2.8.10

Entrevistando Um Autor - Carolina Munhóz

  É com muita alegria e entusiasmo que apresento a primeira entrevista do blog! E como a intenção dessa coluna é sabermos mais sobre os nossos queridos autores – ou os que virão a ser – nada melhor do que trazer para a estréia uma escritora que gostei logo de cara e não cheguei a ver nenhuma entrevista com ela. Quer outro motivo especial? Ela é brasileira! Adoro prestigiar nossos escritores.
  Alguém já ouviu falar de Carolina Munhóz? A “conheci” pelo site da Bienal – onde ela, inclusive, estará numa tarde de autógrafos no estande da Pergaminho – e a contatei para a primeira entrevista do CP. Ela foi muito fofa desde o início, e já entramos em contato por diversos meios de comunicação (Orkut, twitter, e-mails – estarei listando todos no final do post). Super atenciosa, é o que já revelo. Ela começou a escrever “A fada”, que foi publicado pela editora Arte escrita no ano passado, com apenas 16 anos, acreditam? Acho isso super meigo. O livro conta a história de Melanie que descobre ser uma princesa fada com apenas 18 anos. E com isso, envolve romance, mistério, magia, descobertas e, creio eu, muita responsabilidade.
1- Carolina, eu li em seu site que desde pequena você nutria uma paixão por literatura. Como você iniciou essa sua paixão e você teve influência de amigos, familiares, professores, etc?
Eu já lia um pouco quando era pequena, mas realmente fiquei apaixonada por leitura após uma aposta de uma amiga. Ela me disse que eu não conseguir ler Harry Potter e a Pedra Filosofal em uma semana. No final daquela semana eu estava terminando o Cálice de Fogo. Acho que a maior influência foi de amigos. Meus pais até hoje não entendem pra quem eu puxei =)

2- Você já viajou para o exterior e prestou serviços de Au Pair. Eu e minhas amigas somos doidas para fazer uma viagem a outros países e recentemente descobrimos esse tipo de programação. Como foi a sua viagem e que curso você fez? Algum conselho para quem pretende trabalhar de Au Pair no exterior? 
Eu decidi do nada ser Au Pair. Não me lembro nem como descobri essa forma de intercâmbio. Sei que sempre quis morar fora e quando vi a oportunidade de ser Au Pair agarrei e fui atrás.
Eu acho que toda menina um dia deveria ser uma Au Pair. 1- Porque é uma ótima experiência para se aprender inglês e conhecer um outro país 2- Porque você se torna independente 3 – Porque você começa a dar mais valor a família e descobre o que é ser mãe e o que é tomar conta de uma criança.
Eu acabei não fazendo nenhum curso muito específico. Conversei com a minha Host Family e eles concordaram que por meu inglês já ser bom eu não precisava gastar minha bolsa com o curso. Entao fiz os 6 créditos em ESL (English as Second Languafe) em uma adult school (é um tipo de escola para estrangeiros e é de graça). O dinheiro do curso usei para viajar para a Europa. =)
Acho que se a garota conseguir esperar até os 21 anos para ser Au Pair é melhor. Porque com certeza vai curtir mais. A maioridade nos Estados Unidos é 21, então antes disso você não pode por exemplo ir para balada e acho que TODO MUNDO deveria um dia conhecer uma balada americana hehe. Eu fui com 18 anos e sofria para conseguir entrar nos clubs.
(à direita, Carolina em Londres, no cenário principal de seu livro - Trafalgar Square)

3- Você também já conheceu os atores da saga Harry Potter em uma das muitas viagens que fez ao exterior e passou a fazer parte da equipe do famoso site brasileiro Potterish. Como foi realizar o sonho de conhecer seus ídolos e como é fazer parte de uma equipe incrível como a do Potterish?

Conhecer o Daniel, a Emma e o Rupert foi a melhor experiência. Eles foram muito legais comigo, deram autógrafos, falaram oi para câmera e o Rupert até me deu um selinho. Foi o melhor final de semana da minha vida e agradeço até hoje por poder ter tido essa experiência maravilhosa.
Trabalhar para o Potterish sempre foi algo que quis e hoje vejo o quanto foi bom para mim. Toda equipe é muito legal e ter feito os especiais para eles me fazem muito feliz.

