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Ensaio sobre a cegueira Saramago

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Uma duas Eliane Brum

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ao farol virgínia woolf

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mulheres de cinzas mia couto

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Extraordinário Luandino Vieira

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Luuanda Luandino Vieira
31.1.12

Tudo Sobre Garotas, por Cláudia Felício.
Editora: Agir
Páginas: 103
ISBN: 9788522013319
Skoob 


A maioria das garotas tímidas é insegura e tem bastante medo de pagar mico. Para elas,quando mais passarem despercebidas melhor. Agora, vamos ser honestas? Você conhece alguém que nunca pagou mico? Só quem não viveu! E não é isso que você quer para si,é? Falar bobagem, tropeçar, passa mal, todo mundo passa por isso! O pior que pode acontecer é você sentir vergonha na hora, mas garanto que não é o fim do mundo.Depois de um tempo, ninguém mais se lembra.
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29.1.12

Assassin's Creed - Renascença, de Oliver Bowden.

Editora: Galera
Páginas: 375
ISBN: 9788501091338



Traído pelas famílias que governam as cidades-estado italianas, um jovem embarca em uma jornada épica em busca de vingança. Para erradicar a corrupção e restaurar a honra de sua família, ele irá aprender a Arte dos Assassinos. Ao longo do caminho, Ezio terá de contar com a sabedoria de grandes mentores, como Leonardo da Vinci e Nicolau Maquiavel, sabendo que sua sobrevivência depende inteiramente de sua perícia e habilidade. Para os seus aliados, ele será uma força para trazer a mudança lutando pela liberdade e pela justiça. Para os seus inimigos, ele será uma ameaça que procura destruir os tiranos que oprimem o povo da Itália. Assim começa uma épica história de poder, vingança e conspiração.

Quando a oportunidade de ler um livro baseado num jogo de videogame me bateu à porta, adicionado ao fervor do meu namorado viciado no jogo em questão (que me contou parte da história), não pude deixar de agarrá-la. O sucesso do jogo é enorme, e seu enredo é tão fascinante, que me envolveu completamente antes mesmo de saber dos detalhes através do livro.
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27.1.12


Estranho o destino dessa jovem mulher, privada dela mesma, porém, tão sensível ao charme das coisas simples da vida...
- Amélie Poulain.
Desde que me entendo por gente, sempre gostei de tirar fotos. Na realidade eu gostava mais de posar para fotos quando eu era pequena, mas não perdia a oportunidade de pegar na máquina fotográfica. Mesmo assim, desde que ganhei minha Olympos 3.2 pm (!) eu desenvolvi um amor por fotografia, que perdura até os dias de hoje. Porém, ultimamente esse sentimento voltou à tona mais intensificado, e agora minha vontade é aprender tecnicamente sobre o assunto, além de futuramente ganhar a minha semi-profissional (de preferência uma Canon, mas pode ser uma Nikon também, ou até outra... hihi)

Percebi que amoamoamo tirar fotos de livros, e de coisas meigas de meu dia-a-dia, além de sonhos e de idealizações da minha vida.
Amo essas balinhas Tubes - sou viciada, aliás.


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25.1.12

Orgulho e Preconceito, de Jane Austen.
Editora: Martin Claret
Páginas: 304
ISBN: 9788572326919

A obra literária de Jane Austen deu ao romance inglês o primeiro impulso para a modernidade, ao tratar do cotidiano de pessoas comuns. De aguda percepção psicológica, seu estilo destila sempre uma ironia sutil, dissimulada pela leveza da narrativa.Orgulho e Preconceito (1797) é a obra mais conhecida da autora. Jane Austen mostrou como o amor entre os protagonistas era capaz de superar barreiras de orgulho e preconceito, a diferença social entre eles e o escasso poder de decisão concedido à mulher na sociedade da época.A crítica veio a considerá-la a primeira romancista moderna da literatura inglesa.
Ele, o orgulho. Ela, o preconceito. Porém ambos são tão parecidos, e se admiram tanto, que no final o que realmente importa é o sentimento que nasceu entre eles.

