19.7.11

Resenha: Questões do Coração

Questões do Coração, escrito por Emily Giffin.
  • Editora: Novo Conceito
  • Páginas: 438
  • ISBN: 9788563219312

Tessa Russo é mãe de duas crianças e esposa de um renomado cirurgião pediatra. Apesar dos avisos de sua mãe, Tessa recentemente abriu mão de sua carreira pra se focar na família e na busca da felicidade doméstica. Ela parece destinada a viver uma boa vida. Valerie Anderson é advogada e mãe solteira de Charlie que tem apenas 6 anos e nunca conheceu o pai. Depois de muitas decepções, ela desistiu do amor - e até mesmo das amizades - acreditando que é sempre mais seguro não ter muitas expectativas. Embora as duas mulheres vivam no mesmo subúrbio de Boston, elas tem muito pouco em comum além do amor pelos filhos. Mas numa noite, um trágico acidente faz suas vidas se encontrarem de um jeito inesperado. Em uma história alternativa e com vários pontos de vista, Emily Giffin nos emociona com um livro luminoso em que boas pessoas são pegas em circustâncias insustentáveis. Cada um sendo testado de maneiras que nunca pensaram ser possível. E cada um deles descobrindo o que realmente importa.


Questões do Coração nos apresenta a vida de duas mulheres que se encontram de uma maneira complicada. Valerie Anderson é uma advogada e mãe solteira que faz de tudo por seu filho, Charlie. Tessa Russo é dona de casa e mãe de duas crianças lindas e com personalidades marcantes. Depois de um grave acidente numa festa de criança em que Charlie acaba se machucando, ambas possuem algo em comum: Nick Russo, um incrível cirurgião pediatra, marido de Tessa e médico do filho de Valerie.

A atração entre ele e Val é notável até mesmo nos primeiros contatos. A situação vai ficando cada vez mais delicada, na medida em que a relação inviável e anti-ética começa a ameaçar o bem estar de pessoas inocentes, como os filhos. 



Os capítulos são intercalados entre as duas mulheres. Talvez a tarefa mais difícil entregue ao leitor seja se posicionar em relação à culpa; é incrível o jeito como Emily Giffin narra, nos deixando "em cima do muro" em grande parte das passagens, sem saber qual posição tomar, julgando cada personagem. O que de fato acontece é que, no decorrer da leitura, acabamos tomando as dores das duas, reconhecendo em cada uma um traço que pertence à nós mesmo, seja insegurança, ira, ou qualquer outra característica que cada uma leva na história.




O grande ensinamento do livro é o perdão. Eu que já passei por fases difíceis se tratando de perdoar, sei bem que a história contém um suave conselho: podemos perdoar algo imperdoável, por mais inflexível que você seja antes de passar por alguma ocasião em que tenha que escolher entre perdas e perdão, ou até mesmo em permanecer com raiva (e machucar a si mesmo, e ao resto de sua família) e perdoar. Creio que só quem já perdoou um dia saberá saborear corretamente esse tema do livro.


Até que ponto uma relação se mantém firme? Será possível esquivar-se de um sentimento quando se possui outro em jogo? É possível perdoar algo imperdoável?

A única coisa do livro que não me agradou tanto, mas que ainda assim não considero um ponto negativo, pois não é de um todo mau, foi o final do livro. Talvez eu tenha me apegado demais à uma das personagens, e a autora não deu uma continuidade tão agradável para ela, então me pegou de surpresa. Mas pode ser que você adore, afinal é questão de opinião.

No final, você vai perceber que uma palavra descreve muito bem o teor da história criada por Emily: intensa. Não há como não se envolver e se emocionar.

A escrita da autora é ótima, fluente; estava muito ansiosa para saber como seria, e não me decepcionei. Apesar de ser um livro grossinho, a história te envolve tanto que quando você vê, já está no final. A diagramação é outro ponto positivo!

11 comentários:

  1. Já é a segunda resenha que leio do livro só hoje, e as duas afirmaram gostar muito do livro, exceto do final.
    Ainda tenho vontade de ler, de qualquer forma.

    Beijinhos
    Conjunto da Obra

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  2. Eu nunca tinha parado pra dar atenção a esse livro. Mas como sei que vou ganhar um exemplar de presente (hehe), estou procurando várias resenhas sobre ele rsrs

    Gostei da sua.

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  3. Adorei a resenha, a estória parece realmente bem intensa, vou procurar este livro, passei por uma situação em que o perdão foi indispensável mas infelizmente não deu certo, quem sabe não me identifico com uma das personagens? Beijos

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  4. Adorei a resenha. Nunca tinha lido uma ressenha deste livro, e agora ele acabou de pular para minha lista de preferências, haha. Estou curiosa. *-* Beijos <3

    Rachel Lima
    http://etcoetra.blog.br

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  5. É, pelo que vejo, a Emily parece ser mais realista do que romancista. Li Ame o que é seu e fiquei com um sentimento de vazio ao terminar as últimas páginas. Pedi Questões do Coração pra Editora para que eu possa conhecer um pouco mais do trabalho da autora. Quem sabe eu não começo a gostar desse estilo, né?
    Beijão
    E vê se não some, Mell, você desaparece =/

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  6. Todos estão na mesma com o final do livro. Quem leu aqui em casa foi minha mãe e ela acha a mesma coisa. :/ Fazer o que estou ansiosa para conseguir lê-lo. *--*
    Fala sério, Mell, quem é vivo sempre aparece, né?! hihi :x Como tá indo nos estudos pro vest?
    Beijos,K.

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  7. Nossa Mel, teu blog tá mto lindo *-* Faz tempo demais que eu não venho aqui!!
    Eu adoro Emily Giffin mas acho que não lerei esse, essa temática de "mãe" não bate comigo u.u

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  8. Eu li "Ame o que é seu" da mesma autora e confesso que AMEI!! Ela tem esse dom de entendermos os dois lados da história! E questão de perdão realmente não é pra qualquer um, não é questão de palavras né? Certeza que vou me identificar muito com este livro!

    Beijos flor, adorei a resenha!
    xoxo

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  9. Oi, Mel!
    Como a Carol faz tempo que não passo por aqui haha
    E, sim, está uma gracinha *--*

    Bom, sobre o livro, acho que não me apeguei a mesma personagem que você! Mas posso dizer que o final para mim foi incrível, a decisão tomada eu não tomaria de jeito nenhum, sou radical demais (ou ainda preciso aprender a perdoar de verdade ;x)
    Mas concordo que a lição que a autora passa no livro é muito importante e válida, achei ótima a maneira como ela nos deixa mesmo em cima do muro e nos faz pensar como agiríamos se a situação fosse conosco ou em nossa casa.
    Adorei sua resenha!

    Beijos

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  10. Oi Mel, estou aproveitando o restinho das férias pra visitar meus blogs preferidos!
    Fazia tempo que eu não vinha aqui e faz ainda mais tempo que a gente não conversa.
    Estava com saudade de ler tuas resenhas, sempre perfeitas.
    Eu também não gostei nem um pouco do final, foi bem o que você disse, a autora não deu um destino muito feliz para uma das personagens. Mas também esse eu achei que foi o único ponto negativo porque eu adorei o livro!
    Beijos
    Ana Elisa

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  11. É para mim o final foi algo quase imperdoável haahahhha além de querer saber mais das 2.. eu fiquei irritada foi com a praticamente absolvição do cara... eu não tive como não deixar a femininista dentro de mim gritar eheheheehehe

    E mais um ótimo trabalho de uma de minhas autoras favoritas =D

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