4- No exterior é muito difícil tornar-se um autor publicado devido ao amplo mercado literário, mas no Brasil, apesar de outras circunstâncias, não é diferente, e sabemos que a literatura nacional não é lá muito considerada. Também sabemos que por conta disso, fica muito difícil de alguma editora brasileira se interessar por autores brasileiros. Como foi o processo de publicação de “A Fada”? Demorou muito até a editora Arte Escrita se interessar pelo livro?
Realmente a procura por editora no Brasil é muito difícil. Uma porque no exterior essa procura fica por conta de um agente literário que você fecha contrato e aqui é o próprio autor que procura. Fiquei dos meus 16 aos meus 20 anos procurando editora até a Arte Escrita me encontrar. Uma amiga de faculdade me contou que trabalhava na editora e que havia comentado sobre meu livro e eles ficaram interessados. Em poucos meses o livro já estava sendo lançado na FNAC.
5- Aliás, eu tenho uma grande curiosidade! Como foi todo o processo após a editora se interessar pelo seu manuscrito, ou seja, o que rolou após receber a confirmação da editora?
Nossa depois da confirmação é uma montanha russa.  Acho que o maior trabalho para o lançamento é deixar o livro do jeito que você quer. Entao existe muitas correções, escolhas de imagens, capa e etc. Mesmo assim nunca sai exatamente como você queria. Por isso agora em minha reimpressão estou concertando várias coisas que não gostei e creio que o livro vai ficar bem mais legal.
6- Hoje em dia sinto que a nossa literatura, mesmo que os livros YA, estão muito desvalorizados em relação aos da literatura americana, por exemplo. De certa forma você sente algum tipo de preconceito de editoras e leitores brasileiros por ser uma autora brasileira?
Acho que os leitores brasileiros estão muito acostumados a ler livros estrangeiros, principalmente os livros teens e de ficção. Eles não percebem que existe ficção no Brasil também e por isso minha maior estratégia é mostrar para o Brasil que existem jovens que escrevem aqui e que também há ficção no nosso país. Para se lançar um livro depois no exterior creio que eles fecham um pouco os mercados para nós, brasileiros. É raro ver um autor dar certo.
7- Ser uma escritora publicada é como se fosse um sonho para muitas garotas e também para muitos garotos. Como foi a sua reação quando viu “A Fada” pela primeira vez numa livraria como a Saraiva? (foto à esquerda)
Foi incrível! É como se o seu bebe tivesse acabado de nascer. O dia do lançamento na FNAC foi à experiência mais maluca e mais emocionante. Você ver todas aquelas pessoas ali por sua causa e assinar todos aqueles livro te fazem ver o quanto você é importante para o mundo. É realmente fantástico. Até hoje quando vejo meu livro em uma livraria tenho vontade de chorar de felicidade.
8- Aos 16 anos você começou a escrever o seu livro “A fada” que hoje é publicado pela editora Arte Escrita. Por que resolveu escrever o livro? Você teve estímulos para escrevê-lo ou partiu de sua própria e única vontade?
Resolvi escrever o livro após um sonho que tive com a personagem. Estava muito deprimida, pois minha mãe havia me separado de minha cachorrinha e resolvi colocar todas as minhas magoas na história. Até hoje não me lembro de como escrevi. Só sei que ficava horas no computador e que depois via inúmeras palavras escritas sem perceber que eu havia escrito.
9- Você tem algo em comum com algum de seus personagens?
A personalidade da Mel foi com base a minha personalidade. Tudo que ela pensava e agia era como eu pensava e agia aos 16 anos. Ela é um reflexo de uma Carol nova.