Tudo começa quando o rico sr. Bingley e sua irmã, srta. Bingley, decidem alugar Netherfield, uma propriedade de tamanho prestígio em uma pequena cidadela. Eles, junto do sr. Darcy (outro rapaz rico, mais afortunado que o primeiro cidato) decidem passar um tempo indeterminado na cidade. É a novidade que qualquer moça solteira da região precisava para sonhar alto e desejá-los como marido. Aliás, qualquer moça solteira, principalmente as menos afortunadas. A sra. Bennet vê nessa situação a possibilidade de casar qualquer uma de suas cinco filhas solteiras com um bom partido, e logo decide investir. É claro que casar todas as suas filhas é o seu maior sonho, ainda mais com ricos moços, e seu desejo é tal, que transparece para quem quiser enxergar - e até para os menos observadores. Logo a família é apresentava ao sr. Bingley através do sr. Bennet, que não possui o matrimônio de suas filhas como seu sagrado objetivo, mas sim, um modo de acalmar a esposa tão afoita quanto ao assunto, e de agradar às filhas, sobretudo Elizabeth, a segunda mais velha, sua preferida.

Entre bailes e jantares, além de uma semana doente hospedada em Netherfield, Jane, a irmã mais velha, doce e ingênua, mas também a mais bela, começa a nutrir um sentimento especial quanto a Bingley, e assim vice-versa. Sua paixão por Jane fica estampada em sua testa, porém ela não demonstra tão avidamente, pois teme ser exposta demais. Porém, conta tudo à sua irmã, Elizabeth (Lizzy ou Eliza, também), sua melhor amiga. E sua mãe não se cabe de alegria, contando descuidadamente para todo mundo a honra de ver uma filha a beira do noivado.

Outro fato ao lugarejo, além do sentimento aparente entre o sr. Bingley e a srta. Bennet mais velha é a arrogância e o orgulho do sr. Darcy, um cavalheiro altivo e intocável. Elizabeth, mas como outros também, não o via com bons olhos, principalmente depois de ouvir as deselegantes observações que ele fizera a respeito de sua beleza, dizendo firmemente que ela não possuía nenhuma atração para ele.

Entretanto, o sr. Bingley precisou voltar a Londres a negócio, e sua irmã correspondeu-se com Jane, dizendo que não previam nenhum retorno como o prometido pelo irmão. É o que bastava para deixar a todos descontentes - exceto as duas irmãs Bennet mais novas, as quais aproveitavam do regimento que estava em Meryton, uma cidade bem próxima, e não perdiam a oportunidade de visitar seus tios que lá viviam para correr atrás dos homens uniformizados. Tal comportamento era visto com desdém por Elizabeth, pois acreditava que se tratava de maus hábitos e que não passavam de boas namoradeiras, má reputação para a família.

Jane decide passar uma temporada na casa de sua outra tia, em Londres, e Elizabeth com sua recém casada amiga, sra. Collins, a uma distância favorável de sua casa. Lá passa a conviver com o seu primo, marido da amiga e religioso servo de lady Catherine de Bourgh, uma mulher extremamente arrogante e com mania de superior devido a sua extensa fortuna. Além disso, tia do sr. Darcy, o qual Elizabeth passa desprezar por descobrir, através de terceiros, que ele impediu o noivado da irmã e, ainda, impediu a felicidade de um adorável rapaz, Wickham, o qual foi criado junto dele e tinha como destino a igreja, tendo ela uma ideia de egoísmo e mesquinhez de Darcy. 

Darcy, então, visita a tia e passa dias e mais dias a visitar Lizzy e o sr. Collins. Eis que um dia, enquanto a srta. Bennet está sozinha, ele declara estar apaixonado por ela há muito tempo, e a pede em casamento. Elizabeth fica confusa, sem imaginar essa possibilidade, e ainda, horrorizada com a perspectiva de casar-se com um homem que tanto odeia. Ela o recusa, e acusa-o sobre Jane e Wickham. Eles discutem, e Darcy sai contrariado e com o ego ferido, pois nunca pensou nessa recusa, principalmente por Elizabeth não ser nobre e ele, sim, ser rico.

No dia seguinte, ele a procura antes de partir e lhe entrega uma carta de duas folhas, extensa e que expunha suas explicações quanto aos casos apontados por Lizzy, e a atormenta durante tempos, pois percebe o erro que cometera ao julgá-lo sem provas ou, até, sem as próprias palavras dele. Depois de um tempo, eles se reencontram, dessa vez na própria casa de Darcy, que estava aberta a visitação e os tios quiseram visitar. E a partir desse encontro envergonhado e significativo, ele lhe dá a oportunidade de o conhecer melhor, e sua imagem muda aos olhos de Lizzy, que passa então a admirá-lo, até apaixonar-se com o tempo.

Apesar de querer falar mais e mais sobre a história, já escrevi muito sobre ela - e creio ter deixado muita coisa de lado. Porém não quero estragar toda a surpresa, que garanto que terão, pois esse livro é de uma delicadeza tocante, e de leitura mais que agradável!

