faz muito tempo, mas isso já virou costume, certo? Sempre espero meses, porque não recebo/ganho/compro/troco livros com frequência (eu diria que muito raramente.) Mas eu quis renovar o vídeo que fiz sobre sebos lá no canal (acho que ainda não postei esse vídeo por aqui, mas logo menos eu publico aqui no blog também), e como a amiga da minha mãe me deu muuuuitos livros antigos, eu troquei eles em sebos e voilá, aqui estão (mais os de parceria com a Novo Conceito e a Arqueiro/Sextante):


Livros citados:
O sol é para todos, Harper Lee
O morro dos ventos uivantes, Emily Bronte
Suave é a noite, F Scott Fitzgerald
O assassinato de Roger Ackroyd
Cheio de charme, Marian Keyes
Desculpe, quero me casar contigo, Federico Moccia
Garoto encontra garota, Meg Cabot
A garota americana, Meg Cabot
A biblioteca mágica de Bibbi Bokken, Jostein Gaarder e Klaus Hagerup
Tiger's curse, Colleen Houck
O menino da mala, Lene Kaaberbol e Agnete Friis
A viagem do tigre, Colleen Houck
Uma prova de amor, Emily Giffin
De volta para casa, Karen White
Aconteceu em Paris, Molly Hopkins
Bruxos e Bruxas, James Patterson
Claro que te amo, Tammy Luciano
Tipo destino, Susane Colasanti
Olho por olho, Siobhan Vivian e Jenny Han
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11.9.13

Uma prova de amor, por Emily Giffin.

Editora: Novo Conceito.
ISBN: 9788581630212
Páginas: 432
Primeiro vem o amor, depois vem o casamento e depois… os filhos. Não é assim? Não para Claudia Parr. A bem-sucedida editora de Nova York não pretende ser mãe, e até desistiu de encontrar alguém que aceite esta sua escolha, mas, então, ela conhece Ben. O amor dos dois parece ideal. Ben é o marido perfeito: amoroso, companheiro e — assim como Claudia — também não quer crianças. No entanto, o inesperado acontece: um dos dois muda de ideia a respeito dos filhos. E, agora, o que será do casamento dos sonhos? Uma Prova de Vmor é um livro divertido e honesto sobre o que acontece ao casal perfeito quando, de repente, os compromissos assumidos já não servem mais. Contudo, é também uma história sobre como as coisas mudam, sobre o que é mais importante, sobre decisões e, especialmente, sobre até onde se pode ir por amor.

Até que ponto você mudaria suas opiniões e ideais por um amor?

Claudia Parr e Ben Davenport se conheceram num encontro às escuras. Seus amigos arranjaram um jantar para eles se conhecerem e ambos foram sem expectativas muito encorajadoras à respeito de um segundo encontro. O porquê é compreensível: por conta de escolhas próprias, muitos relacionamentos não deram certo na vida deles. Quanto mais primeiros encontros. É que eles não querem ter filhos na vida dele. Nunca. Nunquinha. E na casa dos 30 anos, não é esse balde de água fria que se espera para um relacionamento: as pessoas geralmente têm planos para terem filhos um dia, ou simplesmente não são tão negativos quanto à ideia. O problema é tocar nesse assunto logo de cara, e Claudia está cansada de esconder o jogo e saber que daqui alguns encontros levará um fora. E é por conta disso que já logo diz para Ben, quando o conhece naquele jantar, que ter filhos não é e nunca será um objetivo na sua vida.

Logo percebem que não é só isso que têm em comum. Eles são muito parecidos, têm gostos muito semelhantes e ideais em sintonia. A partir de então, passam a se ver cada vez mais, a desenvolver um relacionamento respeitoso e harmônico... E se casam. O vínculo que criaram é de amizade, respeito, carinho e amor. Os dois foram feitos um para outro.

E dentre os altos e baixos da vida a dois, depois de alguns anos uma reviravolta acontece para mudar o que já estava bem estabelecido: Ben passa a gostar de crianças mais do que já gostava (ao contrário do que se pode pensar, os dois a-do-ram crianças... Inclusive a Claudia tem sobrinhos que ama e mima). Pior ainda: ele passa a querer ter um filho!

Mas Claudia é... cabeça-dura. Ela não arreda o pé: não quer ter filhos. De jeito nenhum! Segundo ela, iria atrapalhar toda a sua carreira profissional, construída com muito suor e muita dedicação (ela é uma bem sucedida editora de Nova York!), sem contar que teria que deixar para trás todas as suas fantásticas viagens e, claro, passar a se preocupar mais com a vida de outro serzinho do que com a sua própria. Para muitos, isso é medo, receio de ser mãe. Para outros tantos, é um "trauma" por sempre ter tido um relacionamento difícil e excêntrico com a mãe. Em qualquer caso, sempre acham estranho essa sua irredutibilidade. A situação fica cada vez pior, e mais e mais insustentável entre os dois. Até que um desrespeita verbalmente o outro pela primeira vez e tudo acaba. De um dia para o outro.

Uma prova de amor é um livro lindíssimo, que trata de decisões difíceis e superação. Já adianto que é o melhor chick-lit que li até o momento!

Emily Giffin trata de laços familiares melhor do que qualquer outro escritor. De uma forma leve e real, nos transporta para os problemas de nossas personagens com uma facilidade admirável. E passamos a torcer por eles, por todos eles...

A escrita é bem fluída, daquelas que 50 páginas passam num piscar de olhos. Cativante e surpreendente, o enredo que ela criou aqui transfere lições de vida que com certeza ficarão na nossa cabeça por muito tempo, e o leitor se pega pensando "Uma prova de amor me ensinou que (...) Então melhor fazer desse jeito". Par deixar tudo ainda mais agradável, algumas citações são adoráveis, como o personagem Atticus, de To kill a mockingbird e a banda The Cure (inclusive, Ben e Clauda são loucos por músicas e sempre citam vários artistas - que, aliás, preciso pesquisar sobre).

As personagens são incríveis. Amo livros que têm personagens principais maduros e condizentes com a idade que têm, e Claudia e Ben são assim. Diria até que eles são uns amores. Sabe aquela típica personagem que faz besteiras em cima de besteiras para conseguir o que quer (oi, Becky Bloom, que se endivida até o pescoço para ter uma bolsa de grife!)? Pois é, Claudia não é assim, ela é admirável. Uma boa amiga (Jess é a melhor amiga com quem divide o apartamento e adivinhe? é outra personagem cativante), namorada, esposa, filha, irmã... E até quando ela recebe uma proposta imperdível de emprego (e aí achei que ela fosse ceder - mas me enganei), que implicaria numa reunião no mesmo horário de uma consulta médica de Jess à qual ela prometeu comparecer, ela se mantém fiel e responsável: ela recusa, pois naquele horário ela teria que estar ao lado de sua melhor amiga para apoiá-la.

Então eu amei esse livro. O começo, o meio e o desfecho. O enredo, a escrita e todas as passagens! Super indicado!
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