10- Dentre todos os seus personagens, qual é o seu preferido? Por quê?
Eu sou apaixonada completamente pela Mel. Ela é tudo para mim. Quando terminei o livro eu não parava de chorar pensando que agora tinha que me afastar dela. Escrevendo a continuação me sinto muito mais aliviada. Eu amo ela porque ela é uma personagem fácil de identificar. Outro personagem do livro que gosto muito é o Derrick, pai do personagem Arthur. Ele foi uma surpresa bem gostosa no livro.
11- O seu livro foi lançado no dia 13 de fevereiro do ano passado. A partir de lançado, sabemos que os leitores vão aumentando cada vez mais. Desde lá, como tem sido com os seus leitores?
Tem sido maravilhoso! É tão bacana receber um email de alguém que você não conhece, mas que se identificou com você e seu livro. Amo falar com meus leitores. Adoro responder os e-mails, scraps e tweets. Hoje em dia está sendo um pouco mais difícil responder, pois graças a Deus meu e-mail anda bem movimentado, mas sempre tento responder o mais rápido possível e adoro quando eles ficam felizes. O que seria de um escritor sem seus leitores né?
12- Tem recebido muitas críticas positivas e negativas?
Tenho recebido muitas críticas. Adoro quando alguém vem conversar comigo sobre A Fada. Não fico chateada com as negativas, desde que sejam feitas de maneira construtiva e educada, acho que com o erro as pessoas crescem. E as positivas são d+.
13- E atualmente, está escrevendo algum livro? Se sim, conte-nos um pouco sobre ele =)
Estou focada na continuação de A Fada e no começo de uma trilogia que se passa na idade média. A continuação estou fazendo porque após algumas palestras vi que os leitores gostaram muito da Mel e queriam saber mais sobre ela. Então resolvi trazer de volta a Mel, o Arthur e o Patrick. Dessa vez o livro é muito mais focada em Fairyland do que em Londres e isso é bacana pois há muito mais magia nele.
A minha nova trilogia não posso falar muito e nem o título, pois ainda não está registrada. Porém vai ser bem legal, maior que os livros de A Fada e vai trazer vários personagens bacanas. Estou tendo muito mais trabalho para fazer essa nova história.
14- Qual é o seu conselho para quem está tentando escrever um livro na adolescência? Você já passou por isso, então quem melhor para responder essa pergunta senão você.
Meu conselho é ESTUDE BASTANTE. Pode parecer besteira, mas tudo que você aprende na escola, principalmente em português e história, acaba refletindo muito no seu livro. Também pesquise bastante antes de começar seu livro. Isso ajuda muito na hora de saber como seu personagem é, como é seu cenário e como vai ser o enredo de sua história.
15- Apesar de “A fada” ter sido publicado há mais de um ano, eu ainda não o li. Estou muito ansiosa para tê-lo em minhas mãos. Obrigado por aceitar fazer parte da estréia da tag “Entrevistando um autor” aqui no blog, eu adorei poder fazer todas essas perguntas para você e fiquei ainda mais contente por você ser tão atenciosa! E para finalizar, o que você tem a dizer para os leitores do Croissant Parisiense que ainda não leu o seu livro?
Primeiramente AMEI a experiência de poder conversar com os leitores do Croissant Parisiense. Acho que blogs como esse fazem de nós escritores seres ainda mais especiais. Muito obrigada pela oportunidade! =)
Bem..se você gosta de magia, aventura, romance, conflitos e descobertas de vida vale a pena ler A Fada (Editora Arte Escrita) de Carolina Munhóz. O livro foi feito com muito carinho, é para ambos os sexos e para todas as idades. Tenho certeza que algum ensinamento você vai levar após ler meu livro. =)
Quem quiser conhecer um pouco mais da minha carreira acessem www.carolinamunhoz.com e podem me adicionar no twitter (@carolinamunhoz), Orkut ou mandar e-mail que estou sempre aberta a críticas, elogios e sugestões. Ficarei muito feliz em saber o que achou dessa entrevista.
Novamente obrigada e que as Fadas iluminem a todos!

12 comentários:

  1. amei a entrevista Mellory! E adorei a Carolina, não a conhecia ainda e adorei saber sobre o au pair dela, também pretendo fazer quando for mais velha! E londres! selinho do rupert!

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  2. nossa, que legal!!! Não conhecia nem ela nem o livro

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  3. Que bacana Mel,muita emoção fazer uma entrevista com uma autora mto fofa como a Carol :) Achei bem legal o fato de ela ter escrito um livro com apenas 16 anos!Queria parabenizar ela!!E parabéns a você também por mais essa conquista!

    beeijos

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  4. Caramba... eu também não a conhecia.. vi esse livro em algum lugar da net esses dias, mas não havia me interessado, pois teoricamente ñ é meu estilo hihihihi .. mas a autora é uma fofa..

    Eu odeio baladas.. mas sou louca para conhecer a americana hihihi e ver se é como vemos nos livros, filmes, séries etc.

    Nossa que incrível escrever um livro aos 16 e melhor publicar um dia!! que invejinha ahahahhah .. mas me interessei muito é por esse novo q ela está escrevendo.. Idade Média uhuhuh amo!!!
    obrigada por nos apresentar essa querida.. vou dar uma olhada no site
    bjo

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  5. Eu nuca tinha escutado sobre ela, isso só prova o quanto não valorizamos os escritores brasileiros, me interessei por ler o livro *--* vamos ver se consigo. Ah, eu só surtei um pouco pelo selinho no Rupert.

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  6. Não a conhecia, adorei a entrevista dela. Parece ser tão simpática. Já vi que ela vai estar na tv cultura amanhã e já vou deixar a tv programada pra me avisar do programa! HAHA

    Mas nossa, morri de inveja dela ter dado um selinho no Rupert! UHAHUAHU Posso mata-la por isso?

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  7. Eu amei essa entrevista !!! bjss PRI

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  8. Muito legal a entrevista! Parabéns!
    Não conhecia a autora e nem o livro.

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  9. Oie Meninas!

    Ameiii os comentários! Voces foram muito fofas! Que bom que gostaram de saber um pouco do meu livro e de minha história!

    E que legal que algumas me add no twitter..fico feliz!

    Brigadaoo Mellory por tudo! Voce é d+!

    Se der galera..assiste hoje as 19hs o programa login! Quem tiver twitter mande perguntas para o @programalogin!
    bjao

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  10. nossaa!!
    seu blog é uma graça!
    adorei a entrevista!!
    beeijos

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  11. que legal a entrevista, adorei. ainda não conhecia ela nem o livro ;~ mas gostei bastante.
    beijinhos flor ^^

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  12. que emoção deve ser eescrever um livro hein!
    mell, procura receitas de macarons no google, tem sempre umas legais! Se não conseguir, depois te passo uma minha por email!!!!
    beijoooo

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