Eu tinha muitas expectativas quanto ao nome Jane Austen, e estava incomodada por ainda não ter lido nada dela. Ainda, tinha receio de me decepcionar com sua escrita. Mas, as expectativas foram mais que atendidas, e agora passo a admirar Jane Austen pela destreza de ser uma mulher inteligente e corajosa para a sua época. O que mais gosto de imaginar é a autora lutando para ser escritora numa época em que era difícil mulheres serem críticas e tão independentes assim.

A leitura é ótima, com um vocabulário um pouco mais rebuscado que o normal, porém não exageradamente. A história é simples, mas ao mesmo tempo extensa e complicada de se explicar, de tanta reviravolta e casos acontecendo simultaneamente. O contexto é que é simples: retrata a perspectiva do matrimônio na época, com um toque de reflexão e uma crítica disfarçada. Os personagens são bem construídos, com preferência pelo temperamento, e os diálogos, inteligentes.

Eu assisti ao último filme lançado (com a Keira Knightley e o maravilhoso do Matthew Macfadyen) e poderia fazer uma análise livro x filme, porém ficaria extenso demais. Mas o que posso dizer brevemente é que é uma adaptação muito fiel, mudando pequenas coisas que não poderiam nem irritar a mais exigente das leitoras (eu!!). Vale a pena ler e assistir logo em seguida!

E, por último, não posso deixar de elogiar a editora Martin Claret pelo ótimo trabalho que faz. A diagramação é compacta por ser um livro de bolso, mas apesar de eu amar livros estendidos, os normais, amei poder ter acesso a essa edição, pois é bem editada, revisada e o material é muito bom! Além disso, fico contente com a filosofia da editora:

A Filosofia de trabalho da Martin Claret consiste em criar, inovar, produzir e distribuir, sinergicamente, livros da melhor qualidade editorial e gráfica, para o maior número de leitores e por um preço economicamente acessível.

Quotes:
- O orgulho dele - disse a srta. Lucas - não me ofende tanto quanto de costume, pois tem uma desculpa. Não é de admirar que um jovem tão distinto, com família, riqueza, tudo a seu favor, tenha a si mesmo em alta consideração. Ele tem o direito de ser orgulhoso, por assim dizer.
- Isso é verdade - replicou Elizabeth -, e eu não teria dificuldade em perdoar o orgulho dele, se ele não tivesse ferido o meu.
A pessoa pode ser orgulhosa sem ser vaidosa. O orgulho está mais ligado à opinião que temos de nós mesmos, e a vaidade ao que os outros pensam de nós.
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22.1.12

Olá, blogueiros! Sei que ando extremamente sumida, mas ultimamente não tenho muita vontade além de ler, tirar fotos e estudar. Porém, tenho novidades!

A primeira é mais uma desculpa pela desatualização: vou me mudar! Sim, de novo! haha Estou voltando para minha cidade natal (Yeeeeeeey), Jundiaí, então algumas coisas estão realmente corridas. Mas vocês têm de saber que minha alegria é incomensurável!

A segunda é que estou seriamente pensando em começar a postar sobre outros assuntos além de literatura, tipo fotografia (minha mais nova paixão assumida - assumida porque já gosto de fotografia há anos), dicas, entre outros. Até porque essa decisão foi muito amparada pela terceira novidade:

Estou escrevendo para uma nova "coluna", pessoal! O Caravela Virtual é um site em que você pode navegar pelos sete mares informativos, cada qual com seu assunto e comandante: Literatura, Música, Cinema... Enfim, fui chamada para comandar os mares bravios de literatura, então o trabalho que farei por lá será muito (muito!) parecido com o que costumo divulgar por aqui. Explicando a ideia de mudar um pouco o conteúdo do blog, a maioria dos posts que eu publicarei aqui no Croissant Parisiense, publicarei por lá também, então nada melhor do que a ideia de diversificar um pouco o CP, certo?
O site ainda é novinho, mas promete um futuro ótimo, recheado de informação e com grande apoio para esse trabalho! Uma ótima dica, além de se manter informado, é participar da promoção de estreia que está rolando por lá: sorteio de Espíritos de Gelo, do autor Raphael Draccon (que escreveu Dragões de Éter, também.) Não percam a oportunidade de garantir seu exemplar do novo trabalho do brasileiro!

