resenha 1

resenha 1
Ensaio sobre a cegueira Saramago

resenha 2

resenha 2
Uma duas Eliane Brum

resenha 3

resenha 3
ao farol virgínia woolf

resenha 4

resenha 4
mulheres de cinzas mia couto

resenha 5

resenha 5
Extraordinário Luandino Vieira

resenha 6

resenha 6
Luuanda Luandino Vieira
16.7.12

Til, de José de Alencar.
Editora: Martin Claret
ISBN: 9788572328432
Páginas: 222



Publicada pela primeira vez em 1872, Til pertence, ao lado de O gaúcho, O sertanejo e O tronco do Ipê, ao regionalismo de José de Alencar e retrata o interior paulista. Nesse romance, a idealização da natureza, a narrativa leve e o subjetivismo da linguagem criam uma atmosfera suave, em que a inocência dos personagens centrais contrasta com a trama emaranhada e sanguinolenta. A beleza da natureza, tão valorizada e enaltecida pelos contemporâneos de Alencar, divide lugar com a brutalidade da realidade regional. Til é o apelido de Berta, moça “pequena, esbelta, ligeira, buliçosa” que se envolve nas mais intricadas tramas, sempre buscando ajudar os que precisam. Trata-se do ideal de heroína: doce, meiga, caridosa, mas também de coragem e impetuosidade únicas na literatura brasileira. Capaz de enfrentar jagunços, Berta não mede esforços ao buscar a realização de seus intentos. Violências, misté-rios e triângulos amorosos constituem esta complicada e bela história.


Primeiro de tudo, tentarei destruir a barreira que há diante de clássicos, principalmente os pedidos pela Fuvest.
Quando nos permitimos entreter pelo livro, pela história do autor e por toda a sua escrita, o que antes nos parecia chato e monótono desvenda-se belo e muito bem esculpido.
Antes de tudo, quando se vai ler livros desse tipo, você precisa derrubar aquele preconceito cultural que carrega do seu tempo, de seus costumes e de seus ideais. O que estamos lendo, principalmente quando histórias antigas, dificilmente terão as mesmas características do que vivenciamos hoje. Depois, precisa se adequar ao movimento literário ao qual se encaixa o livro, ou ainda ao contexto de escrita em que o autor estava inserido.

Somente assim poderá apreciar esse tipo de leitura tão rica em conhecimento e cultura (e isso inclui apreciar mesmo que de forma crítica e negativa). 

continue lendo »
8.7.12

Hoje em dia os derivados de Keep Calm and Carry On se tornaram tão popular, usados por todos (até mesmo por quem só pensa ser uma simples moldura hahahaha), e usuais, que chamou a minha atenção desde o princípio. Eu adoro as mensagens, principalmente a original, e mal sabia eu que essa afinidade tem nome: britânica! Sim, essa imagem tão descolada na verdade foi criada pelo governo do Reino Unido para acalmar a população, no começo da Segunda Guerra Mundial, quando estavam sob a ameça da invasão alemã.
continue lendo »
7.7.12

Sabem aquele livro que você sempre quis ler e que nunca conseguiu, pois a editora que o publica por aqui não mais distribuiu exemplares dele? E que todos estiveram loucos por um quando a sua adaptação cinematográfica estreou nos cinemas?
Pois é, isso só me aconteceu uma vez na vida e talvez com vocês tenha sido a mesma coisa. Estou falando do livro PS Eu Te Amo, da autora Cecilia Ahern... E uma novidade e tanto foi divulgada recentemente: a editora Novo Conceito irá publicar uma nova edição do livro aqui no Brasil! Yeey, isso é mais do que empolgante. Enfim, o lançamento está previsto para 10 de agosto desse ano, pertinho! [Fonte]


Clique na capa para ler a sinopse no Skoob!

continue lendo »
3.7.12

(Enquete haha: esse tamanho para a foto inicial da coluna é muuuito grande?)
Taraaaaan, tenho notícias maravilhosas! Ganhei meu presente de aniversário (apesar dele ser só dia 15 desse mês :x): uma câmera semi-profissional Canon (modelo: T1i), conhecidas como DSLR (digital single-lens reflex). Imaginem a empolgação da garota aqui, que sempre quis uma! 