Sobre o site: WWW - Twitter - Facebook

E por último, a quarta novidade: mudei o layout do blog! Para quem percebeu antes mesmo de eu divulgar, quis adequar mais o visual ao futuro conteúdo do blog, já que pretendo mudar (um pouco, pois radicalizar não é, em hipótese alguma, minha intenção). Mudei mesmo foi a imagem do cabeçalho, pois as cores e a maioria do restante continuou o mesmo. Espero que tenham gostado de como ficou!

Também não poderia deixar de informar que ~ainda~ sou uma vestibulanda desesperada! hahaha Então espero que aguentem um pouco mais as minhas limitações quanto ao tempo de minhas postagens.
Mas não, ainda não tenho coragem de me despedir desse lugar que tanto amo! Ainda não se verão livres de mim ;D
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14.1.12

Lago dos Sonhos, escrito por Kim Edwards.
  • Editora: Arqueiro
  • Páginas: 329
  • ISBN: 9788580410044
Lucy Jarrett é uma jovem de espírito aventureiro que, depois da morte do pai, saiu de casa para cursar a faculdade e, desde então, não teve mais pouso certo. Bem-sucedida em sua carreira, ela vai aonde a vida a leva, sempre pulando de um país para outro. De repente ela se vê estagnada - morando com o namorado no Japão, Lucy não consegue arrumar trabalho e a relação deles está abalada. Ao saber que sua mãe sofreu um acidente, Lucy decide ir visitá-la em Lago dos Sonhos. Lá descobre que a mãe está pensando em vender a propriedade da família e que seu namorado da adolescência tem um filho e um próspero ateliê de fabricação de vidro. Diante dessas mudanças, Lucy precisa enfrentar a realidade - apesar de ter ido embora e por muito tempo ter julgado aqueles que ficaram, ela é que nunca conseguiu superar o trauma causado pela morte do pai.

Lucy Jarret é uma mulher formada que saiu de casa para viver o seu sonho: morar em outro país e ser bem sucedida. Porém, depois de conquistar seus sonhos, o que não previa era que fosse encontrar sua vida estagnada, sem emprego, sem família, sozinha, num país que não lhe é familiar (muito menos confortável) e dependendo de seu namorado para viver.

Às vezes a solidão é uma emergência, pensei, lembrando-me novamente de Yoshi, de sua gentileza e de sua infinita paciência com a tristeza que eu vinha reprimindo e carregando comigo havia tanto tempo.

Enquanto incomodada pelos iminentes terremotos, procurava por empregos e lutava contra seu próprio descontentamento pela vida, sua mãe sofreu um leve acidente que a deixou um pouco preocupada. Talvez seja pela urgência de sua vida no momento, Lucy decide visitar sua família. E é então que a história deslancha. Lucy revive o seu passado, e ainda mais emocionante que isso, revive o passado de seus antepassados, principalmente de uma parenta desconhecida, que ninguém sequer sabia de sua existência. Esses dias em sua terra natal transforma Lucy, e a faz repensar em como agiu diante da morte de seu pai há anos e o que fez com a sua vida depois disso.  Com todos os acontecimentos emocionando a sua vida em tão pouco tempo, Lucy aprende grandes lições que são passadas para o leitor, também. A escrita é conhecida por ser difícil e demorada, porém considero algumas críticas um tanto quanto exageradas, e não pude deixar de me perguntar se as pessoas que disseram tal coisa não gostam de ler, porque ao finalizar a leitura de um livro, o que vale é o todo, não o quanto demora para se ler. Enfim, a autora usa muita descrição na narrativa, isso cansa um pouco no começo, mas depois vale a pena o tempo gasto. É do tipo de livro que te envolve, te encanta, te emociona e  te ensina muitos valores sobre a vida. Depois da leitura, você só estará feliz por ter tido a oportunidade de ler algo incrível. 

Quotes:
... pensando em como livros eram humanos, tão cheios de ideias e imagens, de mundos fictícios... Cheios de impressões digitais, de risadas súbitas e da imaginação dos leitores. Pensar em todos aqueles autores lutando com palavras, ou frases, registrando seus pensamentos para pessoas que não conheciam...
Foi isso que aprendi durante a vida: jamais agir movida pela raiva. Agir movida por amor ou não fazer nada.
Acho que a maldade é uma força presente no mundo. Ela encontra o caminho para penetrar em nossas vidas por meio da raiva e da perda, da tristeza e da traição, como o mofo que cobre o pão, como a podridão que consome uma maçã, tomando conta de tudo.
Independentemente de ser bem-vindo ou não, o conhecimento é algo que não se pode desfazer.
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