Pois bem, lembram daquele post que fiz aqui sobre minhas fotos e que pretendia tornar uma coluna? Pelo visto o desejo se concretizará :D Agora mostrarei pra vocês as fotos que tirei a partir do dia 28 de junho, dia que ganhei a Emy (siiiim, isso é cafona, mas não resisti e dei um apelido pra ela!)
continue lendo »
2.7.12

Classe A, por Robert Muchamore.
Editora: Fundamento
ISBN: 9788539501571
Páginas: 271

Seus agentes têm entre 10 e 17 anos e costumam passar despercebidos no mundo dos adultos, que não veem uma criança ou adolescente como ameaça. Oficialmente, esses agentes não existem. A “estreia” de James como um agente de CHERUB pode ter sido bem-sucedida, mas isso não quer dizer que a vida do garoto tenha se tornado mais fácil. O árduo treinamento físico continuou a fazer parte da rotina, assim como o complicado processo de adaptação às regras inflexíveis da agência. Tanto esforço foi recompensado da melhor forma possível: ele recebeu uma segunda missão, muito maior do que a primeira. Sob a supervisão de dois agentes adultos, James e mais três agentes tinham que se aproximar dos filhos de Keith Moore – um dos maiores traficantes de cocaína da Inglaterra – e reunir informações que levassem à prisão do criminoso e ao fim de seu império. Diante de tantos desafios, será que James estava preparado para tamanha responsabilidade? Ele conseguiria lidar com suas emoções e desempenhar seu papel sem que ninguém descobrisse sua verdadeira identidade? Caçar bandidos pode parecer emocionante na ficção, mas na vida real os riscos são grandes demais para se ter garantia de que todos vão escapar ilesos.

Antes de mais nada, Classe A é um dos melhores livros que li, um dos que possui a melhor trama, a história mais envolvente e as personagens mais carismáticas e humanas possíveis (e incrivelmente, a menoridade delas não fez a coesão decair!)

Pois começarei pelas idades das personagens. Todas elas, as principais, possuem até 17 anos, ou seja, são pré-adolescentes, ou mesmo adolescentes, geralmente órfãos que são recrutados por Cherub, uma agência de espiões que se infiltra mais facilmente nos esquemas por ter na faixa etária uma característica vantajosa: quem iria desconfiar de garotinhos? Pois esse é o principal ponto do livro que deveria descreditar a história do livro - mas não é isso o que acontece. Apesar de serem maduros, também apresentam comportamentos típicos de adolescentes. Sendo assim, a armadilha de autores (quantos livros que trabalham dessa forma já apresentaram personagens totalmente fora da realidade?) foi muito bem desarmada por Robert Muchamore.

Mas não é esse o meu maior elogio ao escritor. Na realidade o que torna o livro tão bem escrito são as situações narradas, e toda a ação cadenciada que há na série (a mesma coisa ocorreu no primeiro livro - leia a resenha aqui). Também há o começo, o meio e o fecho, nos apresentando o clímax e resolvendo-o. A série é constituída de muitos livros (tipo HoN, sabem?) e até agora eles possuem um final, não deixando os leitores ávidos pela continuação (o que só atrapalha, pois eu sempre esqueço os detalhes até o lançamento hahaha), sempre existindo ótimos pretextos para o começo da história do livro seguinte.

Por exemplo, neste volume James recebe uma missão importantíssima, mesmo depois de aprontar em suas férias. Muito mais perigosa do que a aventura do primeiro livro, ele e mais outros cinco colegas espiões têm que desvendar os esquemas e trapaças que ocorrem em torno (e dentro, também) da GKM (Gangue de Keith Moore), uma "empresa" de narcotráfico. Assim, o assunto abordado pelo autor é muito mais polêmico e perigoso em seu contexto: os espiões juvenis possuem um trabalho bem mais traiçoeiro e complicado.

Ele sabia que coce deixava as pessoas altas, mas nunca tinha se dado conta de que podia fazê-las agir como completos doidos sem noção.

De forma ácida e impiedosa, o livro ainda toca no assunto da corrupção e da droga no Brasil:

- Onze milhões de dólares rendem muito na América do Sul. Eu aposto no Brasil. É fácil desaparecer em um país com 200 milhões de habitantes. Ele pode comprar uma identidade nova de algum representante do governo corrupto, talvez até fazer cirurgia plástica para mudar a aparência.

A escrita de Robert é muito fluída. Assim que acostumado, o leitor não terá grandes problemas com ela. Uma leitura gostosa, atraente e com uma moral implícita por trás de um assunto tão problemático: as drogas.
continue lendo »